Pequenos Momentos, Grandes Pausas
Acabei de tomar um banho, coloquei a camisola de sempre e sentei aqui, na beira da cama, perto da janela. A persiana está só um pouquinho abaixada, o suficiente para eu ver o vento brincar com as plantinhas do lado de fora. Peguei o copo do Sméagol – que, parece tudo, menos o Sméagol. E enchi ele com uma cerveja bem gelada, exatamente como eu gosto. Enquanto tomo um gole, a voz da Elis começou a preencher o ambiente, e é como se a casa toda começasse a respirar com a música.
É um daqueles momentos que parecem desacelerar o tempo, como se o universo decidisse pausar sua correria desenfreada. E acho que, no fim das contas, é isso que me mantém inteira. Esses pequenos momentos de pausa, onde eu posso parar e sentir tudo de novo, sem pressa.














