Foto espontânea de antes da #Peruada mas que ainda assim representa o quanto foi bom e já to com saudades . . 📸: @cintiakang_ (em Campos Eliseos) https://www.instagram.com/p/B351MuNA9ev/?igshid=13letoob6g3mu
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Foto espontânea de antes da #Peruada mas que ainda assim representa o quanto foi bom e já to com saudades . . 📸: @cintiakang_ (em Campos Eliseos) https://www.instagram.com/p/B351MuNA9ev/?igshid=13letoob6g3mu
peruada 1967
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E só porque hoje estou bancando a chata, vou fazer um breve comentário sobre a Peruada, festa (supostamente manifestação) organizada anualmente pelos alunos da Faculdade de Direito da USP nas ruas do centro de São Paulo.
Sou aluna da Faculdade e não frequento a Peruada. Por que? Porque acho ela a principal manifestação da arrogância do franciscano, que acredita que pode (literalmente) parar a cidade em função da sua vontade de beber e fantasiar-se nas ruas.
Não que eu pregue o fim da Peruada: não é isso. Mas acho que seria possível pensar em outras formas de realizar a festa, sem que ela prejudicasse a cidade. Por que ela não poderia ser realizada, por exemplo, de final de semana? Por que não poderia ser em outro local?
Qualquer pessoa que já frequentou a Peruada (cheguei a organizar uma, em 2009, quando fui da gestão do Centro Acadêmico XI de Agosto) sabe que ela não é uma manifestação política - pretexto que permite a autorização da CET para o fechamento do Centro, por parte da manhã e boa parte da tarde, em uma sexta-feira - mas uma micareta de luxo, para alunos das principais faculdades de São Paulo embebedarem-se. Como não há aviso prévio da população (que com certeza ficaria revoltada com o motivo do fechamento das vias), diversas pessoas ficam presas nas ruas que desembocam na via, incluindo idosos, pessoas com crianças pequenas e mesmo, em algumas situações, ambulâncias. Os reflexos da "diversão" são sentidos nas Marginais, na Avenida Paulista e em diversas outras vias.
O mais bizarro, contudo, é que os mesmos alunos que apluadem de pé a Peruada, descem a lenha quando há - por exemplo - manifestação de professores de escolas municipais na Avenida Paulista. Porque parar a cidade para beber às 9h da manhã em dia de semana é válido, mas para pedir melhores condições de trabalho e investimento na educação não. Vai entender.