El temple d'Exar Kun, a Yavin 4, per Ralph McQuarrie.
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El temple d'Exar Kun, a Yavin 4, per Ralph McQuarrie.
Mausa Entrevista: Ravena
Na 8º edição da zine recebemos Ravena (@silent_gloomy) para falar um pouco sobre suas vivências na cena gótica, desde muito nova, até sua caminhada pelo mundo das subculturas e sua visão sobre os dias de hoje.
Ravena é estudante de administração, trabalha com vendas, amante de gatos e gótica desde os 12 anos. Administradora da Mausoléu CWB, cuida de toda a parte da comunicação das redes sociais e bota no papel todos os projetos que bolamos juntos. Além de ser o amor da minha vida, a própria Sra. Mausoléu!
Mausa: Como você saiu do caixão?
Ravena: Sendo a filha das duas ovelhas negras das famílias, não tinha muito como ser "normal". Cresci ouvindo rock e tendo uma liberdade muito grande pra me expressar visualmente. mas o que me despertou o interesse em coisas mais vampirescas foi a novela O Beijo do Vampiro, depois dela me encontrei e amo até hoje.
M: O que é a subcultura para você?
R: Acima de qualquer questão de acolhimento para esquisitinhos de roupinhas pretas, um ambiente para gerar consciência, principalmente no momento de retrocessos que estamos é importante lembrar que o gótico é feito pra ir de frente com a normalidade e dar suporte aos que são excluídos por essa sociedade clean.
M: Como foi seu começo na sub?
R: Devo admitir que eu sempre fui mais ativa virtualmente, passei cedo pelo despertar de ser mulher gótica e aprender quando eu realmente estou sendo ouvida e quando são só normies com fetiches! Mas sempre gostei e recomento, inclusive, explorar várias vertentes tanto musicalmente quanto visualmente, pra se entender melhor dentro da sub que é muito rica.
M: Como sua visão da sub mudou ao longo do tempo?
R: Eu comecei a me entender gótica com cerca de 12 anos, hoje com 30, além de a sub mudar naturalmente junto com a sociedade em geral, também tive meu amadurecimento pessoal, que implicou muito em deixar o ego do "como eu sou diferentona" pra trás pra entender o quanto o gótico pode e deve ser político pra dar espaço pra quem realmente precisa.
M: Você sente que com o passar do tempo, aproveitamos mais ou menos a sub?
R: Eu acredito que quão mais consciente (e velho) você fica, menos você aproveita de tudo! É um caminho natural começar com o deslumbre do descobrimento da cena e conforme a gente cresce e começa a ler o ambiente, o mundo ao redor e nosso lugar nisso tudo, começarmos a aproveitar menos, não que perca a graça, mas muda muito como se divertir, depois de começar a reconhecer quem tem discurso vazio, quem só vem pra mostrar a roupa legal sem conteúdo real e as frutas podres que estão em absolutamente qualquer lugar querendo se aproveitar de qualquer confiança.
M: Ser gótica afeta sua visão de mundo?
R: Se não afetar, tá sendo morcego errado! Foi dentro da sub que eu fui apresentada a ideia de usar meus privilégios para dar visibilidade a outras pessoas ou pra questionar quem cria esse lugar de privilégio, principalmente tendo sido a gótica branca com "cara de europeia", que me deu muita oportunidade de devolver constrangimento pra quem acha que os que não cabem nessa caixinha do padrão de vampirão, não "ser bonito". Tornando meu privilégio um desconforto de ver a carga de racismo e falta de noção de quem só me achava bonita por ser branca eu entendi o quanto é importante não deixar o ego subir na cabeça, e olhar além da sua própria esquisitisse pra ver o que ela pode representar indo contra tudo que é tido como padrão inclusive dentro da própria sub.
M: Qual sua visão atual da cena alternativa, em especial a gótica?
R: Acho que a gente sempre tem que parar pra analisar "o que é alternativo agora ?" Tendo em mente que a base de "ser alternativo" é diferenciação, ir contra o que é tido como normal, no momento atual onde estamos passando por uma onda de retrocessos e higienização, o alternativo também muda conforme a expressão de normalidade da sociedade. O gótico eu vejo que se mantém com questões atemporais dentro da cena, como a aversão desnecessária de alguns morcegos véios a góticos que usam cores, ou o burburinho sobre gótico não ser movimento político, que em raiz já vai contra a essência, já que quando a gente cresce a gente entende que tudo é político. E infelizmente, junto a sociedade higienista, eu consigo ver cada vez mais o gótico morcego véio querendo cagar regra que mais retrocede do que enriquece a cena. Eu acredito que no momento que vivemos muito do que era comum na minha adolescência é alternativo hoje, porque a sociedade mais anda pra trás que pra frente. Cabe a nós continuar sendo esquisitos do jeito certo, que não é só usando coisa preta monocromática e tendo Instagram temático com foto poética. Se focássemos em realmente diferenciação, ir contra o normal, e acolher os que estão sendo higienizados e radicalizados pelos homens de bem, nossa cena não estaria cada vez mais silenciosa nas noites da cidade. Não tem porque dar ouvido pra quem não diz nada.
M: Você acha que os jovens atuais são um problema pra sub ou seria outra coisa?
R: Pra sub só em si não, mas no geral, mesmo fora da sub eu convivi com pessoas mais novas e é meio latente que cada vez nós passamos por menos incentivo ao pensamento crítico, e óbvio que uma subcultura que fala tanto sobre ser um desconforto ao normal, seja prejudicada num momento onde os jovens são cada vez mais alienados e com menos senso de coletividade. Vejo nos baby bats muito mais insegurança e falta de vontade de estar no meio, que não posso culpar porque é muito mais confortável ser esquisito na internet, eu mesma fui essa pessoa lá nas épocas de orkut. Mas eu sinto que a sub perde um pouco do apelo do coletivo, aquela vontade que existia de conviver com os outros góticos pra aprender, apoiar e enriquecer a cena também perdeu a força, agora que a sociabilização do jovem é muito mais virtual e trilhada por algoritmos.
M: O que você acha dos famigerados fiscais de góticos? Já teve que lidar com alguns?
R: Ah, quem nunca né!
Eu acho que é um comportamento normal em qualquer subcultura ou grupo voltado pra algo mais específico essa fiscalização. O problema é quando os poços de ego acham que "tempo de cena" valida qualquer pensamento que o morcego véio tiver. Sempre vou dizer que não confie na opinião de só uma pessoa de qualquer grupo que estiver, analisar o ambiente é um aprendizado muito importante, tanto pra ter sua própria visão, quanto pra entender o que é visão coletiva e o que é vozes da cabeça do tiozão do rolê!
M: Você acha que é um movimento natural nos tornarmos fiscais de gótico com o tempo?
R: Fiscais de tudo e todos inclusive! A diferença está no egocentrismo. Acho que muita gente adquire essa carga de estar na cena a muito tempo e toma pra si essa alegoria de poder dizer o que é e não é, o importante é sempre saber baixar a bola. Saber que a sua opinião não é verdade absoluta. Ter coragem de poder estar errado. Quando a gente se coloca nesse lugar de "já to aqui desde quando era tudo mato" e pensar que pode ditar os limites de uma expressão, volte cinco casas porque tá falando bosta.
M: O que diria pra alguém que está conhecendo a sub agora?
R: Não apoie sua opinião sobre si mesmo no que uma única pessoa pensa ou diz de você, não se limite a querer ser igual a ninguém, não se obrigue a ouvir ou ver nada só porque todo mundo da sua rodinha também tá lá. Se dê a liberdade de aprender a dizer não e respeitar o não. Se alguma coisa dentro de você te deixar desconfiado de alguém ou atitude de alguém, confie no seu eu interior e converse com alguém de confiança sobre seu desconforto, tanto pra achar quem odeie o mesmo que você quanto pra saber se tá sendo doido à toa! Não sofra sozinho, se tem um lugar pra compartilhar melancolias e angústias é aqui. E não ache que você é melhor que ninguém porque é "diferente", não existe nada mais libertador que aprender que a gente não é especial e que ninguém liga tanto pra você assim!
M: Quero agradecer sua participação, é sempre uma honra e um prazer conversar com a Sra. Mausoléu! Pode usar este espaço para divulgar algo seu, fazer recomendações ou mesmo uma última reflexão.
R: Quero voltar no começo das minhas perguntinhas e propor um exercício pra quem ler essa entrevista. Pare pra ler numa perspectiva da sociedade que a gente está, qual é o meu privilégio e como eu posso usar isso pra algo bom? Qual prejuízo que eu tenho por conta dos padrões e privilégios da sociedade? Como as pessoas que estão nesse lugar de padrão e privilégio poderiam de verdade dar visibilidade pro que é usado pra me calar e diminuir?
É muito importante ter noção de como a gente é visto pela sociedade que molda nossa existência e que estamos nos propondo a enfrentar fugindo do padrão deles. Pense no significado da roupa que você põe e a maquiagem que você faz pra além de si próprio antes de sair de casa, e pense se suas atitudes e falas refletem o que seu visual significa.
E por último e muito mais importante quero dizer que amo o cara que faz essa Zine!!!
Neo-Egyptian Pyramid
General Cemetery of Valencia, Spain
L'entrada a l'Hala dels Morts.
L'Hala dels Morts. Mausoleu atlanteu.
En Kull, per John & Marie Severin.
SANT RAMON NONAT-MAUSOLEU-ART-PINTURA-CAPELLA-SANTUARI-MISTICA-LA SEGARRA-PINTOR-ERNEST DESCALS- por Ernest Descals Por Flickr: SANT RAMON NONAT-MAUSOLEU-ART-PINTURA-CAPELLA-SANTUARI-MISTICA-LA SEGARRA-PINTOR-ERNEST DESCALS- Molt atret pel Mausoleu de SANT RAMON NONAT dins la capella del Santuari de SANT RAMON a la Comarca de la Segarra, no és pas la primera vegada que he pintat aquests interiors de l'antic Convent, però aquesta vegada he volgut Pintar l'escena amb les seves llums de pura mística espiritual donant el total protagonisme al Sant dins la seva urna, un ambient meravellós i molt suggerent que quasi puc dir és únic en les nostres comarques del centre de Catalunya. La foscor ajuda a aconseguir qualitats plàstiques molt especials on la sensibilitat es mou al mateix temps dins la dificultat i també dins la motivació pròpia del que vol estar pintant la devoció que emana del lloc. Pintura de l'artista pintor Ernest Descals sobre paper de 50 x 70 centímetres. Very attracted by the Mausoleum of SANT RAMON NONAT in the chapel of the Sanctuary of SANT RAMON in the Region of La Segarra, it is not the first time that I have painted these interiors of the old Convent, but this time I wanted to paint the scene with its lights of pure spiritual mysticism giving total prominence to the Saint in his urn, a wonderful and very suggestive atmosphere that I can almost say is unique in our regions of central Catalonia. The darkness helps to achieve very special plastic qualities where the sensitivity moves at the same time within the difficulty and also within the motivation of the one who wants to be painting the devotion that emanates from the place. Painting by the artist painter Ernest Descals on 50 x 70 centimeters paper.