strange way of life doesn’t come to australian cinemas til august so someone in spain needs to do me a fucking solid

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strange way of life doesn’t come to australian cinemas til august so someone in spain needs to do me a fucking solid
Just listened to: “Major Lazer Presents: Give Me Future (Music From And Inspired By The Film)”
Featuring the following tracks:
Major Lazer featuring DJ Maphorisa, Nasty C, Ice Prince, Patoranking and Jidenna - “Particula”
Valentino Khan featuring Sean Paul - “Gold”
Diplo featuring MO - “Get It Right”
Walshy Fire, Sillva and Beatwalker featuring DJ Blass - “Dangerous”
Jillionaire featuring Bunji Garlin - “Warriors Love”
Major Lazer featuring MO and DJ Snake - “Lean On (Demo Version)”
Orishas - “Represent”
Herizen - “Get Free”
Major Lazer featuring MO and DJ Snake - “Lean One (Havana Maestros Version)”
Adonis and Osain Del Monte - “Pa’l Monte”
Orishas - “A Lo Cubano”
Major Lazer featuring Azaryah - “Love Life”
I.A. - “Progreso y Bien (Version Noche)”
[This CD is currently only available via digital download.]
Sillva Zoldyck
Major Lazer - Jump (feat. Busy Signal) Sillva & Bombocat Remix [ La Clinica Recs Premiere ] by Sillva http://ift.tt/2AH85QQ
instagram.com/blackheartcrow
Podre Vida
Toca o celular mais ele não se apresa em atender, sabe muito bem quem é, ou melhor, oque é, uma mulher, por mais que ele não se lembre do nome dela ou muito menos aonde eles se conheceram, pelo menos sabe que ela queria que ele atendesse. Corre boatos que ele só é mulherengo porque não conheceu sua mãe, outros dizem que são problemas internos não resolvidos, porem, em minha opinião ele apenas aproveitava a vida. Sua semana começa na segunda- feira á noite pega seu instrumento de trabalho, o celular, fazia algumas ligações e pronto aparecia bebida, cigarros, drogas, narguilé e o principal as mulheres não importava muito o lugar, podia ser na casa de qualquer uma ou em uma praça qualquer. Ali então era o rei, todos riam das suas piadas, pegava quem queria. Porem tão rápido quanto se veio também se vai e quando ele se dava conta já estava sozinho deitado em algum banco, ele não achava isso triste ou ruim era apenas o seu estilo de vida, repetia para si mesmo como um mantra, pra que se lembrar do nome de alguém se no final ninguém vai lembrar de quem eu fui, apenas um bêbado qualquer.
Templos de Pedra
- Poxa vida muié, hoje descobri que Deus vivi em casas de pedra;
- Para de aresia homi, a igreja acolá das vacas, do compadre Joaquim é de barro.
- Eu sei muié, me alembro que acochei o barro, compadre joaquim ajuntou todas as comadres e os compadre daqui, cada um ajudou um pouquim.
- Abilolado, tá ariado é? Comé que Deus num tá lá se rezemo todos os domingo.
- Comadre vê se se aveste!
- Apois.
- Ontonte me aprumei todo, coloquei a alpercata que ganhei de mainha e me ateiei pra cidade, comé compra o cachete que ocê pediu, pois lá fui bater as sete freguesias e quando me vi tava numa biboca sem fim, mas num me abestei bati canela pra longe dali.
- bora homi, desembucha.
- Se aveste não, achei uma casa muito bem aprumada, cos vidros pintado, sabe muié, parecia até a casa de Deus.
- homi isso lá e verdade? Era aprumadinha mesmo?
-O se era, uns portão grandão e tudo pintadim, ageitadim, me senti cafuçú.
- Ora homi, ocê num tava aprumado.
- Tava sim, mas á gente de lá se apruma mais, cos colar, sapato bunitos, achei que num valia um cibazol.
- O dó do meu homi, venha, venha, comé fazer um cafoné,
- Oba muié, te amo muito.
- termina o conto, homi.
- Entrei na casa de Deus, sabe muié, e tinha o homi das orações, todo aprumado, assisti tudo ali do fundo mesmo, pá num chama muita atenção, as palavra que ele dizia era bunita, mas perto do final começaram a passar uma sacolinha, e ai todo mundo que tava lá começo a colocar dinheiro dentro daquela sacola, comé chegou minha vez, eu num tava intendendo muito não, mas compadre do lado disse que era pra igreja, uma doação.
- Homi, como doação pra igreja? Acho que te enganaram ein.
-Coloquei duas moedas lá dentro, num pode negar nada pra deus, mais ai o compadre do lado começo a caçoar ai falou assim: Se aveste não mais comé que vai fazer mais casas bonitas igual
essa pra deus com essas moedas. Muié! Na hora eu queria bater naquele cabra da peste. Mas me escapoli dali.
- Mais homi, se tava aprumado e tudo, mas a gente é pobre, porque que eles queria seu dinheiro pra fazer as casas de deus tudo bonitas, devia dar pra quem precisa.
- Poisé muié, mais acho que deus é mais importante demais que nois.
-Sillva
Sangria
Engraçado o fato de nos acharmos superiores aos outros animais apenas porque fazemos algo que eles não conseguem, nós pensamos, mas o que seria do homem que por escolha própria quis parar de pensar?
Carlos tem uma doença que pode ser facilmente notada, mas que não afeta em nada a sua vida, quando ele fica furioso seus olhos adquirem uma tonalidade amarelada, não é nada que o afete muito afinal ele é uma das pessoas mais pacíficas que eu conheci, enfim ele vive uma vida bem pacata trabalha de segunda a sábado, desde criança tem vontade de ser escritor, porem nunca conseguiu realizar, por preguiça mesmo. Todos os domingos ele sai com seus amigos, os poucos, aqueles que duram para a vida inteira, dentre todos eles a pequena Joly sempre chamou sua atenção, ele realmente á ama como sua irmã, se conhecem desde a terceira serie, se conheceram quando ela foi cercadas por umas meninas dois anos mais velhas que queriam roubar o lanche dela, porem apenas se viu um chute mau calculado que acertou nas costas da ruiva que parecia ser a líder dali, chute único dele que foi respondido por muito e muitos socos e ponta pés, aquela foi a primeira surra que ele levou, porem foi também a primeira vez que ele sentiu como é bom defender alguém, desde então ele sempre se sentiu no dever de protege-la como sua irmã mais nova.
Bate a mão no bolso de trás sente a seda a paranga de 20, nos bolsos laterais o celular e a carteira, munido de tudo que precisa dá um beijo na testa da mãe e sai para aquela mesma praça que sempre se encontra com eles, lá bebem, fumam, se divertem as poucas horas que todos eles se lembram de que ainda estão vivos, em dado momento fumaça sobe tomando por silêncio oque antes eram risadas alta, refletem, pensam, devaneiam, Carlos mais uma vez pensa na falta de coragem, em nunca ter realizado o sonho de ser escritor. Pouco á pouco todos vão indo embora, dessa vez Carlos fica até um pouco mais tarde deixando com que a Joly vá embora sozinha.
Passa Segunda, Terça, Quarta, Quinta e nada de alguma mensagem da Joly, estranho, aliás muito estranho, tanto que Carlos vai até a casa dela ver se aconteceu alguma coisa, pelos raios que partem o céu aconteceu, após muita insistência ela acaba dizendo, sabe Carlos eu sempre sonhei com a minha primeira vez, queria guardar para alguém especial, ela segura o choro, mais deus não quis assim, lembra do ultimo domingo? Enquanto voltava para casa, fui cercada por três homens encapuzados, que revezaram para me estuprarem, vez após vez, foi horrível pensei que ia morrer, desejei morrer e no final falaram que me conheciam e que se eu abrisse o bico eles matavam minha mãe.
Por um momento Carlos tentou esbouçar um sorriso achando que ela estava mentindo ou brincando sobre tudo aquilo, mais podia ser visto no rosto dela um misto de medo, tristeza e principalmente ódio, os olhos de Carlos tomam uma tonalidade amarelada, se eles te conhecem é porque são alguém próximo, vou descobrir quem são, te prometo – diz Carlos como uma voz serrilhada.
Perplexa sem saber oque pensar, afinal ela sabia que ele iria querer fazer algo ele sempre a protege, bem no fundo ela queria que ele fizesse algo, mas não aquilo, seria suicídio, Carlos não, por favor, não, só te peço isso, você vai acabar se matando, não faça isso- suplica veementemente Joly.
Devem ser aqueles moleques que moram naquele sobrado aqui perto, é, foram eles – Carlos se levanta e vai embora.
Fiquei sabendo de tudo, você não está sozinho, a gente vai ajudar – diz a voz pelo celular.
Tudo bem, eu vou ir hoje a noite lá – diz Carlos
Vou ver quem eu consigo chamar para ajudar, mais cara pode ter certeza que vamos arrebentar eles – dá para notar o tom de raiva na voz do celular.
Tá bom – Carlos fecha o celular.
À noite como combinado todos os quatros que compartilham da causa de Carlos se encontram na esquina do quarteirão munidos de canivetes, facas, um taco de beisebol e caminham até a casa. Enquanto caminham camuflados pela noite pode ser visto só os olhos amarelados que podiam ser facilmente confundidos com os olhos de um demônio.
Toc, Toc Toc, ecoa pela rua.
Quem é? – diz a voz atrás da porta.
Papai Noel, idiota – Retruca Carlos.
A porta se abre com um sonoro, filha da Puta, antes de terminar a frase sente um punho fechado acertando o seu queixo, se fosse um soco bem colocado teria sido mais que o suficiente para nocauteá-lo, mas com a força de Carlos ele apenas deu alguns passos para trás e caiu o suficientes para que todos entrassem, Carlos segura o taco com as duas mãos, abre um sorriso enquanto sobe o taco até bem acima da sua cabeça e desce com força na cabeça do homem caído fazendo um som como se ele tivesse batido em algo oco.
Olhando para o lado dá para ver a faca fazendo um semicírculo até terminar no pescoço de um moreno que tentava fugir, o golpe foi bem porco e não o matou de vez ele ainda ficou ali agonizando, vendo seu sangue sair do seu corpo.
A cadeira se quebra em vários pedaços ao acertar as costas do coitado que ainda tentava se levantar, seguido de vários chutes e socos, até que ele começa a tremer ali no chão.
Não dura nem sequer dez minutos até que tudo se acaba e a atenção de todos se volta para o canto, onde Carlos achou quem havia escolhido estuprar a Joly e bate nele sem um pingo de remorso;
Pare por favor, pare – suplica ele.
Ela deve ter falado isso enquanto vocês a estupravam, mas não, não pararam- disse Enquanto colocava a mão no bolso.
Por favor, não me mate, eu não matei ela, olha cara eu já aprendi não vou fazer de novo – ele fala isso embora no fundo já não vê mais muita chance da sair vivo. Matar? Claro que não, só que você tinha que aprender que não pode fazer isso- Carlos abre um sorriso no rosto.
Eu já aprendi, eu juro, nunca mais vou fazer nada – um pouco de esperança toma o coração dele.
Mais você não pode esquecer isso! – Fala Carlos virando as costas ainda com o sorriso.
Nunca, nunca vou esquecer – exclama ele.
Um movimento seco e rápido, pronto agora eu sei que você não vai esquecer isso, diz Carlos com as mãos sujas de sangue; meu deus, ai meu deus, você disso que não ia me matar- ele grita isso tomado pelo pavor e pela dor, acho que faria a mesma coisa se tivesse uma faca enfincada até o cabo no meu saco escrotal.
- Sillva