Eu já sofri tanto nas tuas mãos, Henry, tanto que tive que acordar e abrir os olhos a força, assim na marra mesmo. Eu tive que aceitar que você é simplesmente alguém que finge. Você tem esse sorriso doce que atrai todo mundo e que dá vontade de sorrir junto. E foi isso, Henry, eu me encantei completamente por você, por cada parte de você, do teu sorriso até o jeito que cê ajeita o cabelo. Eu me apaixonei pelo o que achava que você era e quando eu te vejo agora nem te conheço mais. Ou talvez nunca nem tenha te conhecido, ou melhor, conhecido quem eu achava que conhecia. Só que agora eu conheço isso aí que você é, esse teu deboche, esse teu esquecimento, a tua mania de só aparecer quando eu já não tô nem aí. Esse teu descaso infinito.
















