Sua avó sempre contava história dos velhos tempos, quando não existia “a bobagem de almas-gêmeas”, segundo ela. Pareciam dias divertidos quando a ouvia tagarelar sem parar sobre sua juventude, mesmo distante daquela realidade, por vezes se pegava imaginando como seria conhecer sua esposa da forma antiga, teria que no mínimo fazê-la gostar de si, para que então se apaixonasse e mesmo assim não teriam certeza se aquele era o caminho correto, por isso existiam tantas separações no mundo antigo. Não seria um bom universo para Asper, era muito tímido e inseguro para conhecer a garota perfeita e fazer com que ela gostasse de seu jeito estabanado, por isso preferia os dias atuais, mesmo que cruel para alguns que acabavam sentido paixão por alguém que não fosse destinado.
No dia de sua formatura em Hogwarts descobriria o nome da mulher da sua vida, imaginava de que país ela seria ou qual seria sua aparência, saberiam ao menos falar a mesma língua? Ela se importaria com o cabelo desgrenhado impossível de arrumar? Em que lugar morariam? Eram muitas perguntas importantes cercando a cabeça do lufano que sempre estava se preocupando demais antes da hora.
CINCO ANOS DEPOIS:
Os momentos de extrema confiança de Macmillan eram raros, ao menos com Nikki sempre tinha certeza de tudo, sentia-se amado por completo e amava na mesma intensidade. Nunca esperava que sua alma-gêmea fosse justamente sua melhor amiga, alguns de seus amigos precisaram viajar para lugares distantes, mas ver o nome de Nikolina sair das chamas azuis parando na palma de sua mão seria um momento para recordar eternamente, nunca fora tão feliz.
Continuavam com suas rotinas de viagem, todo ano ao menos um lugar, e naquele ano quis voltar até a Grécia, o lugar em que se conheceram quando ainda eram apenas amigos, voltar a sentir a areia esbranquiçada com os pés descalços e relembrar os bons momentos. Não apenas relembrar, queria criar novos momentos, e um novo em especial. Lembrava exatamente do local em que estavam naquela noite estrelada e foi ao chegar lá que se ajoelhou.
“ —— Nikolina Saggita Krum, todo dia que eu acordo ao seu lado eu sei que vai ser um dia bom porque é impossível te olhar e não sorrir até que as bochechas estejam doendo. Você é a mulher mais bonita que já conheci, nem acredito que a tenho pra chamar de minha, sei que o universo conspirou para que estivéssemos aqui agora, sem passar por grandes problemas porque o amor de verdade é assim: simples. Não há dor, não há ressentimento e nem arrependimento em nada do que passamos juntos, repetiria tudo outra vez e faria as mesmas escolhas, ler seu nome naquele pedaço de papel mudou minha vida pra melhor, você nunca vai estar sozinha enquanto eu estiver vivo, aliás, nem depois disso, vou te cuidar aonde quer que eu esteja e sei que você faria o mesmo, até porque você é quem cuida mais de mim. Precisamos um do outro, isso não é segredo. Aceita casar comigo? Por favor diz que sim porque foi muito difícil fazer esse discurso sem chorar ou gaguejar.
Fazia umas noites que Will não dormia em casa. Ao contrário do que suas alunas pensariam se soubessem, ou do que ele realmente gostaria que estivesse acontecendo, o bruxo virou as noites caçando por informação sobre a antiga organização do MACUSA com a qual sua mãe trabalhou. Não era nada demais, apenas algumas pesquisas por nomes, datas e lugares.
Acabou hospedando-se em um hotel trouxa no centro de Londres, e por ali ficou durante todo esse tempo. Era mais fácil e não precisava arrumar sua cama de manhã. Na verdade, até imaginou como seria morar em um hotel e, por segundos, a ideia o agradou de uma maneira até mesmo terrível.
Estava descendo do seu quarto para jantar, quando um rosto antigo e uma silhueta sentada no balcão o intrigou. Encarou por um ou dois minutos e só então se deu conta de quem era.
“Se tem uma coisa que eu detesto é ver uma moça almoçando sozinha. Me dá uma puta sensação de desconforto” comentou enquanto apoiava o braço no balcão do pub, deixando com que o braço quase esbarrasse na taça de vinho que acompanhava o prato da garota ao seu lado.
Fazia muito tempo que não a via, cerca de um ano, quando saiu da faculdade, formado ao lado do irmão de Nik. Quando ainda estudava, era normal encontrá-la, já que vivia indo para a casa de Krum. Na época, Nik parecia tão jovem e ingênua (mesmo que ele nunca tenha acreditado nisso), e hoje, olhando para ela depois de meses que se passaram, não reconheceria se não fosse pelos traços marcantes. Abriu um largo sorriso. “Uma mesa para dois, por favor” disse ao garçom, e fez questão de olhá-la em seguida. “De todos os bares to mundo todo...” esperou que a morena se levantasse para dar um abraço apertado.
O que eles mais gostam da sua muse: O que? Dá pra desgostar de alguma coisa?Mas sério, Nikki é incrível, ela é aquela amiga para todas as horas. Quer beber até cair? Oi, Nikki. Quer bater papo aleatório. Oh, Nikki, tudo bom? Jogar quadribol? KRUM, Nikolina. Anyway, qualquer coisa ela é uma ótima companhia e adoro por isso.
O que eles odeiam da sua muse: Se achar algo para odiar então você olhou errado!
O que sua muse é para ele: Amiga, irmã de casa, de time e, I mean, quem raios nunca teve crush em Nikki Krum? Hello?
Uma opinião geral sobre sua muse: Maravilhosa e quando eu digo maravilhosa é porque a pessoa é M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A. Me entendeu?
Algo que eles gostariam de revelar a sua muse: Garotona da porra!!!
ORION
Sua primeira impressão: Quero ser amiga desse cara!
Sua impressão atual: I DID IT!
O que eles mais gostam da sua muse: Eu amo a paz do Ori. Só de chegar perto eu sinto essa paz e olha que eu sou eufórica. Não sei explicar, mas adoro isso, continua sendo assim, Ori!
O que eles odeiam da sua muse: Não encontrei nada para odiar
O que sua muse é para ele: Amigo, sem dúvidas, sem mas
Uma opinião geral sobre sua muse: Orion é uma pessoa gente boa e que acho que todas as pessoas deveriam ter como amigo porque não é aquela amizade que consome ou que é meio forçada. Além de que... cara, já viu ele dançando?
“ —— Isso tecnicamente é verdade, mas não é motivo pra eu deixar de sair com você e sair com ela. Hoje é a nossa noite, prometemos sair ao menos uma vez a cada quinze dias, não? —— A amiga de Asper terminava de escolher alguns livros antes do moreno ajudar a fechar a loja, a expressão de Krum por ter que ficar ali no aguardo não era das melhores e só piorou quando a outra convidou Macmillan para sair. —— Você já pode sorrir agora. —— Sussurrou apenas para Nikki ouvir, era estranho vê-la assim por outra garota quando sempre se considerou a pessoa inferior daquela amizade, afinal, Nikolina era popular, bonita e com um grande círculo de amigos, talvez fosse egoísmo da parte dela não querer que Asper também tivesse a chance de aumentar seu círculo social, mas não falaria isso pra ela, nem agora nem nunca. —— Você fica mais bonita quando sorri.
Someone is jealous/hurt + “I just want to let you know that I love you. A lot. Never forget that.”
Enganado estava quem pensava que garotas de vida livre como Magdalena não poderiam ter o coração partido. A prova viva disso era a testemunha da situação, também conhecida como Nikki, que agora tinha a cabeça da irmã mais nova sendo acariciada em seu colo. Após despejar a história do acontecimento entre lágrimas e soluços para a mais velha, Maggie rendera-se ao choro e ao silêncio, limitando-se a murmúrios tristonhos. “I just want to let you know that I love you. A lot. Never forget that.” Nikki falou, e ao ouvir a voz da irmã, Maggie ofereceu a ela um sorriso fraco, um pouco triste, mas sincero. A relação que haviam criado em tão pouco tempo era indescritível, e Magdalena já não sabia mais viver sem ela. Ela sabia que relacionamentos íam e vinham, e que a família sempre ficava; mas, afinal, ela ainda era somente uma adolescente, e um coração partido era uma das piores coisas que poderia lhe acontecer. Ainda com a voz tristonha, porém com uma leve pegada de brincadeira, Maggie respondeu a irmã, erguendo-se na cama apenas para repousar a cabeça sobre o ombro da mais velha “I know... And I love you too, sis. It’s just that... You’re not him.” e não tardou para que seu riso voltasse a transformar-se em lágrimas novamente.
Nikki, você não vai se arrepender. ----- Ariel nunca levava garotas em seu quarto se não fosse para estudar ou jogar vídeo-game. Naquela noite, Nikolina Krum estava lá para jogar um dos seus jogos favoritos com direito a cobertor, pizza e muitos doces da Dedos-De-Mel. ----- É um jogo do The Walking Dead. Vai dar alguns sustinhos, mas você vai gostar!
Apesar de gostar, Link não era exatamente louco por doces. Comia quando dava vontade. Mas a coisa mudava quando ficava de larica e precisava de algo pra encher a barriga, como era o caso agora, saboreando o pão de mel que a garota havia deixado desprotegido — então não devia ter demorado tanto, até parecia que estava guardando pro café da manhã — provocou, brincando.