ASICS celebra a cidade de Tóquio com os novos MEGABLAST™ e SONICBLAST™
A ASICS anuncia hoje a TOKYO Collection, uma nova linha inspirada no espírito único de Tóquio. Combinando o rico patrimônio histórico da cidade com sua energia moderna, a coleção reúne as tecnologias avançadas e os icônicos designs da ASICS, incluindo dois novos tênis de corrida topo de linha: MEGABLAST™ e SONICBLAST™.
A coleção reflete a filosofia fundadora da ASICS — Anima Sana In Corpore…
Patriarchy foram uma deliciosa surpresa em noite hipnotizada pelos Molchat Doma – Dia 3 do Sonic Blast Fest 2025 | Reportagem Completa
Actually Huizenga dos Patriarchy | mais fotos clicar aqui
Neste presente ano de 2025 estou a dar prioridade à estreia em alguns eventos. Há poucas semanas estive no Rock no Rio Febras em Briteiros (concelho de Guimarães) e agora, finalmente foi a tão esperada ocasião de presenciar o Sonic Blast Fest. Já há alguns anos que tenho vindo a tentar marcar presença neste festival e só agora este ano consegui este almejado objetivo. Várias pessoas foram-me falando, ao longo dos anos, tão bem deste festival, reforçando o quão diferenciado e incrível em termos do ambiente e do power das atuação. Fui ficando com o “bichinho” durante bastante tempo…
A Praia da Duna do Caldeirão é um local prazeroso e muito bonito, um cenário completamente e atípico para um festival de shopping do rock. Efetivamente é um “caldeirão” agregador dos mais dispares estilos rockeiros, há rock psicadélico, progressivo, hard, punk, garage… Há ainda stoner e doom, por exemplo. Com bandas mais ou menos específicas de cada género ou outras que misturam um pouco de tudo. O destino predileto de muitos fãs por ser uma espécie de Rockaíso dos Rockeiros, diga-se assim deste modo.
A permanente boa disposição do público | mais fotos clicar aqui
Celebrou-se a 13ª edição do Sonic Blast Fest ocorrida entre os dias 6 e 9 de agosto, entre a última quarta-feira e sábado. Com 3 palcos tudo foi pensado para a inexistência de sobreposição e menor tempo de espera entre concertos.
Devido a restrições pessoais e profissionais, tanto minhas como do meu parceiro fotógrafo, não foi-nos possível vivenciar de forma mais alargada o festival contudo conseguimos praticamente ver todas as bandas que tínhamos pré-definido e que mais queríamos ver. Por isso esta reportagem foca-se sobretudo nelas.
Dia 3 - sábado, 9 de agosto
Ao terceiro dia, o primeiro em que se sente um calorzinho picante no recinto do festival que fica situado bem juntinho à Praia da Duna do Caldeirão.
Sean McVay (vocalista/guitarrista/teclista), Dan Reynolds (baixista) e Scott Donaldson (baterista) são o trio que dá-se a conhecer ao mundo como King Buffalo. São outro caso de habituais frequentadores do circuito português de concertos muito por culpa da Garboyl Lives, a organizadora do Sonic Blast Fest.
Em palco os King Buffalo | mais fotos clicar aqui
O pessoal, usando um dedo para cima, pediu para haver mais voz no sistema sonoro. Uma mesagem visual que McVay interpretou na perfeição. Realmente não dava para perceber bem os vocais nos primeiros minutos.
“Mercury” foi a primeira música tocada numa setlist aonde ainda coube “Grifter”, “Loam” e “Balrog” só para citar algumas de maior impacto da atuação que teve aproximadamente 1 hora de duração.
O público aderiu com “yeahs” e palmas amiudes vezes. O headbanging foi constante. Esta atuação iniciou-se às 17:35h e a adesão de público era já em números expressivos. Apesar do clima apetecível para a praia, a música foi um chamariz de intensidade mais poderoso.
O seu rock psicadélico, com ramificações no stoner, facultou aos fãs riffs hipnotizantes, um groove bem excitante e uma passada de batidas precisas no devido tempo. Um mix bem embalado num produto sonoro bem cativante e caiu bem nesta tarde calorosa.
Sean McVay dos King Buffalo | mais fotos clicar aqui
Dead Ghosts apresentaram-se em formato sexteto no Sonic Blast Fest, a última data da tournée que os trouxe este verão ao velho continente.
Banda originária de Vancouver no Canadá com o seu garage rock de intensas ramificações no country e rockabilly. Estas brisas são provocadas pela presença de teclado e saxofone, o que confere ao seu som uma brisa bastante refrescante.
O estandarte pendurado no teclado, de tons azuis e vermelhos, não deixava margem para dúvidas sobre o nome da banda.
A sonoridade deste projeto, mais suave em comparação com a maioria do cartaz, resultou numa ocasião para uma vibe de pose relaxada.
Em palco os Dead Ghosts | mais fotos clicar aqui
Os Monolord fundados em 2013, desde o início, contam com Thomas Jager na dupla missão de vocalista e guitarrista, Esben Willems como baterista e Mika Häkki encarregue do baixo. Contaram nesta atuação de Vila Praia de Âncora com um quarto elemento numa guitarra extra.
“Rust” e “Empress Rising” foram das que não faltaram no alinhamento.
Duo dos Monolord | mais fotos clicar aqui
Oriundos da Suécia demarcaram-se dos restantes na maneira como abordam o doom metal. Reuniram à sua frente uma multidão num final de tarde esplendoroso, com alguns fãs a envergarem t-shirts alusivas à banda.
A última música que tocaram foi a pedido do público, terminaram com "The Last Leaf". Alguns fãs tiveram uns mimos fornecidos pelos músicos como, por exemplo, baquetas enviadas de cima do palco.
Uma atuação muito aguardada e que não defraudou minimamente as expetativas nesta que foi a terceira aparição no Sonic Blast Fest.
Em palco os Monolord | mais fotos clicar aqui
Actually Huizenga é uma das artistas responsáveis pelo projeto Patriarchy, o seu outro parceiro é Andrew Means. Huizenga ficou encarregue dos vocais e da guitarra enquanto Means esteve com percussão (incluído batidas eletrónicas).
Darkwave, synthpop e goth pop fazem parte do cardápio musical deste duo norte-americano originário de Los Angeles bastante teatral. A primeira "He Took it Out", seguiram-se músicas como "Hell Was Full" ou "New Way", uma das mais recentes.
Actually Huizenga dos Patriarchy | mais fotos clicar aqui
Actually confessou que perdeu a voz durante o dia, pese embora essa situação, teve uma performance esforçada no qual procurou sempre dar o seu máximo. Foi amparada, em diversas ocasiões, pelos efeitos reverberados.
Ambos tiraram as vestimentas de cima ao mesmo tempo. Ele em tronco-nu, ela ficou com a roupa interior, pois claro.
A performance do duo Patriarchy durou cerca de 50 minutos. Revelou-se extramente cativante e refrescante numa noite de verão incrível. Uma das maiores revelações da edição de 2025 do Sonic Blast Fest.
Andrew Means dos Patriarchy | mais fotos clicar aqui
A Califórnia viu nascer os Circle Jerks em 1979 tendo uma relevância bem significativa no hardcore punk norte-americano. Keith Morris (vocalista) e Greg Hetson (guitarrista) continuam de pedra e cal. No decurso dos longos anos a formação foi tendo diversas mutações. Atualmente contam ainda com um elemento na bateria e outro no baixo.
Keith Morris esteve incrivelmente comunicativo, mesmo antes do debute oficial do concerto. Durante deixou elogios ao festival português e basicamente auto convidou-se para os próximos anos.
Revelou também desagrado com a atual situação dos EUA.
Keith Morris dos Patriarchy | mais fotos clicar aqui
Morris revelou logo bem cedo que iam tocar 29 temas. "When the Shit Hits the Fan" e "Wild in the Streets" foram dois deles.
Uma atuação bastante vultosa no contexto geral da edição deste ano do Sonic Blast Fest apreciada por muitos dos milhares que tiveram presentes defronte do Main Stage 1.
Greg Hetson dos Patriarchy | mais fotos clicar aqui
A new wave e synth-pop esteve muito bem representada pelos Molchat Doma, uma das sensações dos últimos anos.
Um regresso a Portugal depois da passagem por Lisboa e Porto no ano passado. Já tocaram também no Vodafone Paredes de Coura em 2022.
Oriundos do “Bloco de Leste”, mais especificamente da Bielorrússia é com extrema naturalidade as influências russas no seu som.
Um trio formado pelo vocalista Egor Shkutko, canta num tom monótono profundo. Por Roman Komogortsev na guitarra, sintetizador e bateria eletrónica. Já Pavel Kozlov fica encarregue do baixo e sintetizador. Ficaram alinhados em palco na horizontal com o Egor ao centro.
Egor Shkutko dos Molchat Doma | mais fotos clicar aqui
Primeiro tema foi "Kolesom". Outros apresentados foram, por exemplo, "III", "Obrechen", "Chernye tsvety", "Son" ou "Люди Надоели" (traduzindo pelo Google dá algo como “as pessoas estão fartas”)
Sonoridades introspetivas e dançantes quase em modo hipnótico de terapia. Tratou-se de uma das atuações mais esperadas do dia e gerou algum buzz. Teve bastante gente focada.
Pavel Kozlov dos Molchat Doma | mais fotos clicar aqui
Notas finais
Esta foi a minha primeira incursão no universo do Sonic Blast Fest e revelou-se uma experiência deveras curiosa, imersiva e de enorme impacto pessoal. De há uns anos a esta parte que vinha a acumular o desejo de ter a experiência de presenciar este evento. Em anos anteriores tentei ir, por ou outro motivo, entre razões pessoas e profissionais não tinha sido possível. Liguei o modo determinado no seu expoente máximo e mesmo com umas condicionantes, de nível profissional, avancei para esta aventura. Na hora e no momento certo. Tudo o que me vinham contando, nos últimos anos, revelou-se acertado.
O Sonic Blast Fest é um festival diferenciado sobretudo pelo contingente de fiéis que vai reunindo de ano para ano. Atualmente é mais diversificado nas suas escolhas musicais, abrange mais géneros musicais, vai do stoner até ao doom metal passando pelo synth-pop e isso aconteceu sem que a mítica e a identidade deste festival alternativo se tenha perdido.
A animação durante Circle Jerks | mais fotos clicar aqui
Outro pormenor invulgar é são os dois principais palcos lado a lado. Na maior parte dos casos as atuações iam deambulando de um para o outro, os intervalos entre os concertos era reduzido.
Este Sonic Blast Fest teve lotação esgotada, cerca de 5500 pessoas diárias. Pese embora essa situação, a fluência não era demasiado apertada e podia-se circular bem no recinto: ir ao WC e à zona da restauração não foram tarefas difíceis nem demoradas.
A parte menos positiva deste festival, situado no parque de estacionamento junto do campo de futebol do Âncora Praia Futebol Clube, tem um piso bastante irregular. Tal é bastante desconfortável, para alguém como eu, com problemas médicos nos pés. Aguentei bem, mesmo com calçado apropriado, só que de facto um ponto incómodo.
O som não esteve a 100% em algumas ocasiões e isso é algo que a empresa contratada para o efeito tem de melhorar, fica à atenção dos responsáveis e técnicos.
A animação durante Circle Jerks | mais fotos clicar aqui
Nota bem positiva para o público, para o seu vínculo com o festival e com o civismo demonstrado na relação com as restantes pessoas e no usufruto dos diversos serviços. Outra questão revelante é o cuidado de muita gente em utilizar protetores auditivos, algo que registei com bastante agrado.
Excelentes concertos com os artistas a corresponderem ao apelo de um festival alternativo já reconhecido por todo o planeta. As bandas fazem questão de passar a mensagem sobre o modo como são bem tratadas por cá bem como os bons momentos que passam no Alto Minho.
A 13ª edição do festival Sonic Blast Fest foi um êxito e estou certo que os fãs, alguns ainda nem terão abandonado o campismo, já começaram a suspirar pela próxima edição.
Reportagem Fotográfica completa: Clicar Aqui
Visão do público durante a tarde | mais fotos clicar aqui
Texto: Edgar Silva
Fotografia: Nuno Coelho @ nunomscoelho (Instagram)
Emma Ruth Rundle a solo deliciou o público e My Sleeping Karma foram portentosos – Dia 2 do Sonic Blast Fest 2025 | Reportagem Completa
A incrível Emma Ruth Rundle a solo | mais fotos clicar aqui
Neste presente ano de 2025 estou a dar prioridade à estreia em alguns eventos. Há poucas semanas estive no Rock no Rio Febras em Briteiros (concelho de Guimarães) e agora, finalmente foi a tão esperada ocasião de presenciar o Sonic Blast Fest. Já há alguns anos que tenho vindo a tentar marcar presença neste festival e só agora este ano consegui este almejado objetivo. Várias pessoas foram-me falando, ao longo dos anos, tão bem deste festival, reforçando o quão diferenciado e incrível em termos do ambiente e do power das atuação. Fui ficando com o “bichinho” durante bastante tempo…
A Praia da Duna do Caldeirão é um local prazeroso e muito bonito, um cenário completamente e atípico para um festival de shopping do rock. Efetivamente é um “caldeirão” agregador dos mais dispares estilos rockeiros, há rock psicadélico, progressivo, hard, punk, garage… Há ainda stoner e doom, por exemplo. Com bandas mais ou menos específicas de cada género ou outras que misturam um pouco de tudo. O destino predileto de muitos fãs por ser uma espécie de Rockaíso dos Rockeiros, diga-se assim deste modo.
Frontline no concerto dos Gnome | mais fotos clicar aqui
Celebrou-se a 13ª edição do Sonic Blast Fest ocorrida entre os dias 6 e 9 de agosto, entre a última quarta-feira e sábado. Com 3 palcos tudo foi pensado para a inexistência de sobreposição e menor tempo de espera entre concertos.
Devido a restrições pessoais e profissionais, tanto minhas como do meu parceiro fotógrafo, não foi-nos possível vivenciar de forma mais alargada o festival contudo conseguimos praticamente ver todas as bandas que tínhamos pré-definido e que mais queríamos ver. Por isso esta reportagem foca-se sobretudo nelas.
Dia 2 - sexta-feira, 8 de agosto
Eles foram a segunda banda lusitana a tocar nesta segunda jornada de Sonic Blast Fest. Os Sunflowers rubricaram uma performance bem entretida.
Carolina Brandão, uma baterista expressiva e imperiosa ao centro. Carlos de Jesus, borbulhante na guitarra e na voz. Frederico Ferreira, estiloso e impecável a manejar o baixo. Um trio admirável cujos temas entram bem no ouvido.
Carolina a baterista dos Sunflowers | mais fotos clicar aqui
“Chameleon Kid”, o single editado esta semana, foi devidamente tocado. Este é o primeiro tema conhecido do próximo álbum cujo título está já devidamente escolhido: ‘You Have Fallen… Congratulations!’. Terá uma repercussão superior ao habitual já que este trabalho discográfico será apadrinhado pela Fuzz Club, uma editora de alcance mundial.
Eles unem diversos géneros musicais e brotam cá para fora a melhor mistura possível de psych-punk, rock, punk-rock e garage. Já partilharam palco com bandas como Black Lips, Moon Duo ou Oh Sees (agora conhecidos como OSEES).
Sunflowers são a força viva do punk rock à moda do Porto. De alcance europeu e quiçá mundial.
Trio Sunflowers em palco | mais fotos clicar aqui
Ondas entre o stoner e o doom aquelas que os Gnome navegam e trouxeram ao Sonic Blast Fest.
Trio composto por Rutger Verbist (voz e guitarra), Egon Loosveldt (bateria) e Geoffrey Verhulst (baixo) atuaram todos com chapéus de gnomo vermelho. Na plateia vários fãs também os envergavam, alguns em cor-de-rosa e azul-bebé.
De uma plateia bem preenchida em Sunflowers passamos para uma presença mais compacta de público, bem cedo antes das 19h. Esta tarde já não existia azáfama na bilheteira...
Rutger Verbist o vocalista dos Gnome | mais fotos clicar aqui
“Old Soul”, “The Ogre” ou “Golden Fool”, foram tocados e serviram como belíssima apresentação de ‘Vestiges of Verumex Visidrome’, o mais recente álbum editado em 2024.
Originários da Bélgica, mais uma formação deste país a marcar presença, adotaram uma postura sóbria e empenhada durante cerca de 1 hora.
Gnome a fazer as delícias dos fãs | mais fotos clicar aqui
Mais uma “voltinha” para Emma Ruth Rundle em Portugal. Ela já atuou imensas vezes no nosso país ao longo dos anos, a primeira vez remonta em 2017.
Um silêncio imenso e intenso durante os primeiros acordes desta performance no Sonic Blast Fest. Soa a absurdo neste universo sónico explosivo, só que não o é.
Num final de tarde belíssimo com o sol a espreitar e já com um ar fresquinho, a artista norte-americana apresentou-se a solo em palco, ao centro. Acompanhada apenas por vídeos e sons de fundo com temáticas da natureza.
Emma Ruth Rundle num brutal solo | mais fotos clicar aqui
Destaque para a interpretação de “Citadel”, um tema que versa sobre encontrar o conforto interior do próprio. A determinada altura, na fase final, ia sair de palco quando notou que ainda algum tinha tempo e continuou com o seu belíssimo recital. A sua performance foi tocante e recebida por milhares como se fosse um forte abraço coletivo. Assumo a vergonha de nunca a ter visto anteriormente, fiquei com imensa vontade de a rever, agora numa sala fechada com uma acústica mais dimensionada para um impacto mais assombroso.
A folk melancólica e sombria desta cantautora tem muitos fãs pelo nosso país e proporcionou a ocasião mais diferenciada de todo o festival. Arrepiante, introspetiva, delicada e emocional: assim foi esta atuação de Emma Ruth Rundle.
Perspetiva de Emma Ruth Rundle | mais fotos clicar aqui
A banda Chalk fez a sua estreia em Portugal no ano passado no Festival Ecos do Lima. Neste regresso ao Alto Minho a banda composta pelo vocalista Ross Cullen, pelo guitarrista Benedict Goddard (ele que também dá conta do sintetizador) e pelo baterista Luke Niblock veio este ano com um hype mais elevado. Um trio oriundo de Belfast na Irlanda do Norte.
A pose teatral de Cullen deu uma pincelada extra de expressividade às interpretações, ele que se mostrou sempre irrequieto e eloquente.
“Static” foi o tema inicial de uma setlist que incluiu temas como “Bliss”, “Pool Scene” ou “Kevlar”.
A eletrónica de noise rock experimentalista deste trio irlandês surgiu de modo antagonista ao momento minimalista anterior com Rundle. Permitiu alguns passos de dança aos mais ligados à performance.
Ross Cullen, o vocalista dos Chalk | mais fotos clicar aqui
My Sleeping Karma é uma banda germânica instrumental de rock psicadélico com umas pepitas de shoegaze. A entrada em palco registou uns minutos de atraso por causa das últimas afinações.
Matthias Vandeven (baixo), Seppi (guitarra), Norman Mehren (teclados) e André (baterista) são os quatro elementos que compõem, atualmente, esta formação germânica.
Abraço de união, como habitualmente, no meio do palco antes do início com “Brahama”. “Ephedra” e “Maya Shakti” entraram igualmente na setlist.
My Sleeping Karma em palco | mais fotos clicar aqui
Esta foi uma atuação emocional já que a aparição anterior no Sonic Blast Fest foi em 2022 tendo ficado na história da banda como a última com o seu anterior baterista Steffen. O músico faleceu devido a um cancro em 2023.
Uma experiência simultaneamente sonora e visualmente apelativa com o auxílio dos vídeos animados que iam sendo transmitidos. Atraiu um interesse massivo.
São já 20 anos de carreira e 6 registos discográficos dos My Sleeping Karma cuja relação com os fãs é bastante próxima.
André, o baterista dos My Sleeping Karma em palco | mais fotos clicar aqui
A performance foi, sem margem para dúvidas, uma atuação extremamente significativa e marcante.
Reportagem Fotográfica completa: Clicar Aqui
O efervescente público do Sonic Blast Fest | mais fotos clicar aqui
Texto: Edgar Silva
Fotografia: Nuno Coelho @ nunomscoelho (Instagram)
Cal dos DITZ, o grande figurão da jornada, com King Woman a ser enorme surpresa da noite – Dia 1 do Sonic Blast Fest 2025 | Reportagem Completa
Cal, o vocalista dos DITZ em modo crowdsurf | mais fotos clicar aqui
Neste presente ano de 2025 estou a dar prioridade à estreia em alguns eventos. Há poucas semanas estive no Rock no Rio Febras em Briteiros (concelho de Guimarães) e agora, finalmente foi a tão esperada ocasião de presenciar o Sonic Blast Fest. Já há alguns anos que tenho vindo a tentar marcar presença neste festival e só agora este ano consegui este almejado objetivo. Várias pessoas foram-me falando, ao longo dos anos, tão bem deste festival, reforçando o quão diferenciado e incrível em termos do ambiente e do power das atuação. Fui ficando com o “bichinho” durante bastante tempo…
A Praia da Duna do Caldeirão é um local prazeroso e muito bonito, um cenário completamente e atípico para um festival de shopping do rock. Efetivamente é um “caldeirão” agregador dos mais dispares estilos rockeiros, há rock psicadélico, progressivo, hard, punk, garage… Há ainda stoner e doom, por exemplo. Com bandas mais ou menos específicas de cada género ou outras que misturam um pouco de tudo. O destino predileto de muitos fãs por ser uma espécie de Rockaíso dos Rockeiros, diga-se assim deste modo.
Crowdsurf, uma constante no festival | mais fotos clicar aqui
Celebrou-se a 13ª edição do Sonic Blast Fest ocorrida entre os dias 6 e 9 de agosto, entre a última quarta-feira e sábado. Com 3 palcos tudo foi pensado para a inexistência de sobreposição e menor tempo de espera entre concertos.
Devido a restrições pessoais e profissionais, tanto minhas como do meu parceiro fotógrafo, não foi-nos possível vivenciar de forma mais alargada o festival contudo conseguimos praticamente ver todas as bandas que tínhamos pré-definido e que mais queríamos ver. Por isso esta reportagem foca-se sobretudo nelas.
Dia 1 - quinta-feira, 7 de agosto
Chegamos ao recinto por volta das 18h numa altura de enorme azáfama na troca dos bilhetes por pulseiras. Como é natural, no primeiro dia o ambiente efervescente dos fãs é a nota dominante e o que toda a gente quer é fazer o processo de adesão ao recinto o mais rapidamente possível.
No decurso de todo esse procedimento fui escutando a atuação dos Slomosa, eles que tinham começado a tocar uns minutos antes da nossa chegada. O som que escutava serviu de bálsamo durante todos aqueles momentos de espera enquanto não tive a pulseira colocada. Uma tarefa sem stress.
Marie Moe dos Slomosa | mais fotos clicar aqui
Eles regressaram ao norte de Portugal depois de uma passagem pelo Hard Club em 2023 em que realizaram primeiras partes dos concertos dos King Buffalo em Portugal. A reportagem deste evento pode ser lida aqui.
Este quarteto chama à sua música de Tundra Rock; um reflexo das paisagens geladas que os rodearam enquanto cresciam. Eles que cresceram igualmente sob influências do grunge, do desert rock e do skate punk.
O stoner destes noruegueses oriundos de Bergen não desapontou uma "multidão" ávida de três dias repletos de concertos pujantes e memoráveis.
Tor Erik Bye e Benjamin Berdous dos Slomosa | mais fotos clicar aqui
A primeira atuação que teve a minha completa e total atenção foi a dos DITZ e ocorreu no Main Stage 2. Para quem não está familiarizado com o Sonic Blast Fest os dois principais palcos estão lado a lado. À esquerda o Main Stage 2 e à direita o Main Stage 1.
Primeiro país em que os DITZ estiveram como banda fora do seu país foi em Portugal, nomeadamente em Guimarães, decorria o ano de 2018. Desde então, estes britânicos já vieram ao nosso país diversas vezes, eles já começam a chamar Portugal a sua segunda casa.
Agora foi a vez do Alto Minho para Cal Francis (vocalista), Caleb Remnant (baixista), Anton Mocock (guitarrista), Jack Looker (guitarrista) e Sam Evans (baterista) para uma amostra do mais recente registo discográfico ‘Never Exhale’ editado no passado mês de janeiro.
Cal, o vocalista dos enérgicos DITZ f | mais fotos clicar aqui
Nesta primeira vez no Sonic Blast Fest o vocalista britânico quis, desde logo, deixar a sua marca indelével. Cal, personalidade exuberante, veio logo nos primeiros instantes para a grade com uma garrafa de espumante dando-o a beber a alguns fãs que estavam na “linha da frente”. Ele que vagueava pelo palco alguns minutos antes da atuação com uma cerveja em lata. Certamente já fã da marca lusitana.
Os ânimos subiram dos 0 aos 100 em pouco mais de 1 segundo com os habitués crowdsurf, moche e rodas vivas a surgirem naturalmente.
Em palco, fora dele também, andou descalço e até se aventurou a subir a uma das estruturas que alberga o sistema de som. A pedido de Francis todos se baixaram na última música e fez-se uma festa exuberante.
Sam Evans, o baterista dos enérgicos DITZ | mais fotos clicar aqui
Faixas como “Señor Siniestro” ou “Ded Würst” serviram perfeitamente de aperitivo para quem ainda não tinha escutado esta incrível banda britânica. O post-punk misturado com uma pitada de hardcore e a irreverência do seu vocalista fazem deste projeto oriundo de Brighton no Reino Unido um projeto excitante.
Os Earthless são norte-americanos do rock psicadélico instrumental de onda massiva por entre os riffs arrepiados de Isaiah Mitchell na guitarra, o desenfreado ritmo de Mario Rubalcaba na bateria e os decisivos acordes de Mike Eginton no baixo.
Isaiah Mitchell dos Earthless | mais fotos clicar aqui
Com o público, ora em tempo de jantar ou a ver e ouvir com toda a atenção a banda de San Diego, certo é que o ambiente estava em modo relaxado. Ainda assim, o modo headbanging esteve ativo.
Trio bem compenetrado nos seus instrumentos não se revelaram com apetência comunicativa tendo rubricado uma performance bem sólida por entre a neblina de palco.
Earthless em palco | mais fotos clicar aqui
King Woman começou por ser, em 2009, o projeto a solo da vocalista Kristina Esfandiari. Evoluiu para formato banda. Em Vila Praia de Âncora apresentou-se com mais quatro elementos: uma baterista, dois guitarristas e uma baixista. Nesta vinda à Europa apenas para 4 concertos, a primeira data foi esta no Sonic Blast Fest.
Inicio de atuação com cerca de 6 minutos de uma torrente sonora de reverberação sem ninguém em palco, a princípio. Terminou já com os músicos em palco.
"Schwein" (significa em alemão porco) aparecia na vestimenta de couro preta de Kristina. Certamente com algum significado que a cantora não revelou durante a atuação.
Kristina Esfandiari, a mentora do projeto King Woman | mais fotos clicar aqui
Após a saída dos fotógrafos do fosso, Esfandiari veio à grade pela primeria vez durante a interpretação de “Coda”. Algo que repetiu durante a performance.
“Celestial Blues” foi a primeira, “Morning star” a balada que faltava, e para o final apoteótico de Kristina junto dos fãs tivemos “I Wanna Be Adored”.
Na sua voz carrega uma sensualidade algo obscura e ao mesmo aconchegante, em conjunto com as paisagens sonoras, formam um poderoso som de doomgaze. Em conjunto com a sua banda King Woman rubricou uma atuação que me apanhou desprevenido e que adorei imenso. A partir de agora é mais um nome fixado no meu radar musical.
Um dos elementos da banda de King Woman | mais fotos clicar aqui
Vindos da Bélgica, os Amenra, eles também habituados ao nosso belo Portugal, trouxeram a sua liturgia despojada e pujante. Não deixam ninguém indiferente.
Projeto com 26 anos de existência e dono de uma discografia bastante prolifera não deixou os seus muitos fãs desiludidos. Eles proporcionaram nesta edição do Sonic Blast um momento simultaneamente introspectivo e vibrante.
Colin, o vocalista dos Amenra | mais fotos clicar aqui
A banda Fu Manchu, uma das mais aguardadas da noite, não deixou os seus créditos por palcos alheios. O foco e a entrega do público eram totais.
Chegaram à Praia da Duna do Caldeirão com um álbum gravado ao vivo acabado de editar, precisamente no primeiro dia deste mês de agosto. Trata-se do primeiro em 20 anos e inclui algumas dos temas preferidos dos fãs como, por exemplo, “Eatin’ Dust” ou “Hell On Wheels".
Esta formação norte-americana é composta por Scott Hill (vocalista e guitarrista), Bob Balch (guitarra principal e voz secundária), Brad Davis (baixo e voz secundária) e por Scott Reeder (bateria e voz secundária) suportada por riffs rockeiros bem poderosos. Mostraram toda a sua energia e cabelos no ar à boa moda do rock.
Scott Hill, o vocalista dos Fu Manchu | mais fotos clicar aqui
Neste concerto não faltaram temas como "Loch Ness Wrecking Machine", “Evil Eye”, “Hands of the Zodiac” ou “California Crossing” só para citar quatro de uma setlist bem composta.
Esta formação norte-americana tem um som suportado por riffs rockeiros bem poderosos. Mostraram toda a sua energia com os cabelos a esvoaçarem à boa moda do rock.
Veteranos de largo historial e precursores do stoner rubricaram uma atuação bastante segura e eficaz que ficou para memória futura.
Bob Balch, o vocalista dos Fu Manchu | mais fotos clicar aqui
Já de coração bem cheio e uma fantástica primeira jornada em que consegui ver praticamente tudo o que desejava, ficou apenas um travo ligeiramente amargo por termos conseguido estar presentes em Hoover III, a equipa do headLiner regressou às respetivas casas com satisfação pelo trabalho realizado e atuações incríveis que tivemos a oportunidade de visualizar.
Reportagem Fotográfica completa: Clicar Aqui
Público sempre com a "ficha ligada" e sempre "elétrico" | mais fotos clicar aqui
Texto: Edgar Silva
Fotografia: Nuno Coelho @ nunomscoelho (Instagram)