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podence, portugal // february 2026 // ©
Some Carnival masquerades in southern Europe.
Caretos de Podence (Portugal).
Entroido de Xinzo de Limia (Spain).
Carnival of Naoussa (Greece).
Carnival of Venice (Italy).
he looks like a midget, these can’t be real 😭
In the last few years I’ve been going again and again to the North of Portugal, so much that sometimes part of me is starting to feel I came from there. One of my main subjects has been the masked and other winter festivities, amazing pagan traditions that precede Christianity. And now I’m really happy, because what’s probably the most popular of those festivities has been included in UNESCO’s Intangible Heritage list: the Caretos de Podence!!!#portugal #trasosmontes #caretos #podence
Casa do Careto @caretos.podence probably more than 500 years of tradition that young men during carnival dress themselves with these crafty dresses and go making noise and dances inside the village of #podence #braganca #trasosmontes #portugal (ved Podence, Braganca, Portugal) https://www.instagram.com/p/B6rUzz-HUJ2/?igshid=suzvxdapqb6b
#carnaval #podence #carnaval2018 #portugal #patrimoine #patrimonio
Podence: Onde o Património da Humanidade é Sobreviver à Multidão
Nada como o Entrudo para provar que a física é uma ciência meramente sugestiva. Em Podence, uma aldeia de 200 almas, preparam-se para receber 50 mil visitantes. É o equivalente a tentar enfiar o oceano Atlântico num copo de shot de aguardente, mas com mais chocalhos e menos espaço para respirar.
É a consagração do "Carnaval genuíno", aquele onde o rito ancestral de espantar o mal foi substituído pelo rito moderno de encontrar um lugar para estacionar o SUV. Segundo o site oficial dos Caretos de Podence, a tradição é Património da Humanidade, o que aparentemente confere aos visitantes o direito sagrado de serem chocalhados por um camponês saltitante enquanto tentam equilibrar um prato de butelo e tirar uma selfie para o Instagram.
O programa é de uma sofisticação antropológica sem precedentes:
A Invasão Global: Vêm dos EUA, de França e de Espanha para ver homens vestidos de franjas coloridas. É a globalização no seu melhor: o mundo inteiro converge para uma aldeia que, no resto do ano, tem mais gatos do que gente, só para sentir o "pulsar da terra" (ou apenas o cotovelo do vizinho nas costelas).
O Mural "Fora da Caixa": Depois de pintarem o Papa e o Ronaldo nas paredes — porque nada diz "tradição ancestral" como o CR7 a observar um pregão casamenteiro — prometem agora uma "figura americana". Estamos todos em pulgas: será o Donald Trump com um chocalho à cintura ou o Mickey Mouse a comer alheira? A Unesco certamente não previu este crossover cinematográfico.
A Sustentabilidade do Desespero: O Presidente da Associação queixa-se da falta de casas de banho. É poético. Temos 50 mil pessoas, 30 tabernas a servir vinho e enchidos, mas o "plano estratégico" para onde toda essa biologia vai parar ainda está em fase de reivindicação. É a verdadeira "economia circular": entra o butelo, sai a mística, e a infraestrutura que se lixe.
No fim, queima-se um boneco de oito metros para "espantar o que é velho". Talvez pudessem aproveitar a fogueira para iluminar o caminho dos 49.800 turistas que vão andar perdidos pelas ruelas, à procura de um sinal de 4G para publicar que "Podence é vida", enquanto rezam para que a chuva não transforme o "Carnaval genuíno" num festival de lama e lã molhada.