Eu me importo. Sempre me importo. Muito. Mas esse não é o problema. O problema na verdade acontece quando eu decido deixar de me importar. Porque eu sou melhor nisso.
As pessoas não parecem estar preparadas para ter alguém do seu lado perguntando se está tudo bem e tentando fazê-las sorrir o tempo inteiro - sendo amigos, enfim. Elas simplesmente desconfiam, "porque o mundo é cruel e pessoas boas só existem em contos de fadas". Deixe eu contar uma coisa: eu acredito em contos de fadas. Talvez eu seja um. Talvez seja tolice, afinal eu pareço ser a única que acredita nessas coisas. Então eu decido parar de me importar e eu sou tão boa nisso que consigo estar perto o tempo inteiro e não dar a mínima. De modo que mesmo a pessoa mais próxima só perceberia que eu estou longe depois de eu ter alcançado um pólo de distância da mesma. E, de repente, quando as pessoas percebem minha distância, elas tentam consertar as coisas. Tolas. Lentas. Agora eu me tornei independente, e que tipo de pessoa independente procuraria por dependências? Eu não tenho o costume de me auto elogiar, na verdade, na maioria do tempo acontece o contrário. Mas eu sei que sou uma boa amiga. Também sei que sou boa em ser indiferente. Então, apenas tenha cuidado.