Bastou pisar no salão do baile para se arrepender de ter saído do castelo de sua madrinha “Gente demais” pensou, sem parar de caminhar por um segundo, tentando fingir que o desconforto não existia. Não era como se não estivesse acostumada a conglomerados, mas ali era uma situação completamente diferente. Era como se seu cérebro ainda não conseguisse processar todas as novidades como reais: contos, fadas, poderes... Uma parte dela estava eufórica e a outra assustada. Quanto mais pensava, mais aquilo a apavorava. O desconhecido a apavorava. Sem saber o que fazer ou com quem conversar, foi até a mesa de comida mais próxima e se recostou lá, fazendo duas das coisas que mais adorava: comer e analisar. Mas foi só ao se virar para pegar o primeiro petisco que percebeu que era ela quem já estava sendo observada por alguém. Encarou seu observador, curiosa e cautelosa “Posso ajudar?”