O transe paulista caminha pelas calhas
Escorrendo no sono amorfo de samaritanos
Não roncam por calamidade de amante
Advertidos deveriam passar em silêncio décadas de bodas
O ópio padecera no sol do dia seguinte
Apenas para um novo expurgo de rito
Meu bem o urbanismo da cidade
Direciona o conforto, conformismo e confronto
Mudemos os êrres de um futurismo
Em diálogo de possessividade
Empurre-o com a barriga d'água
Que vós guardavas para outra chaga pentecostal
Gravuras de arrebatamento
Elucidava a matilha de lobos
Para separar o elo mais fraco
Daremos-te a ovelha negra como oferenda
Range os dentes, rangem-se as correias
A.k.a um casamento de epílogos
Parte um, a escavadeira elétrica
A parte dois e todo o resto, tens inutilização como marca
Coruja, confunda-me com a estática do rádio
Nascedouro de Nostradamus
Migraram da jovialidade
À arca de Pandora inglesa
Teus filhos em repeteco
Dentro do eterno retorno
Tal avô, tal meritocracia de neto
Querer o estorvo por direito ao trono
A farda farreia sob o mar carmesim
Esperando o afago dos senhoril
Que nunca viera com ossos e lares
Apenas, contava com o amor de abanar o rabo
O real abandono sob o leito
Condicionava estradas de tijolos amarelos
Em último suspiro, suspeitava-se de outro nascedouro
Porém, o grito primal fora pouco para enfeitar a retórica de ajustes...