Quando nós nos conhecemos, nem sonhávamos que viveríamos tantas coisas boas. E coisas difíceis também. E às vezes coisas tristes, afinal a vida humana são estes altos e baixos e aquela história de finais eternamente felizes só existe pra iludir e subjugar a mulher retirando dela o poder de decidir com quem ficar e como ficar.
(Mas, isso é coisa pra outro espaço, e não neste tumblr - certamente - pelo menos não agora)
Hoje apareci por aqui, como não fazia há algum tempo, pra abrir meu póin pra vocês.
Me sinto grata, feliz de verdade por cada pequena decisão que tomei até chegar à grandes decisões como por exemplo, pedir a mão de M. em casamento. Nós nos conhecemos há exatos 1 ano, 5 meses 12 dias, namoramos há 1 ano, 4 meses e 25 dias. Já corremos debaixo de chuva, já dormimos no chão frio, M. matou muitas baratas, aranhas e outros seres extraterrestres em minha defesa. Descobrimos que temos acesso à Força e somos quase Jedis (M. ainda não tem consciência de que é Jedi, mas vou contar qualquer hora, depois que ela terminar de ver todos os filmes.)
Eu arrastei M. para o arquivo da universidade comigo, e já a beijei neste mesmo arquivo. Já vivemos perigosamente quando nos abraçamos e pessoas homofóbicas estão perto (se você não é gay, não sabe como é querer segurar as mãos da pessoa que você ama e não poder, pois ofenderá as pessoas ao seu redor e elas te atacarão fisicamente ou socialmente e você poderá perder seus clientes, ou o emprego - e ainda dizem que este é um país sem preconceitos... bah)
Já apresentei ela pros amigos mais chegados, pra família, até pra alguns professores e pra orientadora. Pessoas que poderão nos defender e ajudar na busca por um mundo melhor. Já passamos tardes cozinhando pra fora na tentativa de conseguir dinheiro. Já ficamos estudando até tarde (eu as coisas de história e ela as coisas do concurso). Já chamei pra morar no Uruguai, caso o Brasil virasse uma ditadura gayzista bolivariana comunista de direita (! nem tente entender..), afinal, Mujica é gente direita e aceita :P
A família inteirinha dela (papagaios, tios, periquitos e derivados) se não sabem a nosso respeito, suspeitam e aceitam bem. (Graças aos céus, passei no teste!). A minha... bom, eles a amam! :3
Já conheço a chefe e parte dos colegas de trabalho. Já conheço as bffs e sei MUITAS histórias da infância e da adolescencia, em diversas versões. De mim ela sabe até os apelidos mais infames. Nós queremos nos casar, mas pra isso precisamos de um lar.
Essa é a meta de 2015. Ter um lar.
Te amo M. Logo estaremos casadas. (De papel passado, como dizia minha avó, com a nossa casa e espaço pra recebermos todas estas pessoas boas que tanto nos querem bem.)