Hoje me ocorreu que o tempo vai se esvaindo sem que eu tenha o mínimo controle.
Essas verdades normalmente me vem assim, como um soco no estômago ou uma batida de dedinho na quina, abruptas e sem que você se prepare para isso.
E não há o que se fazer a respeito, não há como retornar, fazer o tempo desperdiçado voltar, não dá nem para saber se amanhã vou conseguir ser “alta performance”, sabe!
Vivemos uma era de…
Você pode tudo!
Faça mais!
Você é capaz!
Deixa de corpo mole!
E quem disse que se tem que dar conta de tudo mesmo?!
Bem, não é porque o você se deu o dia de folga que você é incapaz moça!!! Mas e o tempo?
Ele está escorrendo, sumindo!!!
E como eu vou transformar o mundo, como eu vou fazer o básico, se eu passo tanto tempo pensando no tempo???
Éh garota, melhor, éh mulher, ser madura, ser adulta, é isso!
É chorar e se consolar!
É gritar em silêncio!
É fazer a tal da autoanálise!
É dizer mentalmente (e as vezes em voz alta) caaalllmaaaaa!
E o que eu sei é que enquanto escrevo, o tempo continua escorrendo, como uma torneira com defeito, e talvez, por eu pensar tanto nisso, eu é que esteja com defeito!














