[...] É engraçado o que dizem sobre amor: dizem que é algo arrebatador, que te deixa de estruturas abaladas e que te pega totalmente desprevenido, quando você menos espera. Comigo não foi assim. Eu me apaixonei por você tão gradativamente, que no fim de tudo eu apenas sabia que te amava. Foi um processo lento, mas que no fundo nunca me assustou. Te amar é leve, é simples, fácil, reconfortante. Te amar é um domingo preguiçoso debaixo das cobertas, assistindo bobagens na tv, e rezando pra segunda feira demorar. É como passar o dia inteiro fora e voltar de noite pra casa. É esperar a semana toda pra te ver, e sentir teu abraço. E a verdade é que é natural te amar. É natural amar seus olhos esverdeados, seu cabelo que fica tão bem desarrumado, seu sorriso sacana, sua voz rouca no meu ouvido, a barba roçando meu pescoço. Nossas pernas entrelaçadas na cama, sua cara de cansaço, seu abraço enquanto eu caio no sono, as risadas compartilhadas, as incertezas divididas...
Minha única certeza é que eu te amo. Te amo a ponto de sofrer por antecipação pela saudade que sinto durante a semana separados. A ponto de contar quantos dias faltam pra te ver, e voltar a escrever só pra tentar expressar em um texto o que eu não consigo falar. Te amo, a ponto de te agradecer por me amar e pedir pra que nunca, nunca mesmo me deixe.







