- Summer! - fomos interrompidos pelo meu pai.
- Sr. O'Connor - disse Luke - ei, já vou indo - disse ele ao sair e indo em direção a rua.
- O que aconteceu? - ele olhou assustado para a faixa cobrindo meu tornozelo.
- Cai - eu ri - mas já estou bem, Luke me levou para o hospital.
- Estuda comigo pai, relaxa.
- Hum - ele falou num tom suspeito - precisamos conversar sobre seus poderes - falou enquanto me conduzia para dentro de casa.
- Agora não - disse seca.
- Não quero mais adiar isso, vou te dar uns livros tenho certeza que irá se interessar.
- Vou lá pra cima - falei como se não tivesse ouvido a ultima frase que ele falou.
Cheguei ao meu quarto e fui correndo pegar meu celular, precisava falar com Dix. Como ela passara meu endereço para alguém que mal conhecia? Ela atendeu.
- Dix, como você passa meu endereço pro Luke?
- Luke? - Ela parecia confusa - Não conheço nenhum Luke - ela riu.
- Como assim não conhece? - escutei meu pai me chamando.
- Não mesmo - ela confirmou.
- Tenho que ir, depois conversamos -desliguei o celular - O que é pai? - gritei.
- Venha até aqui, vamos começar.
- Começar o que? - disse me dirigindo até a sala.
Quando cheguei lá, havia centenas de velas espalhadas pela sala, centenas, mesmo. Pelo menos oito velas em cada canto, em cima dos móveis e em forma de um circulo em volta de meu pai.
- O que esta acontecendo? - olhei perplexa.
- Sente-se e comece a ler isso - ele apontou para um livro antigo.
Sentei-me e peguei o livro. O que era aquilo? Minha língua que não era, tentei decifrar, tentei ler.
- Summer, leia - falou ele com os olhos fechados com suas pernas trançadas.
- Salutatione volo benedicere animas imis... - fui dizendo com dificuldade - Mas o que é isso?
- Ego enim pro vobis in omni par et omnis benedictio tua ut possim mundus tecumque conspirante.
Em seguida, todas as velhas flamejaram e logo em seguida se apagaram dando lugar a escuridão da sala toda fechada. Me assustei, e fiquei paralisada ali do jeito que eu estava.
- Acalme-se e respire fundo, é somente um ritual de passagem, nada vai te acontecer.
Derrepente as chamas das velas acenderam novamente e começaram a se erguer vindo em direção a mim, fiquei assustada, por mais quentes que pudessem parecer estavam me congelando dentro de uma bola de fogo. Os móveis permaneciam intactos, como se nada estivesse acontecendo, meu pai levantou-se e começou a falar palavras estanhas, como eu falara antes. E depois de algum tempo elas subitamente se apagaram, como um vulto em meio a escuridão ou alguma sombra não desejada.
- Summer, está bem? - meu pai falou assustado.
- Sim, estou - disse mais assustada que ele - o que houve?
- Não sei - me abraçou - não sei mesmo - seu olhar era de preocupação.
Fiquei calada por uns segundo, e tudo estava normal tirando as velas que pareciam nem ter sido queimadas.
- Aquele rapaz... quem ele é? - disse meu pai apavorado.
- Conheci ele na sala de aula pai, não sei nada sobre ele, mas o que vem ao caso?
- Droga! - disse ele - não acredito, aqui não - falou murmurando para as paredes sem dar atenção a mim.
Aquela foi um momento tão estranho, como todos em que eu tivera passado.
Luke, não parava de pensar nele.
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