O conceito de Fourth Branch (‘’Quarto Ramo’’ em sua tradução literal do inglês) apresenta-se como o Quarto Poder a partir do conceito elaborado por Montesquieu. Nele a divisão dos poderes executivo, legislativo e judiciário existiria para equilibrar a administração de um país, e mesmo os 3 poderes sendo independentes, necessitam de um comunicador para acontecer essa harmonia entre eles. Nesse caso, o Quarto Poder faz parte da política, tendo a responsabilidade de unir os outros poderes no eixo e não haver uma desestabilização no plano governamental. Esse conceito está muito presente nos tempos modernos no Brasil, assim por mostrar uma das vertentes ocultas e como o quarto poder evoluiu para se adequar às necessidades atuais, escolhendo os fatos e os espalhado pela a mídia, selecionando os que merecem atenção pública.
Deste modo, a mídia transforma-se numa instituição política, além de uma instituição do governo que dependem da imprensa como forma de comunicação com o público.
A mídia, ao participar da esfera pública como ‘prestadora de serviços’, isto é, como entidades de ‘comunicação social’, teria uma função imprescindível nas democracias: informar sobre os acontecimentos levando às pessoas uma gama de dados que, sem esse serviço, não teriam condição de conhecer outras realidades que não as vivenciadas ou relatadas por pessoas próximas. Mais importante, os órgãos da mídia fariam a fiscalização do Estado, exercendo assim a forma mais bem-acabada de ‘controle social’: em relação ao dinheiro público, às ações públicas, numa palavra, aos negócios públicos. Note-se, contudo, que os órgãos da mídia – emissoras de tv, rádios, jornais, revistas, portais – atuantes na esfera pública são em larga medida empresas privadas que, como tal, objetivam o lucro e agem segundo a lógica e os interesses privados dos grupos que representam. Embora a ação da mídia seja complexa, essas características são cruciais para uma definição inicial dessa relação entre agentes privados e esfera pública. (FONSECA, 2011, p.42)
As informações quando distorcidas ou alteradas pelo órgão transmissor, resultam em uma manipulação do público ao qual este, se for um seguidor fiel desse órgão e não pesquisar em outra fonte, pensará do mesmo ponto de vista desse autor. Além do mais, é duvidoso quando a informação divulgada pela mídia em questão refere-se à política, se partir do ponto que tanto os partidos políticos quanto o Estado financiam essas mídias a publicarem determinadas informações e não quererem denegrir suas imagens. Então, se essa mídia for orientada a divulgar certos assuntos para satisfazer os desejos de seus clientes, seu público no geral pode ser alienado, com informações não sustentáveis e de um único panorama.
Ele surge como uma espécie de contrapeso aos três poderes dos Estados Liberais, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. A ideia de Quarto Poder vem à tona como a de um poder fiscalizador dos outros três poderes e, ao mesmo tempo, como um poder que influencia os demais poderes, de modo a veicular aspirações da sociedade civil. O Quarto Poder surge como uma instância de debates dos setores articulados da cidadania, de expressão de sua opinião. Nesse sentido, tinha uma clara dimensão política. (IANONI, 2014, p.56)
Observando o modo em que o autor falar sobre a mídia (Quarto Poder), nota-se que esse “poder” na verdade seria uma forma do cidadão ter total ciência do que seus representantes fazem por ele, se eles de fato, têm feito suas obrigações como governantes. A princípio, percebe-se que ‘’O Quarto poder’’, na verdade é uma espécie de “guardião” do cidadão.