Pertenço ao outono Encaracolado em teus ombros Calendários eram partidários do verão Verão ameno, verão intenso, vista sóbria da cidade Teci dedicações e dedicatórias Dedos transpassados Beijos repassados como segredo Que segrega-nos a títulos de romance A tempestade virá Junto com Cronos e suas rugas As nossas dúvidas deram adeus O corpo foi-se ao chão e o amor permanece o mesmo Destoa-se de outros Em feitiços nos pulsos Os grandes cílios hão de desfilar Como primogênito de uma era passional A temperatura veio e voltara O sol que amara-me Fez-me queimar as asas Assim ferido, arrastei-me aos teus pés Rejuvenesci embaixo dos teus lábios Curei-me em tua pele alva Verti-me teu em aconchego Interpretavam-nos em banquetes Foi-se para mares quentes e cristalinos Eu voltara a caleidoscópicos em garrafas A despedida profunda e avulsa Partes minhas doadas e abrigadas embaixo do teu batom Sinônimo de todo deleite e fé A qual nunca entendi em minha meninice Tu, a cresça materializada de um afago simples E eu um destempero aliviado por teus braços...
Eu sintoma, Tu cura - Pierrot Ruivo









