Tecerei, mui preguiçosamente, algumas considerações sobre minha treta recente em grupo fechado do ICLS, Instituto Cultural Lux et Sonolên... Sapientia.
1. Objetivos de um instituto cultural
Sendo um tipo de instituição comum no mundo muçulmano, um instituto cultural não tem o objetivo de realizar atividades de caráter confecional. É uma iniciativa dedicada ao estudo de ciências tradicionais, por isso o largo interesse em astrologia por parte dos membros do ICLS, com destaque para os conteúdos sobre cosmologia e simbolismo. Não é um objetivo desse instituto trabalhar as religiões em termos catequéticos. A acusação de o ICLS ser um agente islamizador é completamente injusta e inferida do interesse de seus prodessores/donos em religião comparada, ciência estabelecida por Fritjof Schuon, notório estudioso muçulmano e líder de tariqa. Este sim interessado nas políticas islamização do ocidente em conjunto com sua maior influência, Renè Guenon.
Feito o grosseiro resumo, é notável a extensão dos conhecimentos do prof. Gugu (cria de Olavo de Carvalho) nos campos de religião, religião comparada, símbolismo, astrologia, cosmologia e uma caralhada de assuntos que ainda não tomei conhecimento. Fora as aulas oferecidas por outros professores. Mas fica o aviso: para entender o que é veiculado pelo ICLS é necessário uma propedêutica, fundamentada no conhecimento de sua própria religião (se a possuir), acompanhada de práticas piedosas frequentes, o conhecimento de história das civilizações, o contato com o melhor da literatura universal etc, etc.
2. Da treta em si
Nunca gostei de grupos. Sem entender direito o que eu podia perguntar naquele, fiz meu questionamento a respeito de missa piedosa numa postagem de alguém e lá veio o Tales de Carvalho dizer que meu comentário era tapado etc, etc. Respondi, não satisfeito publiquei uma série de postagens em modo de zueira, ao que a pléiade de puxa-sacos reagiu. O melhor deles foi um vídeo de uma palestra de Olavo de Carvalho concedida à Hebraica, onde ele abordava a situação de Irael falando um moooonte de verdades incômodas para sua filharada iceletista.
Não queria que fosse assim, mas foda-se. Não tenho paciência, a essas alturas, p'ra me submeter a teste de melindre. Sabendo que eles evitavam mais que o diabo confrotarem o pai, resolvi fazer essa gracinha. Porque, afinal, ali não se pode justificar Israel, porque o Tales tem conhecidos palestinos que afirmam ter antepassados enterrados naquela região por 800 anos! Por essa lógica eu sou português e alemão simultaneamente.
E é isso aí.














