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O sempre tardio combate ao comunismo
Por Cláudio Tsuyoshi Suenaga
Já em março de 1980, portanto há mais de 42 anos, a revista O Cruzeiro, em artigo de Álvaro Campos, antecipava-se em duas décadas ao tardio movimento antiesquerdista e anticomunista que começou a se formar no Brasil mais em reação ao avassalador domínio petista do que propriamente a um genuíno movimento conservador, este inexistente e parco até hoje, apesar dos valorosos esforços de certos setores e indivíduos isolados, ao alertar para a dimensão descomunal da propaganda soviética e a estratégia da KGB de consolidar o poder comunista e ampliar seu raio de ação em escala mundial por meio de todo tipo de manipulações, mentiras e engodos.
As implicações dessas falsas informações ou desinformações difundidas massivamente (no que deveriam ter sido chamadas e taxadas, estas sim, de fake news, no seu tempo, mas nunca as foram pelos tantos cúmplices e apaniguados espalhados na imprensa) eram óbvias e escandalosas, tanto que se refletem até hoje, nos muitos que acreditaram e ainda acreditam em praticamente tudo derivado do esquerdismo, servindo de instrumentos inconscientes ou inocentes úteis para a realização do plano estratégico comunista de longo prazo, que é o domínio total das mentes e de todas as instâncias da sociedade, inclusive e principalmente das religiões, mormente da Igreja Católica, que no Brasil se tornou praticamente uma sucursal do PT, ou seja, aquilo que foi antecipado há muitas décadas atrás, em tom de alerta, se realizou plenamente.
A matéria de O Cruzeiro trouxe ainda os números da matança soviética, discriminando quantos foram mortos e em que circunstâncias. Tais estatísticas, que deveriam ser difundidas por toda a mídia e inclusive e principalmente nos livros didáticos, para que as crianças desde bem cedo ficassem precavidas e não sucumbissem facilmente às investidas esquerdistas, ficaram, no entanto, adormecidas e esquecidas, e somente décadas depois é que com a reação tardia ao comunismo, ou mais propriamente ao PT, em se tratando de Brasil, foi desencavada.
Em 1984, ou seja, quatro anos depois dessa matéria em O Cruzeiro, o desertor da KGB e ex-funcionário da agência de informação russa NOVOSTI Yuri Bezmenov (1939-1997) iria confirmá-la ao expor durante uma entrevista concedida ao produtor, conferencista e escritor norte-americano G. Edward Griffin, as táticas subversivas do Serviço Secreto Soviético contra a sociedade ocidental, explicando como a ideologia marxista estava destruindo os valores conservadores, desestabilizando a economia e provocando crises para que o sistema totalitário comunista fosse implantado em todo o mundo.
Conforme explicou Bezmenov, o tipo de ação era o de implementação lenta e de resultados idem, chamado de “medidas ativas” e de “influência”, um processo de desmoralização e lavagem cerebral feito de forma tão sutil, gradual e ininterrupta que, ao fim do processo, as pessoas submetidas a ela agem como se fossem agentes anticapitalistas. Trata-se basicamente de uma mudança de percepção ou realidade de cada cidadão, de modo a cooptar o maior número de militantes e simpatizantes – conscientes ou não.
A KGB, hoje com outros nomes, entre eles o de Serviço Federal de Segurança da Federação Russa (FSB), continua a ser tão poderosa como sempre foi, mas graças à propaganda por ela própria difundida e pela imprensa manipulada, muitos se deixaram enganar pelas mudanças cosméticas do regime russo, acreditando no mito da "democratização do sistema político soviético" e de que um sujeito como Putin, que foi um agente e diretor da KGB, é um autêntico conservador convertido ao cristianismo - como se a Igreja Ortodoxa Russa fosse tão legítima quanto a Igreja Católica Apostólica Romana, e não uma mera extensão do próprio comunismo - e uma opção ao decadente, leniente, imoral e corrompido Ocidente.
Putin vem se autoproclamando como uma opção à Nova Ordem Mundial maçônica, quando a Nova Ordem Mundial que ele preconiza, com o acréscimo do eurasianismo, que não passa de uma espécie de pangermanismo russo, é feita das mesmas mazelas e ignomínias, ou seja, do caos, da destruição e do sacrifício de milhões de inocentes, vide a Guerra na Ucrânia, outra farsa colossal tramada e urdida como uma sucessora da pandemia em conluio com o próprio Ocidente, que se finge de impotente, e com o presidente da Ucrânia, o ator e comediante televisivo Volodymyr Zelensky, para manter o mundo neste estado de crise, medo, pânico e terror constantes, de modo que a população, totalmente fragilizada e impotente, fique à mercê de seus "líderes", acatando e aceitando todas as suas decisões e suas ordens, sem nada poder fazer, a não ser tentando sobreviver de alguma forma.
Conexões instantâneas
Eu ainda me perco em conexões instantâneas nessa cidade de papel. Em uma segunda qualquer eu faço uma amizade que parece que vai durar a vida inteira e numa sexta ela vai embora, mais que isso, como cinzas de um objeto que paira no ar, ela se desintegra. Você prometeu que ficaria por mais um dia, não lembra? Então tá bom, vá embora dessa vez, e leve parte do meu coração junto, e caso encontre outras partes dele em esquinas da cidade, lotadas de pessoas cheias de almas vazias, que já confiei, divirtam-se, montem um grande quebra cabeça dele, na medida em que eu esfrio. É, às vezes eu esbarro com rostos que se escondem para não me cumprimentar, outras, com alguns que não me reconhecem mais, e algumas vezes até com os que eu não quero reconhecer. Talvez tenhamos feito bem nossos papéis nessa sociedade do desapego, aonde nossa carência sexual é suprida na medida em que nossa carência afetiva é acumulada. Eu não serei interpretado dessa maneira, quero ouvir o que você tem a dizer, por de trás desse seu sorriso amarelo, por de trás dessa máscara que te cobre, quero conhecer até suas partes mais sombrias. Quais os demônios que te atormentam antes de dormir? Quais os sonhos que os seus medos já nutriram? O que te mantém acordada as três horas da manhã? Alguns dias eu me perco e não sei quem eu sou mais, é que às vezes eu também atuo como protagonista em histórias alheias, não me diga que dessa vez será de verdade, quando a mentira domina seus lábios. Então só por hoje, eu corro descalço por essa cidade na espera de encontrar: conexões permanentes, daquelas que não se quebram com facilidade, daquelas que são para sempre. Você vem?
-Surreal subversivo
Voce é um anjo caído que eu tive a sorte de ter caído na minha vida...
- Com amor, Um alguém
Eu só queria saber onde foi que eu me perdi, onde eu saí do meu rumo. Queria tentar consertar a vida, mas parece que não se conserta o que já nasce com defeito.
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