#SerLinguagem | "Zonas Abissais", Lisiane Forte. #Fortaleza: @aliaseditora. 2019. 88 p. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ❝O que sei é que a palavra é, sobretudo, nômade. Sai das coxias e ganha as cidades, voluptuosa, desgrenhada, descabelada, a palavra que foi dita.❞ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ No apagar das luzes de 2019, escolhi ser acompanhado pela poesia e pela poesia de uma escritora e pela poesia de uma escritora cearense. A poesia de Lisiane Forte nos apanha em superfícies rasas e não nos deixa perceber o exato instante em que os pés já não podem alcançar o chão. E quando olhamos para seu texto, assustados com a profundidade, o eu-lírico nos diz que navegar é preciso e que navegar só é possível com profundeza. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Vamos, portanto, adiante, sem a prudência de quem lê um texto para criticá-lo, mas com a entrega de quem se deixa envolver pela potência dos versos, das ilustrações, das fotografias, do projeto gráfico e, sobretudo, do conjunto da obra. E, para a epígrafe do post, um poema sobre a palavra e sobre a palavra não ser propriedade. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Cearense, escrito por uma mulher, publicado por mulheres, parte de uma corrente que publicará os textos de outras mulheres, escolho a companhia de Zonas Abissais para encerrar as atividades de 2019 porque o ano não foi fácil, longe disso, mas continua havendo motivos para re-existir, continua havendo pelo que lutar, continua havendo algo bom pelo que esperançar. E é preciso que, mais uma vez, estejamos de mãos e corações dados. E que 2020 nos encontre assim. Avante! \o/ (em Blog Ser Linguagem) https://www.instagram.com/p/B6wECQ7FS8d/?igshid=14sqd0rv8m949












