A Santidade Desumana
Trancafiado em espaços enferrujados Que limão minha paz e verdade Entre o órfão e o já feito E exaustão de um deus vela Me encara com os olhos Escorrendo vaidade As testemunhas dizem Amaldiçoado, criminoso, pervertido Estudo e agressividade Dissecação e trauma Outros outonos E primaveras estéreis Me cego na luz dos teus dentes Enquanto me devora Me corrompo de dentro para fora Envenenando-te a cada mordida As palavras descem e sobem Queimam dançando como se implorassem Alguma vida estreita entre o carnaval E o inferno robusto de Dante Capturo a fera, me visto de suas entranha Respiro em seu pulso de papel Marcho sob suas pegadas Antevenho a cilada na próxima vontade Revolta, carne contra grade Pés nos ombros, nó na orelha Perseguição ao fôlego Aconchego, cura, traição Golpes dos ossos, punhais A dança como espelho de vitrais Sangue invertido correndo ao contrário As fragmentações de armaduras, o perdão serrado da vida...
















