Col caldo sopporto sempre meno le banalità e il moralismo, non so voi come fate.
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Col caldo sopporto sempre meno le banalità e il moralismo, non so voi come fate.
La morale assoluta :tutto è vietato.
(Gabriel Laub).
Ninguém pode moralizar o mundo ou torná-lo justo.
Cristo veio justamente porque a humanidade preciava ser salva imerecidamente. Mesmo os melhores cristãos permanecem miseráveis pecadores até a morte. Por direito, os cristãos salvos estão livres do domínio do pecado e resistem aos pecados mais graves. Mas a santificação prática nesta vida sempre é imperfeita. A teologia evangélica reconhece essa realidade. Por isso, a Reforma protestante aconteceu. O foco não está mais na moralidade humana, mas na obra perfeita de Cristo.
Solus Christus, Sola Gratia, Sola Fide.
il moralismo è la coperta corta dell’insicurezza.
Ma perché dopo il 1995 è tornato in auge essere così moralisti e giudicanti? Era al minimo storico e adesso mi pare in netta risalita. Poi perché? Pargoli, è un periodo in cui se ci dovessimo autogiudicare rigorosamente dovremmo solo assumere un purgante collettivo.
Notas sobre a moral moderna
No cristianismo primitivo e medieval, a moral não existia como sistema normativo fechado. O centro era a doutrina e esta dizia respeito à fé, à salvação e à caridade, não à regulação da vida privada. A moral, nesse sentido, não era um código, mas uma consequência espiritual da relação entre o homem e Deus. O perdão, o arrependimento e a confissão faziam parte de um ciclo natural.
Os casos de papas casados, padres com amantes, cardeais com filhos, e ainda assim respeitados não é uma negação da fé cristã, mas um retrato de uma sociedade que aceitava a falha humana dentro de um horizonte de perdão, não de pureza absoluta.
Com Kant, e de certo modo com a Reforma antes dele, a moral se autonomiza. Ela deixa de estar subordinada à graça e passa a ser um sistema de deveres racionais. Deus, na prática, torna-se dispensável: o homem deve agir conforme um dever universal, impessoal, abstrato. Esse é o momento em que nasce o moralismo moderno. Que não julga a alma, mas o comportamento. É o momento em que a culpa, antes religiosa, torna-se social.
Olavo, assim como Han posteriormente e por razões distintas, relacionam esse fenômeno ao que se pode chamar de “psicologia moderna do controle” ou de "psicopolítica'.
Antes, o homem pecava e confessava; agora, ele é observado, categorizado, cancelado, patologizado. É o que Foucault também notou quando disse que o poder moderno é pastoral, mas secularizado: não salva, apenas disciplina.
Embora Olavo sempre tenha defendido (com razão histórica) que a Inquisição foi muito menor do que o mito popular sugere, e isto cause um certo alvoroço entre anticatólicos, o que importa aqui é simbólico: a transição entre o convencimento pela fé e o controle pelo medo. Mas mesmo a Inquisição, no contexto medieval, era mais limitada do que o moralismo burguês do século XIX, que produziu repressão sexual em escala social, não eclesial.
Se um camponês de certo feudo no período medieval traia sua esposa, tinha um amante homem ou era rude no lidar com as pessoas, isto era um problema entre ele e sua salvação. É com a modernidade que se observa o advento da exclusão social de quem não segue a cartilha da moral coletiva.
O cristianismo original é anti-moralista. Não porque “libera tudo”, mas porque entende a moral como um desdobramento da fé e do amor, não como regra exterior. A moral moderna, ao contrário, é impessoal e coercitiva: é o olhar do outro que julga, não o de Deus.
É o “vigiar e punir”, agora secularizado.