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Papai ama demais kkkkkkkkkkkkk #somostodosmacacos #caionalin #dacewithdaddy (em Condomínio Recanto das Orquideas)
Somos Todos Macacos?
Como a maioria das pessoas, também achei sensacional a reação de Daniel Alves à tentativa de agressão racista que ele sofreu. Digo tentativa porque sua resposta desmontou completamente a agressão. Admiro as pessoas que têm a presença de espírito e a frieza que me faltam, para reagir de bate-pronto ao que é feito com a intenção de enfurecê-las. Infelizmente, eu me enfureço. Daniel Alves conseguiu humilhar o agressor.
Vi a foto e o texto que Neymar publicou. Gostei da iniciativa e concordo com o que ele disse. Se ele só queria se promover, de fato, não me importa. Acho mesmo que a melhor arma contra o racismo é ridicularizá-lo e encerrar o assunto. Pensei em tirar a minha foto comendo banana, mas comecei a ver a reação negativa de muitos amigos, pessoas a quem respeito profundamente. Acho que muita gente não entendeu o espírito da coisa, ou está preocupada com detalhes que, para mim, são irrelevantes. Adiei por alguns dias a foto que publico agora. Gostaria de dar alguns pitacos.
1) Racismo é um problema grave e precisa ser combatido. Isso é o óbvio. Mas, nestes tempos, é necessário explicitar o óbvio.
2) Vi gente dizendo: “Somos todos macacos? Ora, fale por você mesmo!”. O que significa “#somostodosmacacos”? Para mim, significa três coisas. Primeiro: como seres humanos, somos todos iguais. Eu, Daniel Alves, Neymar e o torcedor que jogou a banana compartilhamos a mesma natureza. Se o torcedor considera que Daniel Alves é um macaco, Neymar e ele próprio necessariamente também têm de ser. Segundo: somos todos solidários. Uma ofensa racista dirigida contra Daniel Alves me afeta como se fosse dirigida contra mim. Terceiro: somos superiores à tentativa de agressão. Não nos afeta. Se ele acha que ofende alguém chamando-o de macaco, vamos mostrar que isso é infantil chamando-nos nós mesmos assim. Lembrei de que, quando os nazistas quiseram identificar os judeus da Dinamarca ocupada, obrigando-os a usar uma faixa amarela no braço, o rei da Dinamarca disse que ele seria o primeiro a usá-la. Os nazistas não conseguiram massacrar judeus na Dinamarca.
3) Algumas pessoas criticaram a atitude do Neymar, especulando sobre sua motivação. Como disse, acho irrelevante a motivação dele e gostei da atitude. Não preciso comprar nada do que Neymar vende, não devo nada a ele, nem ele a mim. Sou a favor da liberdade de expressão de todas as pessoas, incluindo aquelas de quem discordo, aquelas a quem considero idiotas e aquelas que só querem aparecer. Estas últimas são as que menos me afetam. Na verdade, são completamente irrelevantes. Também defendo o direito de expressão das pessoas que se incomodam, mas não consigo compreender porque se incomodam.
4) Ouvi mesmo um boato de que Neymar tinha planejado fazer o que Daniel Alves acabou fazendo e transformar isso num grande evento midiático. Ele teria contado isso a Daniel Alves, que acabou aproveitando a oportunidade. Bem, se isso for verdade, me sinto um pouco menos diminuído. Eu também seria capaz de planejar alguma coisa para usar contra um adversário num momento oportuno. E, novamente, comer a banana foi um gesto político. Publicar a foto foi um gesto político. Julgo um ato político muito mais por suas consequências que por suas motivações.
5) A questão da camiseta do Luciano Huck. Não compro uma camiseta por R$69,00 em nenhuma hipótese, com ou sem banana, seja qual for a mensagem que transmita. E respeito completamente o direito de qualquer um oferecer o produto que quiser, pelo preço que quiser, desde que não viole nenhuma lei. E o direito de qualquer um de comprar esse produto ou de não comprá-lo. Luciano Huck pode vender a camiseta à vontade, não é problema meu. Eu não compraria. Se alguém quiser comprar, também não é problema meu.
#somostodosmacacos #weareallmonkeys #somostodosmonos #totssommonos
Revisado por Maíra Pires @mairamacpires
Somos Todos Macacos? was originally published on Reaçonaria
#SomosTodosMacacos Banana é fruta. Fruta é vida. Fruta é bom. 🐵🍌⚽️ #VieiraParaaRuaJá #PintodaCostaéDeus #PenaltyParaoPorto #PortoaCapital #LisboaaArder #PenaltyParaoPorto #PregonoPratoéMaisBomQueBitoque #ÀBeiradoTetraéMaisMelhorDoQueAoPéDoTetra #PenaltyParaoPorto #OlhoporOlhoDentedeAlhoporDentedeAlho #MacacadaEterna #PenaltyParaoPorto #EuSozinhoMais29FodiaBocaa30Mouros #VamosApelarÁViolênciaMasDepoisFazerPropagandaComUmaMeninaComCancroPoisoPovoÉOtário #PenaltyParaoPorto (em Maculusso, Luanda)
Somos Todos Macacos
José: “Maria, nós viemos dos macacos?”
Maria: “Não José, nós somos macacos.”
Não sei um dia este diálogo ocorreu assim, de forma tão simples e despretendida. Mas lembro-me bem como me senti quando Maria me disse que somos macacos. Sim, Silvia Maria me disse isso. Pra mim e pra outros pares de estudantes na aula de Ecologia Evolutiva Humana. Foi uma experiência magnífica. Lembro-me de estar bastante animado para o curso desde o começo. Era muito interessante aprender sobre Evolução das espécies e como tal processo se deu nos primatas, hominídeos e hominíneos. Mas nunca poderei me esquecer daquele fatídico momento. Após algumas semanas discutindo o assunto chegou o momento, grandes letras no slide perguntavam se viemos dos macacos e a grandiosa Silvia Maria trouxe a discussão para este tão polêmico e debatido assunto. “Viemos nós dos macacos?”. A minha ansiedade era tanta! Eu não podia esperar pra ver o que me esperava no próximo slide. Minha vida, de certo modo, dependia daquela resposta. E como em poucas vezes na minha vida, aquele sentimento eufórico de expectativa mesclava-se com uma grande paz interior. De alguma forma todo o conhecimento e reflexão que aquelas reuniões às quartas-feiras pela manhã traziam, somados a outras experiências daquela parte da minha vida, já haviam me convencido. Era uma sensação de confiança poucas vezes experimentada.
Após alguns minutos de conversa veio o próximo slide. “Nós somos grandes macacos!”. Boom! Aquilo sim foi uma explosão de sentimentos! E pensar que eu achava já ter tido experiências religiosas fortes. Aquela informação sim, me preencheu como nunca imaginei antes. Algumas pessoas dizem mudar quando desenvolvem um relacionamento com deus. Bem, eu tentei por muitos anos. E realmente mudei, pouco a pouco esse “relacionamento” me moldou. Mas chegou a um ponto na minha vida quando percebi que essa mudança não estava sendo necessariamente positiva. Porém, quando olhei pra mim mesmo, quando enxerguei o meu macaco interior... Essa sim foi uma grande mudança, uma grande e positiva mudança.
Certa vez um amigo me ensinou que a palavra “religião” vem de religare (latim) que significa “religar”, isto é, reunir, voltar a unir-nos com o sagrado, com deus, com aquilo que nos é [supostamente] supremo. Mas nada para mim foi antes tão “religante” como pensar no elo que eu tenho com toda a natureza, que todos viemos dos mesmos ancestrais. E lembrar que eu sou um macaco reforça essa ideia. Ajuda-me a olhar pra meus primos chimpanzés e bonobos com mais empatia. Ajuda-me a relembrar de quão parecidos sou com um gorila, que é negro, ou com um orangotango, que é ruivo. E quando penso nos gibões então! Eles são primatas mais basais que os hominídeos, mas já perderam a cauda como nós. Somos todos primatas. Somos todos macacos.
Todos os primatas citados se parecem mais entre si do que se aparentam com um mico-leão-dourado ou um babuíno, por exemplo. Logo, não faz sentido chamar o mico de macaco, o babuíno de macaco, o chimpanzé de macaco, mas excluir as pessoas desse grupo. Sabe aqueles joguinhos de lógica? “Risque o que estiver fora do grupo: vassoura, pá, panela, rodo”. Panela não serve para limpeza, logo, riscamos a panela. “Risque o que estiver fora do grupo: chimpanzé, ser humano, sagui, gorila”. Queridas e queridos, não há como negar. O sagui há de ser cortado dessa brincadeira. Ele é o mais diferente da história, não eu ou você!
Vi välkomnar GRAVIOLA! Från Amazonas till Frysdisken! 😍🌴🇧🇷🌞 Den gröna taggiga frukten med det magiska vita krämiga innehållet. Graviola är en fräsch frukt med en smak som påminner om jordgubb, vanilj och ananas 🐵💚Innehåller otroliga mängder vitamin C, B1 och B2 samt har en lugnande effekt, perfekt när man behöver varva ner! (MACACOS kallar den "Yoga i påse" 😉) Finns i frysdisken hos din närmsta Ica, om inte, be att dem beställer in via sitt centrallager 👌😉 #SomosTodosMacacos
Alzira
A Estrangeira
Era manhã. Acordei com meu despertador às 5:30. Levantei, me olhei no espelho, lavei o rosto. Com a roupa branca e meu avental, botei a mesa do café da manha. Depois, tomei o meu café com leite de pé na cozinha. Olhei para o relógio. 5:58. Deveria sair. A patroa, como de costume, estaria esperando seu pão fresquinho às 6:26. Olhei pela janela. Os raios de sol penetravam pelas frestas das cortinas de seda que enfeitavam a sala. A Avenida Paulista amanhecia novamente.
Saí do apartamento pela porta dos fundos e desci no elevador do 35º andar até o térreo do Conjunto Nacional. Cheguei no piso da Av Paulista, saí do elevador cabisbaixa, como de costume. Não me sentia pertencente àquele ambiente. No caminho para a Av Paulista, os sons das conversas dos pedestres que caminhavam pelo Conjunto Nacional pareciam um coral de risadas, risadas que riam da minha roupa, da minha pele, do meu rosto, de mim.
Cheguei na rua, caminhei até a Haddock Lobo, que tinha um cheiro característico (que nem todas as manhãs) de produto de limpeza, usado para lavar as calçadas. Passei por um grande espelho do colégio São Luís, me assustei com a minha imagem. Eu mesma já não estava me reconhecendo.
Cheguei à padaria, que me esperava com 2 seguranças de terno na porta e uma florista fumando um cigarro. Passei pela cancela da Bela Paulista e fui em direção ao balcão de pães. Pedi 4 pães franceses. Ao me dirigir ao caixa, meus braços ligeiramente largos esbarraram acidentalmente na xícara de um senhor que sentava no balcão. Todo o líquido escorreu pela minha roupa branca, manchando-a de uma cor marrom claro. Minha pele ardia de dor. Foi nisso que recebi o comentário do homem que acabara que perder sua xícara de café: "Puta merda! Olha por onde anda, macaca!". Nesse momento, parei. Deixei o saco com os pães caírem. Eu não era mais eu.
(Daniel Nachim)
Para conhecer melhor a Alzira clique aqui: http://theconjuntonacional.tumblr.com/post/130806877625/gente-fiz-esse-texto-observando-uma-mo%C3%A7a