A difícil missão de Ganhar bem Fazendo o bem
Nós costumamos dizer nas nossas apresentações que temos uma idéia inovadora e uma revolucionária. A inovadora trata da nova forma de fazer comércio eletrônico através das redes sociais que vamos concretizar através do Camboo. No entanto, a verdadeira idéia revolucionária é usar o poder do consumismo e a indústria multi-bilionária do e-commerce para todos possam contribuir para um mundo melhor. Ou seja, ganhar bem fazendo o bem.
Quando eu comecei a Ahimsa, pensei que o fato de perseguirmos um objetivo social ao mesmo tempo que perseguimos o lucro ia nos ajudar, pois tanto as pessoas que querem fazer o bem quanto as que querem ganhar bem iriam ficar interessadas pela idéia.
No entanto, o que aconteceu foi exatamente o contrário. Os empresários e empreendedores tradicionais acham que "esse negócio de missão social é besteira, é só uma desculpa para as empresas não darem bons resultados". E o pessoal do setor social acha que estamos "usando a missão social para ganhar dinheiro". Até a comunidade dos negócios sociais não está nos reconhecendo como um deles pois o paradigma vigente sobre negócios sociais são os que são feitos ou POR pessoas de baixa renda ou PARA pessoas de baixa renda.
Na Ahimsa nós temos um paradigma diferente. Nossos produtos não são feitos POR ou PARA pessoas pobres, mas POR e PARA qualquer tipo de pessoa. No entanto, o grande diferencial e a grande contribuição de nossos produtos será permitir que as pessoas optem por alternativas em que TODOS GANHAM COM ISSO. Nós vamos criar ferramentas para aproximar as pessoas das causas sociais e permitir que contribuam a partir de atitudes simples como comprar um produto pela internet. Sendo assim nós vamos criar e alimentar círculos virtuosos, e esse é o segredo para a sustentabilidade financeira e a contribuição social do nosso empreendimento.
O "Ganhar bem fazendo bem" é uma idéia revolucionária. Se conseguirmos provar que é possível ganhar bem fazendo o bem, todos vão querer fazer o bem para poder ganhar bem. Então, a intersecção do setor social com o setor com fins lucrativos é uma revolução anunciada que vai criar um novo jeito de se fazer negócios e um novo jeito de se fazer filantropia.
Contudo, enquanto está revolução não chega e o mundo do 2o e do 3o setor não se encontrarem, está sendo muito difícil continuar, pois não estamos conseguindo apoio de nenhum dos mundos. Então, o que devemos fazer? Abandonar a missão social e virar uma empresa comum ou abandonar o potencial de lucro e virar uma ONG comum? Enquanto a revolução do "Ganhar bem fazendo o bem" não acontece, nós estamos em um limbo. Mas ela vai chegar, e quando o fizer, nós da @ahimsasocial estaremos na crista da onda!





