Cardápio baunilha Ecou o disse me disse E deu voz à um carpaccio acinzentado: Envenenam-me ao diluir minha nobreza em um espírito de porco Crime de páginas amarelas, um caçador vendia seu antigo amor Por simples espelhos de bolsos Já que narciso, precisa retocar-se das descamações Tu fora a menina dos olhos, meu caro Dos olhos de vidro é verdade Mas o que celebra-se és a atenção recebida Prepara-te os votos, tu já fora ofertado em casório Domesticado à duras penas Envaidecido com sua própria gravidez Seria um interprete da arte do sentir de outrem A fortuna paira sob o portão do vizinho, errando o enderenço da bênção E a flor fervor, saía pela noite Dançando sob paráfrases de Evoé Krishina Estaria sob a influência de outros paladares Teu questionário era somente uma dúvida predatória O meu amor, convidou-me a um passeio Após o almoço, encadernado à la carte Fora eu o protagonista de mesa, ferido em pontos vitais E devorado pelo meu mais recente desamor... É chegada a hora de uma pausa, O tempo é de escárnio, valas e barcas Acopla-se densas miragens em reis Mas só eu sei da fervilha dos sete mares O narrador onisciente Chora ao narrar devaneios de uma mente inquieta Por tamanho pranto, o narrado fora substituído O atual guru, perde-se em metáforas, sentimos muito pelo transtorno...
A Flauta Encantada, Pierrot Ruivo












