Distorções Cognitivas - Série METANOIA
Olá, tudo bem?
Como foi sua semana? Espero que melhor que a minha! rs
Vamos direto ao assunto que hoje temos muita coisa para conversar.
A palavra distorção significa uma alteração do que é real ou do que é verdadeiro. Já a palavra cognição tem a ver com a nossa forma de raciocinar, de perceber o mundo. Sendo assim uma distorção cognitiva é um padrão de pensamento irracional, que está alterado distorcido da realidade, e leva a conclusões ou percepções equivocadas. É um erro de processamento e nossa mente que nos fazem interpretar situações de maneira imprecisa ou mesmo exagerada, geralmente de forma negativa.
No início do verso 7, de Provérbios 23, a bíblia diz que “Porque, como imaginou no seu coração, assim é ele.”
A minha filha mais velha tinha um jogo de desenho, onde você sorteia uma carta com uma proposta de desenho e você precisa fazer esse desenho usando uma lente com espiral, uma era azul, verde ou amarela. Nós não jogamos muitas vezes porque era muito desconfortável usar o óculos, mas das vezes que jogamos, até os desenhos simples de se fazer ficavam irreconhecíveis. Enquanto estamos usando os óculos, o desenho está, na medida do possível, fazendo sentido. Você vai desenhando, acreditando que, apesar das suas limitações, você está arrasando. Mas quando você finalmente tira a lente, até o melhor desenhista começa a questionar suas habilidades.
Embora este seja apenas um jogo, ele pode exemplificar muito bem o nosso comportamento cotidiano. Somos tentados a nos entregar a vários tipos de distorções cognitivas ( termo que os especialistas usam para descrever formas de pensamento prejudiciais e disfuncionais). Existem muitas mentiras que costumamos contar a nós mesmos, tais como : Eu não sou bom o suficiente; Ninguém se importa comigo; Eu sou um erro; Nunca serei ninguém; E essa lista continua.
E aqui nós temos um problema de identidade. “Quem eu sou?”. Porque, somente quem está muito bem resolvido com sua identidade pode confrontar esses pensamentos e sair bem sucedido.
Vamos fazer uma oração para abrir a bíblia.
Mateus 3:16 e 17.
Jesus foi batizado e ouviu uma voz do céu que dizia: “Este é o meu Filho amado”
Antes desse momento, a única voz que Ele ouviu falando que Ele era o messias tão aguardado era a voz da sua mãe, o preparando para essa missão. Nada de sobrenatural aconteceu na vida de Jesus, durante 30 anos que o provasse de Sua divindade até aquele momento. Ele viveu até aquele momento acreditando nas profecias bíblicas e no que Sua mãe Lhe dissera. Aquele momento foi inédito. Jesus finalmente ouviu a voz de Deus dizendo que Ele era O Filho Amado.
Então Jesus saiu dali e foi para o deserto, onde passou 40 dias se preparando para Seu ministério, em oração e jejum. Quando Jesus está no auge de Sua fragilidade o tentador se aproxima e diz o quê? Mateus 4:3 e 6 “Se tu és o Filho de Deus”. O inimigo de Deus tenta colocar em dúvida a identidade de Jesus. Somente porque Jesus passou tempo em comunhão com O Pai, Ele pode refutar as dúvidas que o tentador queria colocar na mente do Salvador.
Precisamos encontrar formas de estabelecer padrões de pensamentos verdadeiros e saudáveis. Jesus deseja nos libertar dos pensamentos irracionais que levam a tristeza, a ansiedade, preocupação, e depressão.
Acreditar em mentiras sobre nós mesmos e sobre os outros prejudica a saúde física, mental, emocional, social e espiritual.
A nossa mentalidade se torna a nossa realidade. Conheci pessoas que, ao passar por crises de ansiedade tinham pensamentos intrusivos e que não conseguiam controlar, entretanto a Bíblia ensina que podemos escolher aquilo que ocupará os nossos pensamentos quanto mais tempo dedicamos à alguma coisa, seja visualmente ou mentalmente, mais nos tornamos parecidos com isso.
⁶ Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.
⁷ E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.
⁸ Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.
⁹ O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco.
¹⁰ Ora, muito me regozijei no Senhor por finalmente reviver a vossa lembrança de mim; pois já vos tínheis lembrado, mas não tínheis tido oportunidade.
¹¹ Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho.
¹² Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade.
¹³ Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.
Nosso sistema de pensamento é muito criativo, o tempo todo produzimos pensamentos automáticos, muitas vezes eles estão conectados à realidade, mas outras vezes são disfuncionais, distorcidos da vida real, maximizando o problema e tornando a situação muito mais catastrófica do que realmente é. Não é porque você está pensando que quer dizer que seja verdade absoluta. Você consegue entender o quão importante é avaliar os seus pensamentos? Questione “o que estou pensando é real?”, “faz sentido?”, “está mesmo acontecendo?”, “Eu tenho controle sobre isso?”’.
Seus pensamentos estão conectados no aqui e agora ou estão ligados ao que pode acontecer?
Se seus pensamentos estão muito focados no futuro, traga-os para o presente.
Estudando sobre este assunto com a psicóloga Ingrid, ela contou sobre uma experiência que teve: ela foi a um restaurante com seu esposo e não havia lugar para estacionar perto do restaurante, então seu esposo colocou o carro alguns metros à frente e ela estava de salto alto e precisou andar até o local. Ela disse que dias antes havia assistido um Dorama e por um breve momento comparou a atitude do seu esposo com a atitude do protagonista da série Coreana e pensou “ele não me trataria dessa forma”. Mas logo que ela percebeu o que sua mente estava tentando fazer, ela confrontou seu pensamento e percebeu que era um pensamento tóxico, que ela estava criando um problema que não existia.
Precisamos fazer isso constantemente.
É lei, tanto da natureza intelectual como da espiritual, que, pela contemplação, nos transformamos. O espírito gradualmente se adapta aos assuntos com os quais lhe é permitido ocupar-se. Identifica-se com aquilo que está acostumado a amar e reverenciar. — O Grande Conflito entre Cristo e Satanás, 555 (1888).
Deus não deseja que ouçamos tudo que existe para ser ouvido, nem vejamos tudo que existe para ser visto. É uma grande bênção fechar os ouvidos para que não ouçamos, e os olhos, para não vermos. Nossa maior ansiedade deve ser a de ter clara visão para discernir nossas próprias faltas, e ouvido ligeiro para apanhar todas as instruções e repreensões necessárias, a fim de que, por nossa desatenção e descuido, não as deixemos escapar e nos tornemos ouvintes esquecediços, em vez de cumpridores da obra. — Testimonies for the Church 1:707, 708 (1868).
O livro Hábitos Atômicos, de James Clear, traz uma reflexão muito persistente.
Ele aborda sobre a importância dos hábitos na formação da nossa identidade. Ou o contrato.
Ele traz um exemplo simples de uma pessoa que está tentando parar de fumar. Se alguém oferece um cigarro para essa pessoa e ela rejeita dizendo “não obrigado, eu estou tentando parar de fumar" ela agrega a si mesmo a identidade de um fumante em uma trajetória difícil que é a de substituir um mau hábito por uma vida saudável. Por outro lado, se essa pessoa ao rejeitar um cigarro oferecido por algum colega ela disser "não obrigado, eu não fumo mais” ela atribuiu a si mesmo a si mesma a identidade de alguém que não fuma logo não faz parte de sua vida. Aquela pessoa não está mais motivada a oferecer novamente e foi atribuída a esta pessoa uma nova identidade a identidade de um não fumante.
Se quando alguém nos chama para uma festa, ou para um evento ao sábado por exemplo e dizemos vou ver, talvez eu vá, preciso ver na minha agenda, ou coisas do tipo, as pessoas continuarão convidando você e em algum momento você pode cair na tentação de seguir o convite.
Por outro lado se você responder “eu não vou à festas” ou então dizer “aos sábados eu tenho outro compromisso” ou melhor ainda atribuir a sua identidade como cristão, as outras pessoas não serão motivadas a retomar o convite e futuramente e você se sentirá mais pronto a recusar na próxima vez que acontecer. Porque nós não gostamos de perder a credibilidade sobre quem somos. Então, aquilo que você afirma ser, e aquilo que as pessoas acreditam que você seja, vai, de certo modo, guiar o seu caminho para validação.
Qual é a identidade que você tem buscado para si mesmo?
Como você deseja que as pessoas te conheçam?
E o mais importante, aquilo que você tem contemplado, através do que você ouve, assiste, através das conversas que você tem na roda de amigos, os lugares que você tem frequentado, o que você come e bebe, a forma como você se veste tem testemunhado a favor da identidade que você busca para si mesmo?
Em meados do século XIV (14) um grande assassino embarcou em um navio na Ásia Central, atravessou o mar mediterrâneo, com destino ao Oriente Médio, depois passando pelo norte da África, Itália, Grécia e seguiu por toda Europa e em pouco tempo esse assassino já havia matado milhares de pessoas.
Ninguém era capaz de detê-lo. Depois de algum tempo, as vítimas não tinham mais direito a um sepultamento. Haviam tantos mortos que os corpos eram empilhados aos montes.
Sabem porque era tão difícil deter esse assassino? Por causa do seu tamanho. Se trata do Yersinia Pestis, uma bactéria que se prolifera em pulgas e em ratos.
Com mais de 100 milhões de mortos pelo mundo, ele devastou 40% de toda a população europeia. No século 17, matou ¼ da população de Londres. Esse assassino que mede poucos milímetros foi o responsável pelo evento que ficou conhecido como peste bubônica, ou Peste Negra e é considerada a pandemia mais mortal da história.
Nós sabemos que há uma pandemia tão mortal quanto a peste bubônica, mas não se ouve falar dela nos noticiários porque não podemos ver tão diretamente os efeitos dessa doença.
Essa doença é o pecado, e sua bactéria está nas coisas que contemplamos, que consumimos. Tudo isso, aos poucos vai moldando nossos hábitos, preferências e nossa forma de enxergar o mundo. Contemplando as coisas do Céu estaremos passando pelo tratamento dessa doença mortal.
¹ Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a ele.
² Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.
³ E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro.
⁴ Qualquer que pratica o pecado, também transgride a lei; porque o pecado é a transgressão da lei.
⁵ E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado.
⁶ Qualquer que permanece nele não pratica o pecado; qualquer que permanece em pecado não o viu nem o conheceu.
Contemple aquilo que te aproxima da identidade que você busca para si.
Se você quer ser chamado de filho de Deus? Então contemple O Filho de Deus.