RP002 - Imperatus 2
O dia se passou mais lentamente que o normal. A Sacerdotisa ficou a maior parte do tempo quieta, olhando o continente se afastar cada vez mais. Ayrê ficou o tempo todo ao seu lado, calado. De certa forma dava uma sensação de perda em ficar vendo sua terra natal se afastando. Com o cair do fim da tarde, Dullue sái do seu quarto comos cabelos todos desarrumados. Ela vê a movimentação toda e se aproxima da piscina. Kanon e shokker viram que vão precisar arrancar a solda que fizeram no cano se a pressão na saída de água quente embaixo da piscina ficar muito forte, eles notam a guerreira jogando água na cara. Shokker dá uma risada: - E aí irmanzinha? Isso são horas de acordar? Vai acabar ficando molenga! A guerreira vira lentamente para os dois encanadores com suas roupas de trabalho (eles receberam um macacão e um boné cada. Um verde e outro vermelho). O sorriso mostrava mais os dentes que o normal – Venham comigo! Vamos procurar alguma coisa bacana nesse barco! Os três saíram apenas acenando para o mago Aegnor que fez um gesto qualquer enquanto assinava as cartas de entrega de material. Uma pilha de papéis desarrumados se juntava na mesa enquanto várias mithras passavam com caixas, bolsas e deixavam os documentos na mesa defronte ao mago. Ao longe, Ayrê acenava para que não fizessem barulho “ ..Ayala está durmirndo..”. O menestrel ficava num barquinho tocando repetidamente uma monótona melodia.
Uma imensa caixa de vidro com vários peixes coloridos entrava lentamente no setor. Selene olhava tudo mas ainda estava com as expressões dos nobres humanos na cabeça “...Eles sorriam mas seus olhos passeavam pelas curvas de Ayala e buscando marcas, runas, sinais, jóias... As mulheres emanavam apenas uma inveja quase palpável, mas tinha uns dois...Os que estavam fumando na janela...um era claramente um militar...devia ter uma ferida mal-curada no braço, pois não o movia bem e o outro eu não prestei muita atenção..olhos claros..loiro...” Os pensamentos da ninja foram interrompidos por uma mithra com alguns papéis nas mãos. - Aqui...Você é a encarregada aqui? Já descarregamos as coisas lá no quarto grandão. Temos que ir embora - ela riu – Cerys tá ficando para trás e queremos voltar. Antes que Selene faça algum movimento, a mithra deixou os papéis nas mãos dela e foi embora chamando as outras. Logo um monte de mithras vestidas exatamente iguais se aglomeravam na saída enquanto um jovem elvan quase chorava numa mesa repleta de documentos.
> Ayre tenta fazer o melhor que pode para levar Ayala para o quarto, sem tocar com suas mãos diretamente nela, a deixa deitada na cama e sai do aposento (evitando fazer barulho)
> Kanom olhava aquilo tudo, olhava o Shokker indo com a guerreira, suspirava fundo... e suspirava fundo novamente. logo passava a mão no rosto deixando a franja dos cabelos, agora negros, pra cima. -Cara... quando que eu fiquei tão responsável? a convivência com o Mago de bordo está me fazendo mal. vou dar um jeito naquele cano. > Logo ajeitava o boné vermelho na cabeça, havia escolhido o vermelho com medo do Ayre pegar. Pensava em chamar o monge de cabelos de verdes, mas lembrou das faixas na sua mão, talvez a queimadura que Kanom imaginou que o monge teria não iria deixar ele ajudar no reparo, suspirava novamente e descia para refazer o trabalho. Apesar das ferramentas no braço prefiria usar as de uma caixa de madeira para entrar no clima de encanador.
> Ayre vai pra perto do Kanom e se senta perto do mais novo encanador do grupo - Dully e Shokker sumiram, pensei que você iria com eles...
> "Iria... não sabe como eu queria beber uma cerveja, comer carne... não aguento beber essa água com flores que eles chamam de bebida e salada. preciso de sustância. E você? me conte o que houve com sua mão?" Kanom agachava em frente a maleta de madeira a abrindo e via abrir pequenos subcompartimentos juntos ele olhava a situação e pegava a ferramenta adequada para executar o trabalho. Levantava a ferramenta para cima. - É essa! ah, desculpe...
> Ayre olhou pras mãos enfaixadas, pensativo, até que parou de vegetar quando Kanom achou a ferramenta - Então... eu acho melhor não mostrar agora, mas digamos que... minhas mãos não são mais como antigamente. Após um longo suspiro o dragoon olhou para o Kanom, mais sério do que antes: - Consegue prestar atenção e fazer o trabalho decentemente?
> O pirata sorria enquanto começou a trabalhar ainda sim estranhando a seriedade do monge. - Claro, sempre tenho ouvidos para uma boa e longa história.
> Mais alguns minutos de trabalho e Kanom nota que um cano soldado não pode ser aberto sem quebrar a solda. Ao menos não tá mais jorrando água para todo lado. Na enorme piscina, já se conseguia ver os peixes coloridos em toda parte.
> Ayre começa a contar a história, com direito a muitas onomatopeias, evitando falar muito alto. Faz uma pausa apenas quando uma serva mithra vem entregar chá gelado de flores. - E então, Kanom, foi assim que minhas mãos deixaram de ser minhas...
> Com mais uns vinte minutos, novas batidas na porta. Cerca de uma hora, a sacerdotisa terá de acordar para fazer suas obrigações divinas. Kanon pondera se deve ou não mexer mais na porcaria do cano alto enquanto Ayre vai abrir a porta - um grupo de mithras com uniformes e caixas de entrega.
> Aenor já imaginando que seu real alinhamento magico pudesse causar problemas as lady Ayala, resolve ter uma reunião com ela e o concelheiro para revelar seu segredo. A reunião aconteceria a portas fechadas.
> "Entendo.. teve tudo isso, você realmente ama Dullue haha" Kanom ria das onomatopeias.Logo, olhava o cano, e lembrava que precisava levar cristais de fogo para o Mago antes que ele explodisse algo usando o de água. - Ayre, não deixa ninguém entrar - Kanom pegava um dos cristais que haviam ali, e corria para o quarto de Aegnor, o encontrando na porta do quarto de Ayala. - Aegnor. venha aqui, preciso de sua ajuda para secar o braço antes que dê problemas - A cara de Kanom faria o mago imaginar alguns vários xingamentos.
> "Kanom, tem q ser agora, eu gostia de ter uma conversa com lady Ayala, uma toalha lhe ajudaria mais q eu..."
> Na porta, Ayre faz uma série de perguntas pras mithras: "Quem são, o que trazem, quem mandou, pq não entregaram tudo de uma vez"
> Aegnor pega uma das toalhas disponíveis e leva para Kanom.
> Com Aegnor perto, Kanom fala em um tom que só os dois possam ouvir, lhe mostrando entre os dedos o cristal de fogo: - Olha o que encontrei, isso ira lhe ajudar certo? Espero que não estivesse na porta da Ayala para revelar algo. sabes que seria banalizado entre eles.... - Pega isso e vai pro quarto - Kanom entrega e volta ate Ayre para voltar aos consertos.
> "Como assim quem somos nós?" - as mithras ficaram com uma cara curiosa. - Só existe esse nosso grupo de entrega e não viemos aqui antes.
> Com um sorriso amável, Aegnor pega a pedra e diz: - Kanom você sempre me surpreendendo... Sei quese ainda se sente culpado pelo meu sequestro, e por isso zela por minha segurança, eu, mesmo ressentido, admiro e prezo muito por esse elo que nos uni. mas não posso ignorar a frágil situação de lady Ayala, ela salvou nossas vidas, não posso colocar a posição que ela ocupa em risco sem que ela tenha consciência disso. Além do mais, estou certo que aquele velho sabe algo sobre meu passado, me sinto sufocado com seus olhares me perseguindo a cada canto que vou... - Mantendo o tom de voz de Kanom
> Ayre sai correndo da porta, passa por Kanom chegando nela - Segura elas na porta! O dragoon corre até o comodo em que as outras entregas foram deixadas anteriormente
> Dava o dedo do meio para o mago até subir de vista, ao encontrar Ayre dava um high five ( OFF: só ora constar, o high five com o braço direito) , encontrando as mithras, o nurian ofegante sorria. - Ora ora. O que as gatinhas vieram fazer aqui? Uma visita particular? Não podem entrar está em reparo. Deixe as caixas jaja as chamo.
> Ayre bate na porta do quarto grande que as mithras anteriores descarregaram e entra logo em seguida
> O "quarto grande" é o quarto que a sacerdotisa está dormindo. A porta esta trancada por dentro.
> O dragoon arromba a porta - Ayala?
> Enquanto isso, as mithras estão com cara de tédio para kanon. " e aí? Se nao querem as mercadorias é só nos liberar. Já tá de noite sabia? "
> "O que são?" - Kanom olhava para as caixas enquanto também tinha cara de tédio, pensava onde estaria o Verde. Relaxa, o verdinho só foi ver se precisamos de algo mais.
> A sacerdotisa está na cama, assustada. Ao redor dela está ima centena de kunais contornando-a. Na parede tem um par de tantos na bainha.
> O quarto tem várias caixas, mas aparentemente todas estão vazias. Ayala está realmente assustada. Assim que o dragoon derruba a porta, ela até tenta reagir, mas apenas abraça Ayre e soluça sem falar nada.
> Ayre continua olhando ao redor, nos cantos escuros e no teto - Ayala... Milady, acho melhor redobrar sua segurança...
> Kanom tentava destrair a mithra com historias de um misterioso pirata chamado João Pardal e seu navio Cristal negro.
> Nada de barulho, a não ser o som das portas caindo. Aegnor kanon e selene correm e chegam a tempo de ver as coisas espalhadas. Selene vê os dois tantos na parede e caminha até eles. - Me parecem familiares... sim...eu os conheço. .. São as minhas armas de final de treino.
> Ayre passa um braço pela elfa, quase a abraçando, mas tomando cuidado com as mãos - Você consegue dizer o que aconteceu aqui?
> Aegnor não entende muito o que esta acontecendo. Ele vai ao quarto de Ayala, que era seu destino original.
> As mithras começam a fazer caretas e entregam os papéis para o pirata. Logo elas viram as costas e vão embora, deixando tudo ali mesmo. - já tá de noite cara...
> Ayala apenas fala que estava dormindo e achava que era selene quem estava na cama, ao menos se movia igual a ela
> Kanom pega o papel e procura ver o contratante. logo corre para o quarto para ver chegando neste leva a mão para a cabeça, chega a tempo de ouvir selene falar sobre as armas. - Que tal evitarmos de deixar os gatos dos vizinhos entrarem por aqui?
> Ao chegar no quarto, Aegnor: -O que aconteceu aqui?! Vocês estão bem?
> " Mas era apenas uma? Como ela saiu tão fácil?" - Ayre disse
> "Eu estou meio perdido, isso foi uma tentativa de assassinato ou é uma ambientação para um de seus 'préstimos'?"
> "Não... Havia um grupo aqui antes... trazendo coisas. não deixaram certificado de entrega ou assinatura. Se não foi isso, ela entrou com esse grupo de entrega. Ayala, alguma outra mithra ja lhe serviu... er... como a selene? Ela pode apenas ter se aproximado da maneira que você gosta, e como selene é treinada para isso não deve ter notado... ou esta mithra apenas observou demais..." - Kanom coçava a cabeça por baixo do chapéu vermelho com sua inicial.
> "Tem várias formas dela ter entrado... o que me preocupa é como ela saiu... isso, se saiu... " - Disse Ayre
> "Saiu com as outras mithras... temos duas opções. ou ela saiu do barco com os barcos de apoio. ou ainda está no barco com a nossa coleguinha da terra. A gente tinha que ter um jeito de ir la e escutar. Mas teria que ser agora, porque possivelmente a assassina esta reportando o feito. Ela vai tentar denovo. "- perambulava pelo quarto olhando a porta de madeira, torcendo por não ter que concertar aquilo.
> Ayre respirava fundo, com calma para se manter calmo enquanto Kanom falava - Só tem essas duas opções? Estamos em um barco gigantesco, Kanom... E o pior é que ela possívelmente não deve estar agindo sozinha. Devem ter outras tão habilidosas quanto e, pelo visto, conhecem a Selene...
> "Espera... pode ser estranho o que eu vou falar. Mas e se fosse uma humana? A gente pode apenas estar olhando pelo lado errado da situação. Ayala estava de olho fechado e imitar gestos não é dificil... bem, acho que isso não interessa tanto quanto quem é o mandante.... droga... - Kanom olhava para as estrelas através do vidro grande - Puta que caralhos!! Muitas possibilidades... Verdade... Espero que eles tragam Álcool para mim. Coçava a cabeça observando as estrelas e nuvens noturnas que ficavam ao longe lentamente - Pera, os barcos de apoio, também tem eles, mas a essa altura, se essa pessoa tiver usado os barcos de apoio para chegar aqui já deve ter voltado, não vai adiantar cortar a conexão... Se avisarmos ao Eric, ele vai suspeitar de mim e do Shokker. Kanom olhava os destroços procurando sinais da explosão, se havia sido causada por fogo ou magia.
> Depois de uns segundos tentando decifrar o xingamento do Kanom, Ayre abre um sorriso - Olha, vai dar tudo certo, é só pensarmos com calma...
> "Cara associados, por que não deixemos q nossos algozes venham a nos novamente? Analisem dessa forma: Quem realizou tal ato quer ver lady Ayala morta, se ela vier a publico, se o mandante estiver nesse navio não ficara contente com seu assassino e o enviara novante para terminar o trabalho mal feito ou por perceber que nossas defesas não lhe foram um desafio sua auto confiança o atrair de volta para terminar o que começou, a terceira possibilidade é que o assassino sera descartado e será enviado outro em seu lugar."
> Mago de Bordo, caso a pessoa que entrou nesse quarto estivesse querendo realmente matar a Ayala, já teria o feito. Fácil e rápido... As armas encontradas são de ninjas, assassinos... não falhariam dessa forma
> "E caso a lady não venha a publico a e os rumores de sua morte não correrem os corredores a incerteza levara o mandante a tentar constatar a morte de lady Ayala. Talvez um embate direto com alguém que possui as habilidades de Lady Ayala fosse um risco grande a ser corrido. Lembra que você e a felina sempre estão por perto. uma pessoa sensata não se arriscaria dessa forma se tivesse outro meio para utilizar.
> Ayre aponta pra centena de kunais na parede - Ainda acho que alguém queria ser vista
> "Ou garantir q todos no quarto fossem acertados... " - Aegnor se aproxima e verificar se existe aparentemente algum resíduo, nas laminas, que aparente o uso de veneno.
> Ou fazermos procurar ajuda externa... bom, pelos boatos, não existem ninjas fora da torre negra.. apenas Selene, se reportarmos um ataque de ninja, Eric levara Selene, diminuindo a guarda da Ayala. Seja la quem for que contratou, tem contato com a torre... não acredito que deva haver outra desgarrada.
[OFF: Algumas respostas - Não há veneno em nenhuma lãmina. Ayala fala que estava durmindo e acordou cercada de kunais. SIm, Kanon e shokker são os encanadores, então a tarefa de consertar a porta é deles (mas podem pegar um "como fazer" com o mago de bordo). A Sacerdotisa possui cerca de uma dezena de mithras além da Selene (que não é serva como as outras).]
[OFF #02: Ao lado da cama da Clériga estão os papéis da primeira reunião, alguns convites de chá (ela não pode simplesmente dizer "não") e cartões de trabalho artezanal. As gavetas da cômoda foram mexidas, as jóias em cima da mesa não foram tocadas. No grande banheiro tudo parece em ordem.]









