Remédio Amargo
O ventos cuspiram novos ares Mais violentos e desagradáveis Entre o ego e a cruz A escolha a desmembrar-se Escolha e renúncia Reféns das consequências Impostores da causa Fomentadores da loucura Todos os nomes Me são atribuídos em discórdia Eu os aceito como um presente Fomentado ao trigo e prensado nos lábios As promessas são enxertos Entre os nomes e provocações Há feridas que abrem e fecham No instante perigoso do homem-corvo Embaixo na língua, a tenho escondida Feitiço soletrado de trás para frente Segundas intenções enterradas em redenções Eu perdoo o mal atribuído a minhas entranhas O corpo embaralhado como um epitáfio Entulhado de significados O amor que tanto promete frutos Fora colhido do rancor e da inveja O obstáculo-obstruindo Todas as vias e variáveis Ou contrato é um contragosto A todo o apoio, medicina mórbida Dizes o que será de ti Embrenhada entre espantalhos Que cobiçam a tua torta luxúria Enxergando-te troféu e manequim









