O perigo de usar a Lei da Suposição para mascarar a dependência emocional.
⏔⏔⏔⏔⏔⏔⏔⏔⏔ ꒰ ᧔ෆ᧓ ꒱ ⏔⏔⏔⏔⏔⏔⏔⏔⏔⏔
Hoje assisti ao vídeo da Suki X (heralogy) que é uma criadora de vídeos de lei da suposição no YouTube e TikTok que eu mais recomendo na vida, intitulado "um vídeo onde eu te ensino a manifestar uma mensagem" e tudo finalmente fez um clique na minha mente. Senti que precisava compartilhar essa virada de chave, porque sei que muita gente na comunidade de Pessoa Específica (SP) está passando exatamente pelo mesmo ciclo doloroso que eu passei.
Por muito tempo, eu me convenci de que estava praticando a Lei da Suposição da forma correta. Afinal, como o próprio Neville Goddard e tantos outros criadores explicam, a lei é universal. Independentemente das circunstâncias no 3D, se você sustenta uma suposição na sua mente, ela vai se manifestar. A realidade não é fixa. Disso eu nunca duvidei.
O problema nunca foi se a lei funciona ou não. A questão era: a quem eu estava servindo?
Eu estava tentando manifestar um cara que era exatamente o exemplo que a Suki usou no vídeo: um completo "Gerson da esquina". Um Zé Ninguém que começou como um mero figurante na minha escola, por quem eu nem tinha tanta empatia assim. Bastou ele me dar um pingo de validação para, logo em seguida, sumir, terminar comigo e deixar uma história horrível para trás, aquelas narrativas pesadas que a comunidade de LDS sempre diz para a gente "esquecer e ignorar", "enterrar a velha história".
Mas como ignorar se o meu sistema nervoso estava em estado de alerta máximo?
Hoje eu entendo o que aconteceu. O meu cérebro interpretava a perda daquela pessoa como um perigo, uma questão de sobrevivência biológica. Eu negava a dependência emocional até a morte nas minhas conversas internas, mas, na verdade, eu buscava a manifestação de forma automática e desesperada para tentar salvar o que tínhamos. Eu estava escondendo a minha carência atrás da LDS. Sem brincadeira, a única "dependência" saudável que me restou hoje em dia é maratonar os vídeos da Suki! KKKKKKK
Pra vocês terem uma noção do quanto minha mente estava deturpada com a falta que aquele garoto me fazia, eu tentava dar uma empurrada na manifestação à força no 3D de todas as formas inimagináveis. Seja pela minha mãe (que tinha o contato dele e podia falar com ele por mim para ele falar comigo), ou na internet para chamar a atenção dele e receber validação... Toda essa humilhação só para ter migalhas da parte dele que me davam a esperança ilusória de que estava tudo okay entre nós e de que eu não estava fazendo nada para tê-lo de volta.
E toda essa humilhação a longo prazo a troco de quê? Como eu já disse, eu só manifestei na minha realidade mais daquela falta e mais esforço da minha parte. E o pior: eu afirmava dia e noite que era ele que era obcecado por mim, sem nem saber o que era mentalidade do pedestal, porque achava que isso era apenas crença limitante das pessoas e que não era uma lei 100% obrigatória para manifestar SP. Eu não estava errada sobre não ser obrigatório, porque não é. Nunca foi. Mas a questão nunca foi a obrigatoriedade da técnica, e sim o estado deplorável em que eu me deixava ficar.
Como a Suki explicou perfeitamente, quando estamos nesse estado de dependência, nós perdemos a razão e o raciocínio lógico. E eu estava exatamente assim.
Eu me forçava a negligenciar o resto de dignidade que ainda me sobrava para tentar fazer o meu inconsciente entender que eu estava em um relacionamento "belo e harmonioso". Mas como o meu sistema inteiro aceitaria isso se eu estava afundada em mágoas, raiva e tristezas guardadas desde o término? Eu tentava sustentar uma versão idealizada no topo, enquanto o meu "eu" real estava se despedaçando por dentro. No fim, o que eu recebi na realidade física foi o reflexo exato do que eu sustentava internamente: mais esforço meu e mais ausência dele. Eu estava operando como alguém que corre atrás, e não como alguém que já tem.
✦ ﹕ O Plot Twist: Minha Vida Revisada ٫
Trabalhar no meu autoconceito e colocar a minha mentalidade no pedestal foi o que realmente abriu os meus olhos.
E é justamente por isso que este post se chama Vida Revisada.
Como a realidade não é fixa, eu simplesmente usei a lei para ressignificar toda essa experiência do passado. Na minha linha do tempo revisada, eu nunca fui rejeitada por aquele Jurandir. Na verdade, eu é que terminei com ele porque ele era um louco possessivo comigo! E quer saber? Isso nem faz mais diferença na minha vida, porque hoje eu já moro em um lugar totalmente diferente, mudei a minha realidade e vivo coisas maravilhosas com um SP do zero que eu manifestei da forma mais limpa e alinhada possível.
Eu percebi que nenhum acontecimento, passado ou experiência me define. Eu não precisava da mensagem dele; eu precisava de acolhimento. Um acolhimento vindo de mim mesma, para me sentir bem na minha própria companhia e reconhecer o meu autovalor.
Quando eu finalmente recuperei a minha dignidade, eu simplesmente olhei para aquela narrativa e decidi que não queria mais aquela pessoa. Eu não aceito pouco de caras que não agregam absolutamente nada no que eu quero para um relacionamento saudável.
Não me culpo por nada disso. Foi uma experiência, um processo doloroso, mas que me trouxe o maior aprendizado da minha vida. Eu revisei essa história como Consciência.
Se vocês quiserem, eu trago outro post contando mais detalhadamente o que eu revisei exatamente.
Eu decidi no meu script de vida revisada que não iria lembrar do que era o "antes", porque assumi que tudo aquilo não passava de um pesadelo. Com tudo o que detalhei no script (que funciona como um diário dos meus dias vivendo essa nova realidade), é totalmente normal para mim acordar todos os dias aqui.
As pessoas podem ficar um pouco confusas sobre como estou lembrando dessas coisas se decidi que não lembraria do "antigo", mas a resposta é simples (e óbvia para quem estuda a Lei da Suposição): eu quis colocar no script que não iria lembrar do antigo porque só existe o agora. Isso foi para continuar coerente com os princípios da LDS e também porque, como a minha manifestação é uma vida revisada, eu já sou! Assim como manifestar qualquer outra coisa, eu não acordei simplesmente em um lugar diferente — pelo menos na minha percepção de vida revisada não é desse jeito. Eu estou me lembrando do que eu sempre fui, aceitando isso como verdade e vivendo a partir disso!
Espero ter esclarecido um pouco. Como estou há um tempo usando a Lei da Suposição conscientemente, eu cansei do papo de viver no automático e ainda ficar discutindo sobre a realidade física, porque o 3D nunca teve esse poder. Com o meu autoconceito, eu consigo ser a exceção favorita do universo e tratar todas as coisas positivas como inevitáveis na minha realidade.
Eu cheguei a um nível onde estou simplesmente fadada ao sucesso! Coisas fúteis já não me atingem mais. 💋