Disseram que não seria fácil, mas puta que pariu hein.

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Disseram que não seria fácil, mas puta que pariu hein.
Alguém já perguntou como você está hoje? Se não, como você está? Qual a comida mais gostosa que já comeu na vida? Qual o momento precioso você gostaria de reviver? Você tem alguém? Você gostaria de ter alguém?
[Sintam-se a vontade em responder. Às vezes nos falta coragem para dar afeto, então só cobramos.]
Eu, de novo.
Uma vez já escrevi aqui. Já me permiti ser várias coisas, passar por inusitadas situações, fazer parte de projetos até que eu jamais fui, de fato, incluída. E recentemente tenho pensado em como fui injusta com o tempo, já que foi graças a ele, o tempo, que eu pude ser eu. Criei histórias, fui protagonista, antagonista e até papel secundário, fui figurante de histórias marcantes, mas acima de tudo fui eu.
Em algumas dessas ocasiões, nas de tristeza principalmente, fui estúpida ao ponto de sempre questionar o tempo. Quando vou ser feliz? Quando vou encontrar alguém que ame de verdade? Quando vou parar de deixar as pessoas me magoarem? Já não passou da hora de aparecer alguém que goste de mim? Já não passou da hora de eu parar de cometer o mesmo erro? Já não passou a hora de eu me sentir infeliz?
Para cada uma dessas perguntas tenho a seguinte sensação: O tempo respirava, sentava, passava a mão na minha cabeça mesmo nos meus momentos de raiva, e me pedia calma. Calma para agir, calma para esperar, calma para pensar, calma para me tornar mais, mais daquilo que eu estava aprendendo a ser, a melhor versão de mim.
Se eu escutei o tempo?
Nenhum de nós o escuta. A gente até tenta, mas é difícil. Eu acredito que nós aprendemos com o tempo, eu principalmente aprendo. Tento recolher todos os meus erros e acertos e decifro todos os códigos que só a mim pertencem, então eu decido qual deles posso ou devo repetir.
Ao tempo eu não sinto que devemos pedir desculpas, jamais. Sinto que devemos apenas respeita-lo, respeitar o nosso tempo e o dos outros, e de tudo que o tempo conseguir tocar. Afinal chegará um dia que não haverá mais tempo para nada.
- N.
"Já me sentei, já pensei, já sorri, já chorei. Já fiz de tudo, já tentei de tudo, só que as vezes cansa sabe? Aqueles momentos que falta o ar no peito, e vc mexe o corpo com mais velocidade, buscando o ar. Eu não sei onde procurar mais meu ar. Doí e eu não sei aonde. Sinto as cascas das feridas magoarem, mas não sei onde está a ferida, e isso doí. Doi não poder pedir ajuda, doi tentar pôr para fora e ter tanta coisa para despejar que não sabe sabe por onde começar... Já tanto fiz, que agora não sei o que mais fazer."
Eu reblogo tanta coisa que esqueço que rebloguei ai vejo o post na dash e vou reblogar tá lá meu reblog