o amor não prende, ele liberta.
para mim, no momento, este é um dos ditados mais complicados de seguir. vejo-me em um impasse: continuo estagnado onde estou, tentando fazer algo que já perdeu o seu encanto acontecer novamente ou sigo em frente, deixando tudo para trás, deixando você para trás?
nós sabemos o quão danificados nós fomos por nós mesmos, mas também sabemos que nosso amor existe, que é um fato. mas será que vale a pena o desgaste?
eu costumava dizer para você que quem ama precisa deixar ir, de vez em quando. mas eu mesmo não tinha compreendido esse ditado, até agora. até esse exato momento, onde preciso escolher se devo te deixar ir ou não.
você me parece feliz sem mim. parece que está realmente tentando seguir em frente. parte de mim gosta disso, mas a outra parte odeia amargamente. a outra parte se contorce toda vez que sabe de você, toda vez que vê algo seu. é um impulso incontrolável e doloroso, que me consome em ansiedade e tristeza.
mas eu preciso te deixar ir se eu quiser ser feliz (e eu quero). não quero continuar sofrendo por você estar feliz, quero poder te desejar o melhor que o mundo e que as pessoas puderem te oferecer.
também não posso permanecer onde estou, nesse limbo de incerteza. a maior parte de mim tem certeza de que você não vai voltar, mas a outra ainda espera que você apareça montado em um cavalo branco dizendo que está tudo bem, que estamos curados e prontos um para o outro.
mas é mais que óbvio qual parte é a realidade.
eu sei que ainda te amo, mas nós já não pertencemos mais um ao outro. o nosso amor já foi maculado e não há mais o que possamos fazer em relação a isso. já fizemos de tudo e sempre voltamos ao mesmo ponto. Mário Quintana já havia dito que o amor é isso: não prende, não aperta, não sufoca. porque quando vira nó, já deixou de ser laço.
então vou praticar o que todos esses ditados disseram, porque acredito ser o melhor para nós. o melhor para mim e para você, separadamente.