Eu me sufoco nas tuas construções de mármore
Eu me intoxico com teus olhos nebulosos
Eu me embrigado na carne dos teus lábios
Eu me farto todo desejo nas tuas virilhas
O coração na boca, os olhos na ponta dos dedos
O segredo tapado entre nós de lençóis
E pernas espaçadas, se sufocam em agonia
Convém morrer sob o cadáver do outro
Primeiro conheceste minha carcaça
Segundo a tua fantasia em mim
Terceiro os meus medos e demônios
Entretanto, ainda não toca minha alma
Decape a besta material
A única matéria, é o corpo
Que com ternura respira no teu ritmo
Sente teus calafrios e pulsa como tuas entranhas
O sufoco, era o presente adocicado
O imposto, eram tríplices fantasias de ouroboros
O ar quente, era a benção derradeira
O deleite e sujo, não combina com tua máscara diária
A tire, dissipa-se de teus escombros
Não esconda marcas ou cicatrizes
Todos os suspiros e gemidos roucos
São ditos como ritos e orações tribais
Eu não hei de me perder nas voltas
Ou nos labirintos dos sentidos anti horário
Sou sempre guiado pelo fio de prata
Entrelaçado em meus dedos
A carne pungente, afrouxa-se
O pulmão queima e o corpo pesa
O licor da boca da amante não é mais tão atraente
Esse é o sinal, exaurido e abandonado sob o leito