[WIP] I may be not so active here this year but that is because I'm fully focused on my webtoon project, here is some of my work in progress/sneak peek of what I have been working on these last days 😙

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[WIP] I may be not so active here this year but that is because I'm fully focused on my webtoon project, here is some of my work in progress/sneak peek of what I have been working on these last days 😙
O hiperreal nublado O amor mundano das causas nobres Intercedendo por grande deuses do verão Talhados por estímulos farmacológicos Reivindique a queda da pena Pousando suavemente em teus ombros Como o temível ato de violência Afinal onde já vira, a ave suja escarnear seu rei? O rito murmúrio, Mal morado em segundas-feiras Infiéis aos seus marca-passos Traiçoeiros em essência na língua A comunhão e o eu condensadas Em criação à um novo cabideiro Estereotipado em confabulações Olhem que surge no horizonte, o novo deus terno de sarja Meu nome improvável Meu simbolo em tua pele Meu algorismo a primazia Meus algozes e juízes antes do radical livre Simulações são ventres férteis: Aos espelhos fantasmas A espera do duplo território A espreita da propriedade A substância barro é byte É moeda de troca É a mãe dos grunhidos É vertigem dos ignorantes O viver à toa é mortífero Como pôde não escolher tua aptidão? Empresto-te meu coach prestação de contas Empunhando balanças e adagas, ele dirá vossa sentença...
Martírio/Mortífero - Pierrot Ruivo
vertigem
Aquele que quer continuamente “se elevar” deve contar ter vertigem um dia. O que é vertigem? Medo de cair? Mas por que temos vertigem num mirante cercado uma balaustrada sólida? Vertigem não é medo de cair, é outra coisa. É a voz do vazio debaixo de nós, que nos atrai e nos envolve, é o desejo da queda do qual logo nos defendemos aterrorizados.
(Milan Kundera – A insustentável Leveza do Ser)
Conduzo com minhas mãos uma carruagem destinada ao abismo. Trata-se de um disparar incontrolável que me joga até o pélago, num reverberar que será sentido imensamente ao longe por algumas madrugadas. Tenho aqui comigo o disparador deste cataclismo e acaricio seu botão como quem pega um pássaro entre os dedos. A cautela ainda me acarinha os cabelos, tais quais como aqueles que tanto me controlei para não acariciar sobre meu colo outro dia. Tu é a causa e efeito, este fogo nas ventas que levará o impulso do meu ventre até a extremidade direita do meu corpo destro. Posso sentir em tua testa a febre que também me vem de dentro. Sim, tu, com esta inconstância tão própria das baratas. Irás farejar a essência de cada medo meu tal como fiz a pouco furtivamente com tua jaqueta, e assim provocar minha viagem rumo ao meu flutuar pela existência. Pousarei na ilha de minha premeditada burrice, no aeroporto de minhas dúvidas cruéis. Mas daqui a pouco, ao menos. Aguardamos naquela pedra de concreto, agora já ressignificada por tuas estórias pregressas. Antes falaremos dos pormenores, deste atípico e estranho se relacionar nas criptografias dos dias. Porque tanto frio na barriga, caro enfermo de suas viagens sem roteiro? Olhe para estes hábitos discretos que tornam você o singular. Racionalize comigo sobre como soam tuas aparições do nada entre o passar das horas alheias. Olhe, mas tenha consciência de como ao longo deste tempo mudei variavelmente minhas estratégias, de como fiz uma série de novas constatações sobre a nossa realidade circundante. Tente supor sobre aquilo que tua consciência não tenha te atentado antes, não espere que eu explicite a ti como teu fantasma assombra meus neurônios incessantemente enquanto tu apenas és uma ideia ao longe. A imagem nunca é totalmente transparente, mas perceba finalmente como és a verdadeira rima destes versos. Tens-te como companhia a cada instante, e só eu sei o quanto isto pode ser deveras alienante. Fechamos-nos neste casulo de nosso próprio ser e passamos a ver o mundo somente sobre aquele prisma, sob aquele fragmentado espiar de canto do que se passa lá fora. Aqui há a imensidão, o querer estar preparado para a desolação anunciada. Saia deste quarto que tem como trilha sonora os seus urros abafados pelo seu expelir solitário, ou aquele constante motorzinho a te marcar a pele. Apenas quero ouvir mais de ti, necessito que seja transposta esta penumbra em frente ao que realmente pensas dentro desta cuca inflamada. Professe de maneira límpida estes versos presos na garganta, por favor. Entenda o que meu corpo diz. Eu também sei apenas o pouco que me dizes. Deixe de lado estas drogas de convenções estabelecidas antes de nós e me chame como visita para o teu universo particular, mais uma vez. Eu sei de nossos equívocos de cada momento, ando igualmente de braços dados com as incertezas que nos possuem. No fundo somos todas vítimas dos mesmos monstros. Juntamos nossos achismos e tudo àquilo que guardamos somente para nós, mas que revelará sua potencialidade máxima apenas no compartilhar corajoso da alma. Antes de ontem eu fui aos prantos, justamente no caminho inverso daquele que simbolizaria minha perdição. Não estava preparado para me embrenhar em tuas curvas íngremes, senti a vertigem do querer se perder sem sinto de segurança. Também me sinto só. Perceba-me ali na lateral da auto-estrada a estender meu pedido de ajuda, catando coragem para fazer o que precisa ser feito. Vós sois o combustível, esta lenha que alimenta meu insano eu lírico. Perco-me assim neste festival de ônibus que me transportam até ti e assustadora é apenas a ausência de um peso na consciência por este premeditado e infiel fim. Estou leve, sou insuportavelmente uma pluma que rodeia teu corpo na busca de pousar sobre teus ombros calejados. Talvez seja este o meu novo temor. Inverta as prioridades nesta tua tão solitária alcatéia, se fixe no meu mundo como uma garantia de norte conjunto. Perca-se em planos infundados, desenhe sobre o papel um mundo mágico somente nosso. Um mundo novo onde só poderemos desbravar na companhia um do outro. Chegas mais perto, volto a não ouvir com exatidão tua fala. Sabemos que situação semelhante já nos levou muito longe um dia. Está tudo bem! Ao menos tenho por certo que não és mais miragem ao horizonte, não mais um empilhado de falsa indiferença entre choques indigestos. Agora posso fitar nestes olhos a me engolir o tanto que me aflige. Sejas vertical agora, dirija comigo até o sinal vermelho. Perpetramos somente o que já estamos destinados e não podemos negar que já estamos muito além do inicio do caminho.
Hold back the river, let me look in your eyes Hold back the river so I Stop for a minute and see where you hide.
tenho certa dificuldade em ouvir as músicas que chamo de preferidas. não é nem receio de cansar, é mais porque elas me tocam profundamente, me dão vertigem, me doem, me libertam, me enlaçam. sentir demais nunca foi fácil, nunca foi coisa pra qualquer momento. é bonito demais pra ser a qualquer hora, é ponto alto e todos sabemos que eles são raros. sempre tive pouco das minhas canções favoritas e há uma beleza nessa troca só minha.
Marinheiro cristalizado em cristas de galo Com sua fama e seus bolsões nos olhos Servindo de cabide de empregos E mangas arrendondadas da casa de apostas A cantiga de roda Que lhe negara na aurora Fora para afugentar a tormenta Leia-me as entrelinhas que te retenho amor Hermético de Zeus Filho pródigo de Apolo Era três vezes filho e figuração Um obituário já escrito por seu pai Herança ressurreição Hereditária se destaca Como quem beija espelhos E cospe fios vermelhos A vigília da psicanálise Assobia-se ao ritual fraterno Em distribuir garfos-buquês À noivas em banquetes O pranto que converge em si Nos canta a austeridade estéril O perdão e o gozo diluídos no absinto Provocando idealizações moinhos de papel Ganhara-te coerção cor de ouro pálido Empírico vestuário celebrando-te Nas passagens entre dia e noite Há olhos que lhe guiam entre as vertigem noturnas Ao oposto de nosso rosto Temos a extrema virtude corajosa Clama por sóis ardidos Enquanto compartilha proteção com olhares neutros
Coração Caput Cabeça de Galo, Pierrot Ruivo
Diga-te ao pupilo que o gatilho criado Tens tua culpa, ó pai de todos santos Aliciando predicados e alimentando-se de carnes baratas Alheio ao sinfonismo do disparo criado pelo bruxismo de pátria Distinto da dissonância bailarina Ainda é possível ver-te saias de mesa Colecionando verões em caixas de metal O destino possível faz arte e gracejo em comerciais de cigarros Cosmologia cognitiva: Absorvo todo o dorso De um deus incapaz À compreensão da estatística jornada O amor é um disparo inevitável Descarregado e descarrilhado À primeira fé ao teu lado Ame olhos nos olhos e lábios nós pés, assinala a publicidade... Repentino silêncio fúria Trazendo a tona os toneis que escondera Uivando fantasmas em orelhas frias Traga-me a sinfônica cotidiano aditivo, reza o murmúrio O niilismo arlequim inventara o Aquiles moderno Morte ao eterno heroísmo dramalhão Moldado ao multiplicar de lábios e feridas Ambos empilhados em seu prato, como escolha pueril de banquetes Tentei-me em melodias seculares Pois o cardápio também era prato Aplausos à metalinguagem métrica Tens o poder de remodelar teus artistas favoritos em dissecações híbridas... Perdido entre a vertigem de jóquei E o martírio das fábricas Há um sacrifício pela era de Hera Helena faria vistas grossas ao dilemas do retorno...
Presos Na Eterna Partitura Jingle De Um Desejo, Pierrot Ruivo
Inventei meus próprios pecados Casei com meu próprio almoço Retirei-me de rendas, rasguei vestimentas Pro inferno teus deus papelão com vestidos brancos... O amor é lúdico O teu corpo é pudico O volúvel tão imponente Perdera para o pão e circo Calei-me diante do trovão Fiz-me noite índigo Para ser-te digno dentro de tua labuta boêmia Jurei versos ontem e hoje, ao lado de guarda-chuvas lhe amaldiçoo Os caninos já não matam O vampirismo dorme A líbido magra arrasta-se O sonho palidez de pele Cheirei o pó quente da tua cafeteira O bafo cuspira um Homero Sua autoria não dizia aventura, mas sim labuta Parafraseando os comprimidos que sempre esqueço Doze por oito Doce amargura Pendendo à vertigem Desintoxicação estética... O veneno cegara o céu da boca A fome contenta-se com xaropes Consuma o fardo ao delírio Deleite-se com o efeito de teu ajuizado umbigo Degolei sem ordem alguma Amei mártires refletidos em meu pus Adoeci junto com a ferrugem dos portões do Olimpo Morrerei embriagado, atirado aos teus lábios de diesel...
Viúva Negra, Pierrot Ruivo
Que o teu canto rouco Me conceda o sono, Me devolva ao porto Sem as matriarcas fadigadas que carrego Não lhe brigarei em rinhas Contudo, lhe adverto: Repouso ao imã de um soco Desonra em não contentar-se com o amor Não quis a imagem e semelhança Reneguei explicações simplistas na lousa Cheirei o pó de giz e iludi meus poros O preço de paz, fora praça aberta ao negócio O arranhar de ossos, o século passado Pesadelos e amantes para joelhos tão fracos Acostumados à autentificar primaveras Versa-te sob o túmulo aberto de meu peito Quimera, vês a urgência? O cabelo desgrenhado A barba floresta mal feita O destaque anil na pele, és morte prematura... A angústia na mão trêmula Não há de sustentar o peso dos dedos Ou quereres queridos nativos A funda olheira provocava medo, pena mesmo, era a miragem repetida... Comi teus olhos, antes que eles me comessem Fora guerra eterna de alguns milênios Acabaria em canetadas, aliviaria em rabiscos E não procureis decorar coroas de Caronte Mais carne do que byte Não tão fome, para um bife Mal trajado para o veganismo solvido na icônica insônia, amado da vertigem...
Perdas, Portas E Pedras - Pierrot Ruivo