Eu engoli beijos E fui engolido nos mesmos Meu esmero era uma espera Calada ai fim de horários comerciais O meu peito é um festivo enterro Ao homem véspera período vespertino Joga-se na noite turva Em pensamentos turvos Impróprio carnavalesco Comunhão dupla Comendo da boca do amante A carne de romance que também ofereço Eu lhe reconheço, meu único desejo Em qualquer vestimenta e sob o olho do destempero Eu lhe reencontrei quando estive perdido Pedindo o amor que compus Vestido de Vênus Vagando por todas as cores Inventando o idioma Por entre sussurros Em cinco círculos tardios Desfaleço-me em tuas pernas O peito pálido, a página em branco Amando sem delimitações Adoçantes espetaculares Aguavam nosso beijo Filos casamenteiros Uma maldição traça Ambos queriam meter-se Ao meio de nosso templo Provando nosso sabor Separando-nos para servi-los, um de cada vez...
Resíduos Espetaculares, Pierrot Ruivo













