Desejei-lhe de uma forma platônica Desejei-lhe em pretérito, como um quase Desejei-lhe efeitos do meu afeto Desejo-te hoje mutuamente a todo o bem que pede-se em preces... Pintei-lhe cores quentes em telas cheias O sal iria de encontro à minha língua A espera se dera acidentável por entre o caminho Onde a valsa fazia declaração que os lábios vivos não diziam De onomatopeia em onomatopeia Ligando as lamparinas em um estalo Todas em coro riem como hienas Pergunto a insônia por qual trilha seguira fulana Os tolos olhos Estão opacos e inerentes à vertigens A pele desbotara-se ao tom outonal Costuraram-me em troca do agrado às suas filhas O frenesi e seus olhos de vidros Revezavam-se com as tolhas da mesa Janta pós café, bibelô à visitas, descanso de porta Dissolva-se no vapor do chá terapêutico com efeitos de detox O cartel romântico, forçava-me contra o funil Diluindo-me em seus louvores três por quarto Para os influenciadores carregarem amores em suas carteiras O doce estaria ao estopim por entre os dedos da mumificação O diabo de janeiro estende-se em estadia Por atrasos a primeira quinzena E condena-me ao silêncio ausente Eu o aceito, pois o diabo, sou eu mesmo Compus um pedido de resgate com o que resta das reticências Quiçá, meu sonhar engarrafaria a mensagem e a arremessaria ao mar O meu querer entrelaçava-se com os nós cego feitos ao lado da garganta Decifra-te a metáfora: Ponto. Intervalo. Ponto, ponto e traço. Fôlego. Traço e ponto. Pausa. Ponto e traço. Pisco. Gêmeos magros. Inspiração. Trigêmeos esquálidos.
Espantalho Auto Talhado, Pierrot Ruivo











