And you feel like falling down i’ll carry you home | jalice | small-para | halloween
Alice era o tipo de garota que muitos considerariam como “certinha demais”, mas não era algo que ela de fato se importava. Havia sido criada para manter uma imagem muito boa sobre si mesma e sobre o nome de sua família. Ainda que estivesse tentando se distanciar aos poucos dos ideias dos Nott, a aparência continuava sendo algo que ela tentava sempre manter de forma correta. Entretanto, o mesmo não podia ser dito sobre seu melhor amigo James Potter. A garota havia o visto vez ou outra durante a festa com um copo na mão, as vezes até dois, e de longe ela já notou que ele logo seria responsabilidade dela.
A cada vez que via James ele parecia mais alegre e menos lucido, não tardou muito para que Alice não o visse mais em pé. Ela dançava alegremente da pista com uma Andrômeda fantasiada de fada quando algo a disse que deveria ir procurar pelo moreno, como sua intuição sobre a bebedeira de Potter quase nunca estava errada, ela largou a Black resmungando sozinha e partiu a caça.
Encontrou James rindo muito alto em algum lugar, aparentemente ele fala sozinho, pois ninguém ao seu redor estava dando atenção mais. Alice sorriu divertida enquanto balançava a cabeça e seguia em direção a ele. – Olha só se não é o menino mais bonito dessa festa toda. – comentou tocando para chamar sua atenção. – Oi Jimmy. Estou vendo que andou bebendo demais de novo, não é? – empurrando-o sutilmente para se sentar, Alice abaixou na frente dele tentando o olhar nos olhos.
Halloween é uma data especial para os bruxinhos no mundo todo, é uma alusão a sua existência, e mesmo que os trouxas de fato não acreditem em nós. E é melhor assim, após anos de perseguição em alguns lugares, foi necessária essa divisão de mundos, é algo que protege nossa existência. Mas aqui em Hogwarts, nenhuma dessas conjecturas é feita, é aqui que a magia se faz presente, e como não poderíamos deixar essa data passar apenas com o jantar do salão principal. Por isso hoje as 23 horas te esperamos no corredor esquerdo do sétimo andar, iso é claro se conseguir nos achar. Pessoas sem fantasia não serão permitidas.
A festa durará de hoje, ou seja, segunda-feira ( 20/05) tendo inicio as 20:00hs até segunda (27/05) as 23:59 podendo ser estendido por causa do plot drop. Em IC, o evento irá durar um unico dia o de 31/10.
Quem quiser postar a fantasia de seu char está liberado para isso, não esqueça a tag: phq:hallowen
As tags são #phq:starters e #periculum:pontos para edits, starters, turnos e smalls, pois valem pontos para a taça das casas. Não esqueçam de checar o grupo de starters para conferirem as novas entradas.
“ Have you ever had someone take your brain and play ?
Pull you out and stuff something else in ?
You know what its like to be unmade? ”
Nunca antes Orpheus se arrependeu tanto assim de entrar em uma aposta tão ridicula como aquelas, até mesmo pois esse não era o tipo de coisas consideradas do seu feitio. Havia apenas aceitado, concordado com as condições devido a necessidade momentanea que sentiu de se reafirmar para um grifinório que segundo ele mesmo estava começando a passar dos limites. Mas se fosse apenas ele que o estivesse fazendo tudo bem, o que o incomodava mesmo era a quantidade deles que estava começando a se achar no direito de cobrar coisas dele. Se ele ganhasse o garoto estaria perdido: teria que causar uma situação que levaria sua casa a mais profunda vergonha. E sim, jamais negaria que seus planos envolvendo essa situação visavam atingir uma outra aluna. E no fim que vingança melhor aquele quarto anista arrumaria se não o fazer passar por ridiculo na festa deles? Patético, mas estava funcionando.
Concluiu que ele devesse ter conversado com alguns deles, afinal não era o unico com uma fantasia esquisita ali na festa. Com a diferença que ele havia o feito contra sua vontade, pensou evidentemente encarando o lufano esquisito vestido de leão, depois uma sonserina que literalmente estava vestida de palhaça. Que o decepcionou ao constatar se tratar de ninguém menos que Lucinda, mas sabia que quem comentasse não sairia impune diferentemente do que estava acontecendo com ele. Além do que, era quase certeza que esses comentários direcionados a ele com uma frequencia absurda eram apenas uma oportunidade que o infeliz encontrou de descontar sua raiva. Se ele estiver esperando algum tipo de vingança de sua parte, estava redondamente enganado. Ja havia se queimado e perdido muito tempo com um ridiculo desses. O acordo que fizeram era de que, caso perdesse teria que passar mais de uma hora e meia na festa, e obviamente Orpheus vinha contando os minutos desde então. E nem poderia dizer que fora uma total perda de tempo, afinal até que os marotos sabiam fazer uma festa.
Orpheus estava decidido a não deixar nenhuma razão para que o outro sentisse que o estava encurralando, ou até mesmo que estivesse incomodado; pelo menos nao quando sentia a presença do outro mais próximo o bastante para sentir. Tanto que, mesmo dado o horario que indicava que ele podia partir ele esperou mais um pouco. Enrolou conversando com um colega, fingindo estar interessado em saber qual garota ele estava de olho naquela noite. Estava narrando qual seria sua estrategia para a consquita-la, mas nada disso realmente entrava em sua cabeça. Seus olhos estavam fixos em ninguém menos que seu desafiante, perguntando se valia a pena terminar por cima demonstrando como não estava nem um pouco incomodado com tudo isso. Quase seguiu na direção no mesmo, mas alguma coisa o parou no meio do caminho. Talvez a memória da ultima vez que tentou se achar por cima do mesmo. No final contentou-se apenas com a perseverança que havia mostrado até então, e sem prestar qualquer satisfação se retirou da festa.
Assim que fechou a porta atrás de si um suspiro, que até então havia sido reprimido pode ser ouvido apenas pelo lado de fora para seu alivio. Enfim tudo havia terminado, e ainda assim não estava se sentindo nem um pouco melhor do que quando havia entrado; nem superior, nem esperto. Nem mesmo o fato de ter cumprido sua palavra o deixou melhor enquanto seguia um pouco mais a frente; não se preocupou por estar próximo a festa. Sabia que aquilo iria longe, e em parte estava se controlando um pouco para não voltar la e provar alguma coisa. Apenas tirando o fato que, vestido daquela maneira, não conseguiria provar coisa alguma. Seguiu até um pouco mais a frente, onde provavelmente teria se sentado caso não escutasse um barulho estranho vindo do corredor. Justamente isso o fez no meio de sua irritação inconsequente lembrar-se que, diferentemente de dentro da festa agora encontrava-se exposto. Ainda com um pouco de ma vontade seguiu a uma das salas vazias e delicadamente fechou a porta atras de si. Podia jurar escutar o som de passos atrás de si enquanto seguia para mais dentro da sala, quando em fim suspirou de alivio mais uma vez.
Certo que agora encontrava-se em segurança jogou-se em uma das cadeiras gerando um ruido, mas baixo demais para ser algo relevante. Desviou os olhos rapidamente da direção da claridade fraca da janela, para a parede escura no canto oposto. Permaneceu em silencio, refletindo mais uma vez sobre o sentimento que prevalecia agora sozinho no escuro. Raiva por ter caido em uma coisa tão ridicula como aquilo, e medo das consequencias que sofreria mais tarde. Quando escutou o som de passos, que instantes mais tarde ao ser forçado a virar-se na direção da mesma percebeu se tratar de Alecto Carrow. Estava tão resignado e convicto que nada do que dissesse a faria mudar de ideia que nem ao menos tentou, apenas encarou as orbes frias em silencio aguardando o que viria. Que diferentemente do que esperava não foi doloroso. Apenas uma sensação de calma que o tomou, apagando todos os pensamentos que o perturbavam consigo. Isso por si só fez com que esquecesse rapidamente de Carrow, não conseguia se concentrar nela; não queria. Pouco depois escutou uma voz vagamente familiar. "Não gostaria de se levantar?" perguntou gentilmente, no que ele quase respondeu um "claro" afobado. Sua resposta veio conforme ele mesmo se levantava e fazia o que lhe fora pedido. Começou com pedidos aparentemente bobos como "olhe como a noite esta bonita", até a " será que não gostaria de aproveitar um pouco mais a festa ? " sempre o convencendo cada vez mais a seguir a diante.
Dentro da festa a musica ja não soava tão alta, não escutava conversas ao seu redor. E de certa maneira estava conseguindo evitar se esbarrar nas pessoas ao redor, mas novamente ele ja não ligava mais para onde ia. Tudo o que o interessava estava lhe sendo providenciado: calma e sossego. "Agora, você gostaria de erguer sua varinha." instruiu, agora mais convincente do que de fato gentil, mas ja não importava para Orpheus. Sua verdade se tornara absoluta, não tinha outra alternativa se não seguir. Então a escutou sussurrar um feitiço que deveria executar, e a maneira com que havia o instruido foi algo que Orpheus não pode se ater. Esse momento dele escutar o que deveria, e o que foi de fato feito foi algo que ele não registrou. A unica coisa que não conseguiu rejeitar foram os berros angustiantes que preencheram todo o espaço, juntamente com algo que soou muito como um estalo. Algo que ele poderia ter imaginado também, pois tudo subitamente voltou a cor; ele não sabia onde estava. Completamente confuso, aos poucos relembrando o percurso que o trouxera até aqui.
it’s changing out there. there’s a storm coming; halloween plot drop by lily’s pov
“Dumbledore está com a gente.” pensou, mais uma vez, como um mantra que a guiava em seu caminho. Dumbledore está com a gente.
A música preenchia seus ouvidos de forma carinhosa, como se a acariciasse enquanto Lily se movia em acordo com o ritmo, corpo em perfeita sintonia com a melodia que tocava. Havia tempos que queria se divertir, que buscava uma forma de espairecer a mente, e a festa de Halloween cumpria perfeitamente tal papel. Fosse talvez por estar tão absorta no que ouvia, tão guiada pelo som ambiente, que o grito atingiu seus ouvidos antes mesmo que a imagem se completasse diante de seus olhos.
Ela já ouvira aquele grito antes, já sentira aquele arrepio antes, e, em um gesto brusco e repentino, seu corpo parou.
Os olhos verdes agora arregalados procuravam pela origem do caos, do caos que no fundo ela sabia que viria mas, por Merlin, não imaginava que fosse tão cedo; esperava, torcia, para que não fosse tão cedo. Eram adolescentes ali, todos tão cheios de vida, murchando diante de uma situação que pessoa nenhuma deveria viver. Seus olhos, então, se repousaram em Ted. Ted, o tão simpático Ted, que era como ela, semelhante a ela em tantos aspectos, sofrendo com ela as mesmas bases preconceituosas de um sistema de supremacia purista que se sustentava há décadas. Os pés, agora descalços cobertos apenas pela meia calça fina, começaram a rumar em direção ao lufano, torcendo para que ele estivesse bem, para que aquilo no fundo não passasse de uma brincadeira de mal gosto, mas logo outro som se fez ouvir, e Lily parou onde estava, o corpo contraído ao que as mãos se fechavam em punhos. Era a voz de Orpheus, mas as palavras não pareciam ser dele. “É esse o destino de todos que se opuserem ao Lorde das Trevas. Precisamos limpar nosso mundo dos impuros. Os sangues ruins merecem a morte! Morsmordre.” Foi o que ela ouviu, perfeitamente claro, e a ruiva, tão cheia de atitude, sempre querendo ser a dona da razão, se viu ali, parada, estática, sem saber como - e se podia! - reagir. Tomada pelo medo, com arrepios lhe percorrendo o corpo, Lily se viu sem reação, pega de surpresa por uma frase tão carregada por um ódio que ela temia que fosse se disseminar. Ódio tal que lhe tirara seu melhor amigo, que a fazia querer se por a frente de todos os que amava, que a fazia temer mais pela vida dos seus do que pela sua própria. Um ódio que a deixava sem reação.
Foi ao olhar para o lado, porém, e ver alunos mais novos encolhidos um ao lado do outro que a realidade lhe voltou a mente, e a necessidade de tomar uma atitude se fez mais presente. Deveria agir, sim. Tremia por dentro, um medo nunca antes sentido tomando conta de seu corpo, mas o sorriso escondia qualquer receio que sentia; era monitora, precisava estar calma, precisava colocar as coisas no lugar. “Hey...” chamou-os, a voz surpreendentemente calma ao que colocava seu corpo frente ao deles, cobrindo qualquer imagem do incidente que acabara de acontecer, protegendo-os do que quer que pudesse atingi-los. “Vai ficar tudo bem. Dumbledore está com a gente.” e as palavras eram muito mais para ela do que para os outros, muito mais para lembrá-la de que os bons ainda existiam, e que fariam o que fosse preciso para que o mal não se sobressaísse. Dumbledore está com a gente. Era sua esperança, era no que se agarrava. “Vou levá-los até o salão principal. Estão seguros, confiem em mim.” e, em um gesto maternal, estendeu a mão para os mais novos, os guiando para fora da sala precisa, ainda que os olhos verdes percorressem o local em busca de seus rostos conhecidos. Estariam todos bem? Todos seguros? Harmony, Alice, Marlene, Remus, Mary, Dorcas, Severus, James... Torcia para que estivessem seguros. “Claro que sim. Estão todos bem, Lily, foco.” pensou, ao que, com seus passos sempre tão firmes se esforçando para não se tornaram vacilantes, caminhava em direção ao salão principal. “Dumbledore está com a gente.” pensou, mais uma vez, como um mantra que a guiava em seu caminho. Dumbledore está com a gente.
Inspirada em um conto popular trouxa, a fantasia de Mckinnon foi escolhida a dedo. Um vestido com uma saia curta e volumosa, um corpete apertado e ajustado à sua cintura. A capa vermelha e as botas. O batom e as unhas vermelhas apenas completavam o look. E... uma tatuagem na coxa direita para instigar a imaginação alheia, um feitiço fácil que usou para que parecesse verdadeira.
Um dia é da caça e o outro do caçador. Hoje era o dia de Marlene, que apesar de estar vestida de caça, seu objetivo era o oposto, ser a caçadora.
Já não havia mais motivos para ser tão discreta, ou sequer vontade. Queria viver intensamente e assim o faria.