Sabe, de uns tempos pra cá tenho conseguido entender a vida. As pessoas. Os passos. As causas e razões. Consegui entender o quão grande nosso coração é ou pode ser. O quanto nele cabe coisas que nos bem fazem. E, como nem tudo é um mar de rosas, o quão nele cabe coisas que nos desanimam. Consegui entender que nossa mente é nosso lar. Sim. Nela habita o que alimentamos. Nela habita apenas aquilo que deixamos entrar. Engraçado não é? Consegui entender com a passagem de uns. Uns e outros. Outras e umas. Coisas. Pessoas. Acontecimentos. Consequências.
Entendi que somos nós que decidimos aquilo que nos fere. E justamente aquilo que nos mantém vivos. Acredito que não é o coração que se encarrega disso. É a mente. Porque cara, ela é magnífica. Depois que passei a entender que o que me tirava do sério. O ar. A paz. A vida. Era sempre aquilo que eu alimentava. Era sempre o não gostar do que tenho. Era sempre o "e se". Sempre foram sentimentos ruins. Emoções falsas. Sempre alimentei isso. E essa atitude me fez perder. Coisas e pessoas. Mas não mais. Não mais!
Não mais porque entendi a vida. Gratidão. Luta. Luz. Paz. Esperança. Amor. Sim. Isso é a vida. Um vai e vem de sentimentos. De momentos. Que nos proporcionam crescimento. Conhecimento. Que nos proporcionam vive-la. E isso é uma dádiva.
Por isso. Hoje. Depois que entendi a vida. O quão rápida e trágica a mesma pode ser. O quão aproveitada e vivida ela precisa ser . Eu passo a aproveitar. Dia. Após. Dia. Aproveitar como verbos de experimentar. De tentar. De arriscar. De lutar. E principalmente. Aproveitar como sinônimo de viver.