Maurício de Sousa sempre foi um visionário em suas obras, trazendo nelas diversas representações e ensinando a sociedade desde jovem como tratar o outro em suas histórias em quadrinhos com diversos tipos de moral e aprendizado vasto, em 2008, ele decidiu ampliar ainda mais as histórias da turminha mais querida do Brasil, lançando então “Turma da Mônica Jovem“, no qual mostra a turma do bairro do limoeiro mais velha e já frequentando o colegial e vivendo aventuras mais maduras.
Mesmo com um pouco mais de relutância sobre o crescimento da turminha, a nova HQ acabou deslanchando e conquistando um público infanto-juvenil ainda maior, logo mais tarde conquistando as telinhas com seu desenho animado e agora as telonas dos cinemas nacionais com seu primeiro filme de uma quadrilogia, Turma da Mônica Jovem: Reflexos do Medo, que fez sua estreia nos cinemas no dia 18 deste mês.
Após dois meses de férias, que podem ser longos para alguns e curtos para outros, a turma do bairro do limoeiro se reencontra num parquinho para poderem colocar os assuntos em dia, neste momento podemos ver que conforme a adolescência chegou, alguns aspectos mudaram em cada personagem. Inseguranças, paixões, desentendimentos antigos, luta por algo que acreditam, responsabilidade e diversos outros assuntos que começam a tomar conta da mente quando chegamos na juventude mais madura.
No meio de volta às aulas e conforme como vamos conhecendo as novas características dos adolescentes que conhecemos desde sempre, conhecemos outros personagens como o Dr. Licurgo, Cabeça de Balde, Tia Nena, a ordem dos cozinheiros e alguns easter eggs da obra original, percebemos que o longa-metragem nos mostra um universo mais profundo e sobrenatural do que era quando crianças.
O filme não retrata apenas as inseguranças dos jovens, nostalgia para os fãs. Como uma boa história do nosso rei das histórias em quadrinhos, o filme tem uma lição no final, que nada mais é: aceite e confie no que você é e se precisar de ajuda, chame os amigos.
Em alguns momentos a atuação da personagem principal é um pouco fraca, mas entrega em expressões e por sua grande similaridade com a personagem na obra principal; os efeitos práticos e cenas de ações são bem coreografadas; o enredo é bem definido, possuindo começo, meio e fim; algumas partes podem parecer não tão exploradas, mas por ser um filme que terá mais três continuações, o que foi apresentado é um ótimo começo para se desenvolver nas próximas continuações; o CGI em alguns momentos deixa a desejar e faz lembrar de obras dos anos 90.
Turma da Mônica Jovem: Reflexos do Medo, é um filme para a família inteira. Em alguns momentos pode soar um pouco bobo para pessoas mais velhas, mas ele funciona perfeitamente para crianças numa faixa etária de 10 anos para cima, no qual vão poder se reconhecer em alguns personagens e entender que se sentir perdido na adolescência não é um bicho de sete cabeças, é apenas o amadurecimento. E muito provavelmente, os pais ou responsáveis que levarem as crianças nos cinemas, vão sentir nostalgia da época da escola ou alguma história de sua juventude com seus amigos.
O final é aberto, mostrando uma ligação para um segundo filme e talvez alguma dica de qual problema a turma terá que se desdobrar para resolver. E sim, o filme contém uma cena pós-créditos.
A obra é produzida pela Bronze Filmes com a coprodução de Maurício de Sousa Produções (MSP), Rubi Produtora associada e com enredo de Regina Negrini com colaboração de Antonio Arruda, sendo dirigido por Maurício Eça.
A Bruxa dos Mortos – Baghead é um longa metragem distribuído pela Imagem Filmes, dirigido por Alberto Corredor e sendo produzido pelo mesmo produtor de grandes nomes como “It: A Coisa” e “Noites Brutais” traz sua nova obra como um terror de fábulas fantasiosas que tenta pender para o lado de “Hereditário” e “Babadook”.
O filme com o roteiro escrito pela dupla Christina Pamies e Bryce McGuire, fala sobre a jovem Iris (Freya Allan, Ciri da série The Wichter) que após o falecimento brutal de seu pai acaba herdando o The Queen’s Head, um bar antigo, que abriga uma entidade que consegue incorporar os mortos.
Como todo início de trama de um bom terror sempre aparece a cena inicial trazendo um ar de melancolia e um mistério sobre uma criatura que mora no subsolo de um bar antigo caindo aos pedaços no qual desesperados entram em contato com o dono para poder falar com a entidade, mas o dono já arrependido do que faz, nega o contato e acaba sendo vítima do sobrenatural que habita aquele local.
Iris, filha do dono, não tem contato com ele há anos e acaba herdando o bar e vê nisso a oportunidade de gerar o capital que necessita para terminar a faculdade e viver de sua arte junto com sua amiga. Entretanto, ela acaba descobrindo que uma bruxa imortal vive num buraco na parede de seu porão de uma forma um tanto quanto surpreendente.
E sem pensar duas vezes e apenas com sua ambição em vista, começa a usar os poderes da bruxa para ajudar um viúvo a superar a perda de sua esposa. Porém, diversos acontecimentos sobrenaturais começam a mudar o rumo dos objetivos e destino de todos que usam a entidade.
O enredo em si tem uma ideia interessante caso seja bem trabalhada. É um plot criativo, trama que faz o telespectador querer descobrir mais sobre o local e a entidade que ali é aprisionada e aprisiona outros.
Elementos que geram tensão e uma promessa genuína de sustos, além da assombração que gera curiosidade por ter uma história interligada com as famosas bruxas de Salém.
Diferente de muitos filmes de terror, a atuação não deixa a desejar e sabem muito bem como construir cada parte do filme, fazendo com que o telespectador compre a ideia e se sinta intrigado com tudo que está acontecendo ao redor da história. Em alguns momentos, é perceptível que tentaram fazer contrapartes como uma moeda sendo jogada para o “cara ou coroa”, mas desde o início sabemos, por meio de um spoiler feito pelo pai da protagonista, que a resposta foi entregue do resultado.
Infelizmente, nem toda a obra é perfeita, então o começo é um pouco arrastado e o final corrido, mas ainda assim, coeso. Os efeitos sonoros não focam em jumpscares, entretanto, quando o som indica que a Baghead está se aproximando se assemelha muito aos efeitos sonoros de filmes sobre alienígenas, deixando um som desconfortável e sem nexo para uma bruxa centenária.
A história da entidade também não faria muita diferença se não fosse apresentada. Mas como escolheram mostrar o passado do vilão, poderia ter sido de uma outra forma na qual os telespectadores ficassem a favor da bruxa contra aqueles que deveriam ser considerados os mocinhos da história.
Isso não quer dizer que com o lado do mal vencendo o bem seja necessariamente ruim, pois, o final em aberto deixa um gancho para talvez uma continuação que dê a chance de uma virada no jogo.
A Garota do Lago | Resenha crítica da obra de Donlea!
Matéria para Alternativa Nerd
Editoria: Livros e HQ's, Resenha
A Garota do Lago (com nome original: Summit Lake) é da autoria de Charlie Donlea e distribuído pela editora Faro Editorial, sendo uma das suas mais famosas obras de suspense e mistério.
O livro ficou no top 10 de mais vendidos durante um longo tempo, não apenas pela obra ter um enredo envolvente, mas sim pela escrita bem detalhada que prende o leitor pelo mistério e a vida das duas protagonistas apresentadas.
Donlea fez sua grande estreia no universo literário com esta obra, sendo seu primeiro thriller que funciona como um “ping-pong” entre o passado e o presente. Afinal, Summit Lake era uma cidade pacata nas montanhas que nunca imaginou passar por um horror ao ser pano de fundo de um assassinato grotesco de uma jovem estudante de pós-graduação em direito em sua pequena cabana beira lago.
O autor decidiu iniciar o livro com horas antes do final, mostrando a cena de como a jovem Becca foi atraída para o perigo como uma mariposa é atraída pela chama. Mostrando, com pouquíssima censura, o que aconteceu com a jovem antes de sua fatídica morte.
A partir deste momento adentramos na vida da jornalista Kelsey, que também acabou de sair do maior trauma de sua vida que a fez ficar longe durante um mês de seu trabalho, porém, ela decide voltar a escrever para seu jornal quando conhece o caso de Becca. Kelsey e Becca compartilham algumas coisas em comum, como os traumas, mas quando um vivo caminhar nas pegadas de um morto, uma conexão íntima se estabelece.
O livro é dividido em quatro partes: “A cachoeira do sol da manhã”, “autoajuda”, “olá detetive” e “três batidas” que são carregadas de reviravoltas.
Infelizmente na parte do futuro que é na visão da jornalista, as pistas são dadas numa bandeja de prata como se ninguém entendesse o significado de “confidencial”. Delegado, moradores, médicos e outros estão sempre dispostos a dar tudo que sabem por causa de uma breve aparição na notícia, mesmo que isso signifique ultrapassar barreiras que podem degradar sua vida e carreira.
A vida de Becca, tanto em suas memórias quanto registradas no seu diário, é uma das cenas mais envolventes, como se o autor realmente quisesse trabalhar apenas com seu núcleo. Somos apresentados a diversos personagens que vão nos deixando com uma pulga atrás da orelha para saber quem foi o envolvido na morte da estudante de direito.
O autor se perde em alguns momentos, como ele tenta escrever a Becca como uma mulher empoderada que fazia o que bem entendia, mas que no final, saiu como a morte dela fosse merecida por ela ser simpática demais com rapazes dando uma falsa esperança que poderiam ter um caso amoroso com ela.
E mesmo com um mistério para ser resolvido nas mãos de uma jornalista que mal se curou do trauma que havia passado, o autor resolve trabalhar um possível romance entre ela e o médico que decide ajudá-la com a desculpa de querer estar dentro de tudo sobre o caso. E infelizmente, não funciona, pois Kelsey tem muito mais química com Rae que é a nova dona do café da cidade que a ajuda muito mais que o médico.
Muitos personagens parecem jogados ali apenas para utilizar um diálogo expositivo, que poderiam ser melhor trabalhados tanto nas conversas quanto nos personagens apresentados que somem de cena assim que não se faz mais necessário. Donlea sabe muito bem como construir tensão, medo, as cenas de conflito, a paisagem que serve como pano de fundo. Muitas vezes o leitor pode sentir a leitura um pouco maçante, pois o autor usa muitos termos médicos e palavras que poderiam ser substituídas por outras de melhor entendimento.
No final, alguns nós ficam desatados como: por que o pai de Becca não queria a solução de seu assassinato? Por que o diário ficou com a senhora do chá-doce em vez de ser entregue a mãe da jovem? Gail poderia ter ajudado muito mais do que apenas ter dito qual dos colegas realmente faleceu e entre outros. O autor parece que não tinha muito interesse em aprofundar a obra, talvez, por ser seu primeiro livro, não quis se arriscar muito além do necessário, usando a frase: “menos é mais”.
A obra em si não é horrível como é vendida por muitos, existe sim muitas repetições de termos e momentos que em alguns momentos é necessário, a cidade é movida a fofoca. É um livro de thriller que não seria muito bem recomendado para aqueles leitores que já estão acostumados com essa categoria, deixaria como uma boa pedida para aqueles que não conhecem o gênero e querem começar com algo que não embaralhe tanto as informações e cenários.
Infelizmente “A Garota do Lago” é um título traduzido que não conseguiu casar tão bem com o que é entregue durante o decorrer do enredo, pois há referências do lago, mas a cidade é mais conhecida por sua cachoeira que muda de cor por breve momento num horário específico do dia. A única referência do lago em si é a palafita onde ocorreu o caso e nada mais, porém, esta obra foi lançada na época que grandes nomes literários usavam essa expressão como “A Garota da Janela” e acabou seguindo a fórmula.
O livro possui 295 páginas, foi publicado em sua primeira edição em 2017 pela Faro Editorial para todo o território brasileiro, está em sua segunda edição e podendo ser encontrado em diversas livrarias físicas e onlines ou pelo site oficial da editora.
Deixada Para Trás | Resenha do livro que parece True Crime!
Matéria para o website Alternativa Nerd
Editoria: Livros e HQ's, Resenhas
Existem certas pessoas que se formam em um tipo de carreira, mas por algum motivo incerto do destino, os caminhos se separam, o levando para o que realmente deveria ser. Creio que esse seja o caso de Charlie Donlea, um oftalmo que se encontrou como autor, nos quais seus livros são traduzidos e distribuídos pela editora Faro Editorial.
Deixada Para Trás é o segundo livro do autor, sendo lançado em 2017 e conquistando novamente um lugar no top 10 de venda em vários lugares tanto online quanto fisicamente.
O autor sabe trabalhar de uma forma encantadora nos enredos baseados em true crime, principalmente quando ela consegue mesclar o passado e o presente durante o desenrolar. Como é o seu segundo livro, é perceptível o quão grande foi sua evolução na escrita, fazendo que o leitor se sinta ao lado dos personagens e instigar a leitura.
Durante o decorrer da obra, a dúvida que paira é de quem foi o assassino das moças encontradas enterradas em diversos locais da floresta, na qual, apenas Megan McDonald conseguiu escapar e Nicole Cutty continua desaparecida. Desta vez, o autor soube muito bem confundir a mente dos leitores para descobrir quem é o criminoso, diferente de sua primeira obra “A Garota do Lago”.
Novamente o livro é escrito em duas perspectivas, além de, uma parte que mostra o passado pela visão de Nicole, onde podemos compreender um pouco mais a visão da adolescente que tentava lidar com algumas mudanças em sua vida antes da faculdade. Donlea consegue transmitir de uma forma mais orgânica o modo dos jovens, não deixando a personalidade chata ou irritante como em muitas outras obras.
Esse livro trabalha muito bem os personagens “cinzas”. Nenhum personagem é cem por cento bom ou ruim; cometem erros tentando acertar e acertam quanto menos esperam, mostrando o lado humano de cada um; os gostos que podem ser estranhos para algumas pessoas e emocionantes para outros. Afinal, todos somos humanos, fazendo que tudo seja ainda mais chocante.
O livro passa uma vibe perfeita de true crime sendo explorado tanto pela mídia quanto pelos parentes que buscam saber a verdade por trás dos fatos apurados pela polícia e a perícia. Megan e Lívia apenas desejam paz, tanto após escrever um livro para se sentir mais livre e um descanso merecido por aquela que está desaparecida.
Em diversos momentos duvidamos de quem realmente estava envolvido nos crimes e refletimos se realmente conhecemos as pessoas que vivem perto de nós ou debaixo do nosso próprio teto. O trabalho do autor no quesito do suspeito foi magistral, fazendo diversos personagens serem duvidosos em diversas ações, deixando o plot twist ainda mais impactante.
A divisão do livro é escrita por pequenos fragmentos do passado, onde páginas cinzas mostram cenas que contêm pequenas ligações para algo no futuro, não deixando nenhum nó solto ou sem resposta. Nos momentos finais do livro, aparece breves partes da parte do sequestrador e de Casey, que é um dos personagens fundamentais para poder entender como Nicole sumiu e como ela tem uma ligação mais profunda com Megan do que podemos imaginar.
Os arcos são bem explorados, principalmente por Lívia que é a irmã legista de Nicole, no qual, ela se sai bem melhor como investigadora do que médica. O que os policiais, detetives, investigadores e outras pessoas envolvidas não conseguiram montar o quebra-cabeças, ela fez mais rápido do que eles com menos material.
É uma leitura interessante com uma escrita fluída, suspense interessante, personagens humanos e uma obra que realmente parece um true crime. Uma obra perfeita para quem gosta de thriller e assuntos de crimes pesados bem no estilo estadunidense.
Temos como sinopse oficial:
“Duas colegas são raptadas. Megan foge e, um ano depois, escreve um livro que se torna um sucesso. Um detalhe inconveniente: Nicole continua desaparecida. Nicole e Megan são alunas do último ano da high school de Emerson Bay, uma cidadezinha na Carolina do Norte. Certa noite de verão, elas desaparecem de uma festa à beira do lago. A polícia realiza uma busca intensa, mas não encontra nenhuma pista. Quando já haviam perdido as esperanças de encontrá-las com vida, Megan aparece, milagrosamente, ao conseguir escapar do cativeiro escondido nas profundezas da mata. Um ano depois, Megan lança um livro contando o seu martírio naquelas duas semanas, e, imediatamente, ele se torna um best-seller e a converte de uma heroína local em celebridade nacional. Trata-se de um relato triunfante e inspirador, exceto por um detalhe inconveniente: Nicole continua desaparecida. Livia, irmã mais velha de Nicole, aluna de patologia forense, espera que um dia, em breve, o corpo de Nicole seja encontrado, e caberá a alguém como ela analisar a evidência e determinar finalmente a causa da morte de sua irmã. Em vez disso, a primeira pista do desaparecimento de Nicole surge de outro corpo que chega ao necrotério onde ela trabalha. É de alguém ligado ao passado de Nicole. Então, Livia entra em contato com Megan para contar a descoberta, e pedir mais detalhes da noite em que as duas foram sequestradas. Como outras garotas também desapareceram, Livia começa a acreditar que existe uma forte ligação entre todos aqueles casos. No entanto, Megan sabe mais do que revelou em seu livro. Lampejos de memória surgem, apontando para algo mais sombrio e monstruoso do que o descrito em suas arrepiantes memórias. Quanto mais ela e Livia se aprofundam, mais se dão conta de que, às vezes, o terror verdadeiro está em encontrar exatamente o que estávamos procurando.“
Haikyuu!! The Dumpster Battle e seu imenso sucesso!
Matéria para Alternativa Nerd
Editoria: Animes e Mangás, Filmes
No dia 30 de Maio houve a estreia do filme “Haikyuu!! The Dumpster Battle” nas telonas nacionais, já no seu segundo final de semana conseguiu se manter no 8º lugar no top 10 de bilheteria, arrecadando mais de 440 mil reais, no qual o enredo mostra a batalha final entre as escolas Karasuno e Nekomata.
A obra é uma adaptação de arco do mangá, no qual mostra o confronto final entre as duas escolas que possuem uma rivalidade antiga já mencionada nos primeiros episódios do anime, ela se inicia onde a quarta temporada terminou e sendo continuação da parte escrita por Furudate Haruichi. O filme mostra que ambas as equipes, de “corvos” e “gatos” estão fazendo de tudo para levar as equipes ao topo, já que seria a última oportunidade de se enfrentarem por pertencerem a diferentes regiões do Japão.
Logo no começo há um dialogo entre Hinata e Kenma, no qual podemos ter um deslumbre das motivações de ambos personagens sobre o vôlei e o último jogo entre eles. O enredo trabalha muito bem a antítese, principalmente os termos de amizade e rivalidade entre os jogadores, as diferenças e semelhanças entre os personagens.
Ao percorrer do longa-metragem a superação e o instinto de persistência acompanhado do esforço contínuo de todos, vai emocionando o telespectador. Há diversos momentos na história que os personagens precisam criar novas estratégias para que possam vencer cada rodada do jogo, no qual é mostrado as habilidades de cada jogador. Os animadores, roteiristas e toda a equipe por detrás da animação, souberam muito bem como colocar os elementos em quantidade certa; há momentos de tensão, comédia, rivalidade, espírito esportivo principalmente.
A animação está fluída, dividindo as cenas entre as equipes que estão jogando e as que observam, as cenas em primeira pessoa é como uma experiência em óculos VR e ao assistir o filme é como realmente presenciar uma partida de vôlei. A dublagem não deixa a desejar, há apenas um mísero momento que há um pequeno atraso que pode passar despercebido por olhares menos atentos, mas consegue acompanhar muito bem o roteiro.
Conseguimos comprar as motivações de cada equipe, torcemos com eles, ficamos aflitos por eles e por fim, não sabemos para quem escolher a vitória. Deixando a vitória um tanto quanto agridoce, pois ambos mereciam vencer o campeonato e mesmo assim, eles ficam felizes um pelo sucesso do outro.
A trilha sonora também foi muito bem colocada, muitas das músicas empregadas já são conhecidas dos fãs e público geral. Os efeitos sonoros estão impecáveis, trazendo realidade ao estádio e aos movimentos, principalmente o som da respiração esbaforida dos personagens e o silêncio; o silêncio no jogo entrega muito mais do que o som, afinal, conseguimos entender o que estão sentindo. O diretor Susumu Mitsunaka deve ganhar o reconhecimento do ótimo trabalho nesta obra.
Considerando as diversas adaptações de arcos de outros animes e mangás que estão recorrendo as grande telonas, essa foi uma das melhores, pois não tiveram que apressar nenhum momento e mesmo com algumas cenas não exploradas sequer fizeram falta. Houve um começo, meio e fim bem trabalhado e sem muita enrolação; aqueles que não conhecem a obra podem assistir sem receios, pois é bem resumido e não deixam dúvidas pairando pelo ar. E após os créditos há uma surpresa para todos, deixando com um gostinho de quero mais.
E uma dica é: Fique até o final dos créditos, vai te surpreender!
Durante a Brasil Game Show deste ano, BGS 2024, a empresa Jackbox Games com mais de 30 anos no mercado de jogos e referência de party games, trouxe consigo o teste de seu novo lançamento chamado Survey Scramble, mostrando um grande interesse em crescer no território nacional com uma experiência imersiva na brasilidade.
Em uma entrevista exclusiva para o site com Belia Portillo, Gerente Global de Marketing, e Warren Arnold, diretor de jogos, nos contaram um pouco mais sobre seus jogos!
Desde 2020, a empresa vem traduzindo suas obras para diversas línguas como francês, italiano, alemão e espanhol, para que assim os diversos jogadores ao redor do mundo pudessem ter uma experiência mais imersiva e ao receber uma alta demanda vindo do Brasil, enxergaram um crescimento de seus jogos no mercado brasileiro, começando a traduzir algumas de suas obras.
Por tanto, The Jackbox Survey Scramble, é um dos jogos totalmente em português com uma experiência genuinamente brasileira. Mesmo com a empresa e seus funcionários sendo maioria de Chicago, o esforço deles foi para aqueles que gostam deste tipo de jogo fosse possível para diversas faixas etárias e que ninguém ficasse de fora, uma diversão totalmente garantida. O jogo é customizável, filtros para uma melhor jogabilidade e com acessibilidade, já com data de lançamento para o dia 24 de Outubro.
Para aqueles que quiserem ter um gostinho de como é jogar, a demo estará disponibilizada de forma gratuita do dia 14 a 21 de Outubro. Para aqueles que forem saciar suas curiosidades sobre o jogo, poderão notar uma semelhança com brincadeiras de auditório como “The Wall” do Domingão com Huck, no qual são feitas perguntas e você deve acertar. O lançamento contará com quatro modos: Melhor e Pior, Correria, Quadrados e Rebote, ou seja, o jogo não fica parado em apenas um tipo de interação.
A língua portuguesa é uma das mais difíceis do mundo, mas para uma melhor tradução, a Jackbox possui pessoas locais de cada país que necessita de tradução, de tal modo a tradução fica mais semelhante principalmente com as piadas e referências. Assim, não há tanta diferenciação como se fosse algo ao pé da letra, todos os cuidados foram tomados para uma integração na cultura brasileira.
Uma das melhores partes deste jogo é que como ele foi sendo moldado conforme recebiam os feedbacks brasileiros, ele possui a maior parte de brasilidade. Na parte de “Jogos/Brincadeiras de infância” é fácil notar que mesclam um tanto dos anos 80 quanto a parte mais atual, não deixando ninguém de fora da diversão.
The Jackbox Survey Scramble chega em 24 de outubro para Nintendo Switch, PlayStation 4,PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X/S e PC.
Durante a Galápagos Experience, que foi dividida entre Galápagos Spoiler Fest e Galápagos TCG Arena, o Alternativa Nerd conseguiu uma entrevista exclusiva com o porta-voz da Galápagos Jogos, Ade Ferrari, venha conferir!
Alternativa Nerd: Quais são os principais desafios e oportunidades que a Galápagos Jogos enfrentou ao longo de sua trajetória no mercado brasileiro de jogos, e como a empresa pretende superá-los e aproveitar essas oportunidades nos próximos anos?
Ade Ferrari: Muita coisa aconteceu, a Galápagos Jogos está completando quinze anos, desde começar no mercado de hobby e de nicho, explicando para o brasileiro nerd que existe uma coisa que ele não conhecia, né? Mas se eu trouxer mais para o mundo recente, nosso grande desafio tem sido como que eu consigo trabalhar bem esse mundo de board game que tem crescido muito rápido e, ao mesmo tempo, ser quem fura a bolha. Se a Galápagos não furar a bolha, ninguém irá furar.
Então, furar a bolha com consistência, dá para resumir pra mim como o desafio que a gente tem enfrentado desde a pandemia. A pandemia furou a bolha, muita gente procurou o jogo, começou a descobrir, ver conteúdo sobre isso, só que pós-pandemia, morreu a necessidade natural do problema que foi durante esse tempo. Furar a bolha, eu consegui fazer um evento como esse (Galápagos Experience) e o mercado prestar atenção e falar: “meu, o que tá acontecendo? Como que mil pessoas em dois dias vêm para um evento desse que nem eu sabia que existia?!”
A gente está fazendo coisas hoje para ter efeito daqui três meses.
AN: Dia 14 foi anunciado pela Galápagos que vocês conseguiram trazer uma novidade, o TCG Pokémon em inglês. Como está sendo recebida essa novidade?
Ade Ferrari: Ontem às redes sociais da Galápagos estavam fritando de mensagens, desde pessoas comemorando, porque tem produtos que a gente ia trazer que a galera nunca teve acesso no Brasil. É sempre a chegada de um produto mais massivo que já está estabelecido no mercado, ele é apoteosico.
A gente falou muito sobre transformar o TCG que é o Trade Game, em pilar. Então, seremos o distribuidor oficial da parte em inglês do Pokémon.
Desde a pokebola, que vem com booster dentro, até box especial, que não vem pro Brasil. Então, tem muita coisa aqui que a galera tá certa em comemorar, em se empolgar.
A partir de Março para Abril, começamos a trazer os produtos para as lojas.
AN: Podemos dizer que durante a Abrin, maior feira de brinquedos da América Latina, vai ter mais spoilers sobre Pokémon?
Ade Ferrari: Não (risos). Nosso foco em Pokémon inglês é mais por hobby. Nós conseguimos algumas concessões de ter Pokémon pela Amazon e em algumas livrarias em específico, mas em português é para um mercado mais massivo. O de hobby, normalmente, é de um pai que vai com o filho indo para uma loja de hobby, passando o costume e a nostalgia. Aqueles que compram como brinquedo, normalmente vão adquirir da própria língua por ser mais fácil.
AN: Pokémon é uma franquia japonesa muito conhecida. Existem outras franquias muito conhecidas japonesas, como: Dragon Ball, One Piece. A Galápagos Jogos tem o interesse de trazer?
Ade Ferrari: Interesse, sim. TCG é pilar para Galápagos, mas não iremos trazer apenas por trazer.
No TCG é lançamento frequente, ativações em loja, um trabalho consistente a longo prazo. Então todo jogo de cartas colecionáveis que vier pela Galápagos terá consistência, limitando a quantidade de TCG que iremos trabalhar, focando na qualidade.
AN: Além dos jogos de tabuleiro e RPGs, a Galápagos Jogos também possui um catálogo de livros-jogos. Como a empresa enxerga o mercado de livros-jogos no Brasil, e quais são os planos da empresa para expandir sua atuação nesse segmento?
Ade Ferrari: No RPG, estamos trabalhando no portfólio muito forte e que conseguimos trabalhar. Por tanto, devemos trabalhar ambos, assim como o TCG, eles precisam de continuidade e atenção com a comunidade; não é também como o board game que você traz uma novidade e deixa.
Nosso plano é que os três pilares tenham muita consistência, para chegar aos novos lançamentos.
AN: A Galápagos Jogos tem se destacado pela qualidade de seus produtos e pelo cuidado com a experiência dos jogadores. Quais são os principais diferenciais da empresa em relação à concorrência, e como a empresa pretende manter e aprimorar esses diferenciais nos próximos anos?
Ade Ferrari: A grande diferença é que a Galápagos vem se estruturando para ser uma empresa autônoma, uma empresa que funciona com pilares muito bem definidos.
Há 6 anos atrás a empresa tinha 30 funcionários e atualmente está com 85, é uma “PG” de crescimento que é um desafio para fazer tudo muito bem. Claro que houve tropeços pelo caminho, adaptações e hoje estamos muito focados em ser uma empresa consistente.
Enxugamos portfólio, nivelamos a quantidade de lançamentos; o modo que entramos na Amazon, brinquedeiros, Mercado Livre, no hobby; como tudo se equilibra em estratégias diferentes.
O que dá para esperar da Galápagos Jogos é uma contínua profissionalização.
Para crescer, as pessoas tem que entender que existe esse mundo. Elas precisam saber, ter condição, entrar na loja, pesquisar na internet informações, influenciadores fazendo conteúdo, um cenário para fazer a coisa acontecer; não é só uma caixinha interessante.
AN: Hoje, sábado dia 14 de Fevereiro, com tantos lançamentos incríveis. Qual deles você considera seu xodozinho?
Ade Ferrari: Tenho até alguns xodós que são jogos que ainda vão ser lançados, mas o que temos aqui hoje, é o Senhos dos Anéis – Jogos de Vazas. É um jogo de carteado de Senhor dos Anéis, meio vitral, ele é incrível para jogar, rápido e uma das franquias da minha vida. Ele tem um preço incompetível e lindo de encher os olhos.
AN: Entre os brindes há uma stress ball do jogo “Happy Mochi”, que é um jogo fofo que todos podem jogar de uma forma diferenciada. Como estão sendo as reações?
Ade Ferrari: Tem um conflito bom que está acontecendo, que é: a pessoa que é do hobby mais antiga, olhar para um Happy Mochi e dizer “isso é infantil, um joguinho bobo”, mas não é um jogo bobo. Ele é familiar, que pode jogar com família ou amigos, só que de uma forma fofinha e inteligente. Ele tem um desafio para o meu cérebro e é fofinho, tendo um conflito das gerações que vão entrando sem as pessoas perceberem.
AN: Vocês estão há 15 anos na Galápagos Jogos, ano que vem terá mais Galápagos Experience, a deste ano houve um estouro entre os públicos. O que podemos esperar para a próxima?
Ade Ferrari: Na edição passada, tivemos cerca de 300 ingressos vendidos e nesta edição ultrapassamos 400, que já pegam um pouco mais do que 30% de crescimento.
Chegamos num formato onde conseguimos estabelecer pontos importantes, como: todos sentados jogando, onde no máximo 15% estará circulando para conhecer o local, a maioria está jogando; dobramos o tempo de evento, é uma experiência onde temos loja, café e batatas-fritas sendo distribuídas, uma área lounge para produtores de conteúdo e imprensa; conseguimos entregar um universo que devemos ficar neste tamanho.
Existe local para crescer, colocar mais mesa, aumentar alguma coisa ou outra, mas não vamos olhar para crescer localmente, vamos focar em deixar um pouco melhor e pegar problemas que tivermos para resolver. Trabalharemos também para baratear o ingresso, para equalizar e fazer o momento muito forte e otimizar.
Sou Mariana Mantovani, estudante de comunicação social - Jornalismo do 5° semestre.
Redatora colaboradora do website Alternativa Nerd, trabalho realizando roteiros, resenhas, reviews, fotografias, pautas e matérias além de coberturas de eventos como BGS, CCXP, Anime Friends, Cabines Imprensas, Coletivas e entrevistas.