Tem alguma coisa no meu rosto ou.... Ah sim, eu decidi mudar de visual. Não gostou não? Olha só os homens só começaram a renunciar a saia no século 17, até então era tudo muito tranquilo. O papa usa saia, os escoceses usam saia e eu uso também. Maior flexibilidade para as pernas, melhora a circulação nas horas dos exercícios físicos, você verá os resultados quando a Grifinória ganhar o torneio de Quadribol esse ano.
Festas... grrr! Esse com certeza não era o forte dessa Black. Andy preferia ficar a espreita aonde podia tentar ser um pouco mais... ela mesma se assim poderia dizer, apesar de que nunca parecia totalmente livre das amarras que seu nome tinha e em festas isso era pior, olhos desconhecidos por todos os lados lhe julgando, esperando um passo em falso, parecia que havia sempre alguém lhe vigiando e a garota não podia parar de pensar nos cuidados que tinha que ter. O que posso falar? O que posso fazer? Andrômeda tinha que ter cuidado e não revelar mais do que deveria, não que isso fosse difícil, a garota era fechada e na dela sempre, sabiam que se procurassem confusão teriam e não sairiam ilesos, não sabiam aonde esta ia ou com quem, era um mistério e talvez isso pudesse afastar ou atrair algumas pessoas.
Gostava como seu nome era conhecido e circulado pelos corredores, rumores de sua beleza, de sua personalidade intrigante, mas não gostava dos julgamentos sobre ser uma sonserina e não uma qualquer, mas uma Rosier Black mas ela não poderia ser definida por rótulos e aqueles que se atreviam a desvenda-la sabia disso, palavras eram pouco demais para descrever Adrômeda Rosier Black, a dona dos olhos azuis e cabelos negros era complexa demais para qualquer um entender.
Suspirou fundo, pelo menos estava exibindo mais uma de suas belas artes... seu vestido. Andy era uma amante de moda, todos sabiam disso e era notável o quanto a mesma adorava elogios e se exibir, o que faria aquela noite para tentar se entreter. Mas ela queria um pouco de ar, um pouco mais que uma diversão curta. Curvou levemente os lábios enquanto encarava as estrelas pela janela, ela de fato adorou os olhares sobre si ao adentra o salão mas queria um pouquinho de paz, um pouquinho dela mesma. Mas não demorou muito para alguém se aproximar. - Oi - disse quase em um murmurio com um olhar divertido e um sorriso doce nos lábios esperando que fosse alguém que lhe divertisse.
Estava tendo uma manhã bastante atarefada, visto que havia acontecido um pequeno acidente na aula de poções assim como uma briga entre cinco alunos em um corredor; aparentemente tendo alguma relação entre esses incidentes que a deixaram correndo de um lado para o outro nas ultimas horas. Não seria um trabalho tão duro, se os mesmos colaborassem e parassem de discutir entre si enquanto Wei tentava acalmar o ambiente e trata-los. Mais uma vez envolvendo insultos por conta de linhagem bruxa. Tentando espairecer um pouco do estresse causado Wei havia se sentado em sua mesa e estava lendo um pouco enquanto os mesmos descansavam em suas macas. Havia lido um capitulo quando um barulho chamou sua atenção. Fechou o livro delicadamente e se dirigiu a fonte do barulho, questionando um aluno parado no meio da enfermaria com uma expressão estranha. — Posso ajuda-lx ? — perguntou sem muita paciência.
Esse período sempre acabava se tornando bastante difícil para Remus, que não gostaria de passar o dia inteiro trancado na enfermaria que não se sentia disposto para interagir com muitas pessoas. Sentia que não conseguiria dar o seu melhor para os colegas, coisa que muitos mereciam. A solução encontrada por ele havia sido se esgueirar escondido pelos corredores e encontrar um canto mais afastado dos terrenos, se encostar em uma das arvores e fechar os olhos por alguns instantes. Havia trazido um livro consigo para que pudesse passar o tempo, e por mais que muitas coisas o estivessem incomodando naquele instante buscou não se concentrar nisso. Não foi com muito esforço que escutou uma aproximação que o sobressaltou um pouco, mas como ainda não estava no campo de visão de quem quer que fosse preferiu ficar quieto e esperar a pessoa se afastar.
Dakho, assim como qualquer pessoa, ou assim ele acreditava, estava em um dos seus momentos nos quais ele precisava de ficar um pouco apenas consigo mesmo. Se afastou deliberadamente para um dos corredores menos frequentados e se encostou em uma parede onde quem passava não tinha uma visão muito boa de sua presença. Não soube exatamente quanto tempo havia se passado desde então quando escutou uma movimentação que o assustou. Contrariando seu bom senso de permanecer onde estava Dakho andou um pouco expondo-se parcialmente para ver o que era. — Eu vi isso, viu ? — comentou, meio entretido, meio assustado.
it’s changing out there. there’s a storm coming; halloween plot drop by lily’s pov
“Dumbledore está com a gente.” pensou, mais uma vez, como um mantra que a guiava em seu caminho. Dumbledore está com a gente.
A música preenchia seus ouvidos de forma carinhosa, como se a acariciasse enquanto Lily se movia em acordo com o ritmo, corpo em perfeita sintonia com a melodia que tocava. Havia tempos que queria se divertir, que buscava uma forma de espairecer a mente, e a festa de Halloween cumpria perfeitamente tal papel. Fosse talvez por estar tão absorta no que ouvia, tão guiada pelo som ambiente, que o grito atingiu seus ouvidos antes mesmo que a imagem se completasse diante de seus olhos.
Ela já ouvira aquele grito antes, já sentira aquele arrepio antes, e, em um gesto brusco e repentino, seu corpo parou.
Os olhos verdes agora arregalados procuravam pela origem do caos, do caos que no fundo ela sabia que viria mas, por Merlin, não imaginava que fosse tão cedo; esperava, torcia, para que não fosse tão cedo. Eram adolescentes ali, todos tão cheios de vida, murchando diante de uma situação que pessoa nenhuma deveria viver. Seus olhos, então, se repousaram em Ted. Ted, o tão simpático Ted, que era como ela, semelhante a ela em tantos aspectos, sofrendo com ela as mesmas bases preconceituosas de um sistema de supremacia purista que se sustentava há décadas. Os pés, agora descalços cobertos apenas pela meia calça fina, começaram a rumar em direção ao lufano, torcendo para que ele estivesse bem, para que aquilo no fundo não passasse de uma brincadeira de mal gosto, mas logo outro som se fez ouvir, e Lily parou onde estava, o corpo contraído ao que as mãos se fechavam em punhos. Era a voz de Orpheus, mas as palavras não pareciam ser dele. “É esse o destino de todos que se opuserem ao Lorde das Trevas. Precisamos limpar nosso mundo dos impuros. Os sangues ruins merecem a morte! Morsmordre.” Foi o que ela ouviu, perfeitamente claro, e a ruiva, tão cheia de atitude, sempre querendo ser a dona da razão, se viu ali, parada, estática, sem saber como - e se podia! - reagir. Tomada pelo medo, com arrepios lhe percorrendo o corpo, Lily se viu sem reação, pega de surpresa por uma frase tão carregada por um ódio que ela temia que fosse se disseminar. Ódio tal que lhe tirara seu melhor amigo, que a fazia querer se por a frente de todos os que amava, que a fazia temer mais pela vida dos seus do que pela sua própria. Um ódio que a deixava sem reação.
Foi ao olhar para o lado, porém, e ver alunos mais novos encolhidos um ao lado do outro que a realidade lhe voltou a mente, e a necessidade de tomar uma atitude se fez mais presente. Deveria agir, sim. Tremia por dentro, um medo nunca antes sentido tomando conta de seu corpo, mas o sorriso escondia qualquer receio que sentia; era monitora, precisava estar calma, precisava colocar as coisas no lugar. “Hey...” chamou-os, a voz surpreendentemente calma ao que colocava seu corpo frente ao deles, cobrindo qualquer imagem do incidente que acabara de acontecer, protegendo-os do que quer que pudesse atingi-los. “Vai ficar tudo bem. Dumbledore está com a gente.” e as palavras eram muito mais para ela do que para os outros, muito mais para lembrá-la de que os bons ainda existiam, e que fariam o que fosse preciso para que o mal não se sobressaísse. Dumbledore está com a gente. Era sua esperança, era no que se agarrava. “Vou levá-los até o salão principal. Estão seguros, confiem em mim.” e, em um gesto maternal, estendeu a mão para os mais novos, os guiando para fora da sala precisa, ainda que os olhos verdes percorressem o local em busca de seus rostos conhecidos. Estariam todos bem? Todos seguros? Harmony, Alice, Marlene, Remus, Mary, Dorcas, Severus, James... Torcia para que estivessem seguros. “Claro que sim. Estão todos bem, Lily, foco.” pensou, ao que, com seus passos sempre tão firmes se esforçando para não se tornaram vacilantes, caminhava em direção ao salão principal. “Dumbledore está com a gente.” pensou, mais uma vez, como um mantra que a guiava em seu caminho. Dumbledore está com a gente.