Se eu fosse vento, teus cabelos sopraria Se fosse pimenta, tua boca arderia Se fosse chuva, teu corpo molharia Se fosse o ar, o teu peito encheria Se eu fosse dor, amor me tornaria Se fosse santo, com você, pecaria
Orvalhos.

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Se eu fosse vento, teus cabelos sopraria Se fosse pimenta, tua boca arderia Se fosse chuva, teu corpo molharia Se fosse o ar, o teu peito encheria Se eu fosse dor, amor me tornaria Se fosse santo, com você, pecaria
Orvalhos.
Imerso no verso encontro meu universo
Wander
Sem sonhos, a vida é uma manhã sem orvalhos, um céu sem estrelas, um oceano sem ondas, uma vida sem aventura, uma existência sem sentido.
. #Bom_Dia!!! #Good_Morning!!! #Buon_Diorno!!! #Buen_Día!!! Sem #sonhos, a #vida é uma manhã sem #orvalhos, um #céu sem #estrelas, um #oceano sem #ondas, uma vida sem #aventura, uma #existência sem #sentido. #Augusto_Cury (em Fortaleza, Brazil)
Eu só queria saber Se você gosta da ideia De eu gostar de você.
Orvalhos
"Eu só queria saber Se você gosta da ideia De eu gostar de você."
Eu só queria saber Se você gosta da ideia De eu gostar de você.
Orvalhos.
Se amanhã o dia sorrir, eu não sorrirei de volta.
Eu usaria meus rascunhos como lenço caso eu não conseguisse conter as lágrimas nos meus olhos. Respiraria e contaria até três infinitamente até o meu fôlego acabar e recomeçaria cada verso mal metrificado e dispensaria qualquer regra de soneto. Eu fugiria da sala de aula e sentaria nos bancos do pátio da escola só para escutar o som das árvores e dos pássaros. Eu sofreria calado e de cabeça baixa e levantaria o meu rosto com um longo sorriso caso alguém chamasse pelo meu nome. Eu sorriria, fingiria. Eu mendigaria cuidados, mesmo que eu não quisesse, só para deixar alguém cuidar superficialmente de mim. Eu correria para bem longe caso achasse desnecessário as minhas palavras desleais e a minha companhia. Eu não falaria sobre os meus segredos mesmo se me obrigassem ou encostassem uma arma em minha cabeça e arrancassem a minha pele. Eu preocuparia o mundo com o meu sumiço, mas nunca com os meus problemas. Eu apagaria a luz do quarto só para não perceberem que ainda escrevo toda noite quando vou me deitar e quando acordo de madrugada. Eu queimaria todas as cartas caso alguém as lessem ou negaria a autenticidade das coisas. Eu conversaria na rua com estranhos e até daria a minha jaqueta caso alguém me pedisse. Eu não ficaria furioso caso me abraçassem inesperadamente e eu até abraçaria de volta se alguém chorasse na minha frente. Eu também não diria nada, mesmo que o meu consolo e as minhas palavras fossem úteis. Eu preferiria cinco minutos de silêncio do que dez minutos de prolongáveis e intensos risos. Mas não me fecharia do meu próprio mundo e exilaria a felicidade alheia. Eu pegaria o mesmo engarrafamento e sentaria no mesmo assento do ônibus para observar calmamente o pôr-do-sol pela vidraça. Eu olharia fixamente nos olhos como se eu entendesse alguma coisa que dizem e sorriria cada vez mais, cada dia mais, intensamente. Eu andaria de madrugada e conversaria com a lua e levaria o cachorro para passear. Eu arrancaria cada palavra presa na garganta com uma navalha e não reclamaria de nenhuma dor. Eu poderia até gritar algo dentro de meu âmago. Fugir, explodir, arrebentar essa carcaça imunda que o mundo me deu, talvez. Me compararia com uma máquina, que apenas processa, o que a sociedade supõe - sem poder reclamar, dar opinião ou escapar desta maldita repressão. Eu não seria o único, que enquanto diz esse monte de merda, está sendo controlado por alguém que nem sabemos - talvez seja o próprio diabo que encomendou nossas almas. Eu até a venderia, mas não por tanta mediocridade e esse lixo. Eu me calaria, me exilaria, me atiraria no abismo que minh’alma já está acostumada. Ainda que eu dissesse que a cada esquina eu sorriria pra alguém, apertaria uma mão, abraçaria um pobre coitado, não o faria. O pobre coitado sou eu - que vive a desgraça de vida -, sou eu que não tomo um rumo. E se me perguntassem como eu vou, responderei sutilmente que por aí, sei lá, em qualquer lugar que seja encarado como lugar. Livre de qualquer utopia de liberdade que não é e nunca será liberdade de fato. Talvez eu esteja no abismo ou à beira dele, mas sozinho, como estive desde o início.
Gabryel Cordeiro e John Walker.