History Deaths on June 26




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History Deaths on June 26
History Deaths on June 26
History Deaths on June 26
Como eu me vejo não é como os outros me vêem
Sou resíduo-produto da sarja, Estorvo de escarros repudiados Por vis propósitos avariados, Contornados por uma obscura tarja.
A minha imagem causa-me repulsa, Pois sou a antagônica propagação Da própria e inexorável negação A mim intrínseca! E reza que pulsa
Em meu corpo uma predisposição A ver a maliciosa convicção Que descaradamente me domina!...
Minha carne se consome em traição: Sou a incorporação da contradição, Sou uma epidemia que se dissemina!...
- Vigilius Pluto
Estou terrivelmente cansada
E não sei como descrever a agonizante Desolação que pressinto; é uma ácida Corrosão do íntimo, uma convicção lúcida E cabal de que a vida é irrelevante!...
Estou cansada e não sei mais como expressar O quão miserável é a minha existência! Estou me afogando na fatal impotência Que cobre e viabiliza o tosco cessar
Do querer! Pois desejo é simulação: Não basta um para uma injusta antecipação; O olho do outro é maré de provocações!...
E tortamente são feitas em eficácias, O meu vil íntimo se desfaz em falácias E em sinceras, porém sórdidas, pretensões...
- Vigilius Pluto
Meu sórdido antro Vai meu tosco e abjeto antro pronunciar E a maldade inerente vivenciar! A vil sordidez vulgarmente intrínseca É o que sobra da pungente seca Íntima do ser!... Pois a prioridade De destacar a dor da falsidade Antropológica própria do animal Homem é força bruta e vã banal!... Se é vivo a vontade de morrer Do meu fraco antro, pois eu vou e sigo Com esta forte vocação ocorrer Que me impele para a precoce morte Por que sou para mim mesma um perigo Pois o fim da existência é meu norte!... - Vigilius Pluto
Estou perdida
E não há nada que possa me salvar! A minha sina é cruel e ávida Em torturar: a angústia irá cavar, Por fim, uma vulgar e suja ferida
Que esta minha fraca estrutura física Não irá suportar!... Pois estou perdida, Sou um nada nesta rude e tosca vida E a lacuna interior é enfática:
Grita de dor! A sua torpe lamúria É o terror... Sou a tenebrosa escória Que ousa continuar a respirar!
A viver!... Sou o abjeto corpo que cai E ninguém vê! É sobre mim que recai O fado da vil agrura a me integrar!...
- Vigilius Pluto
Fardo
Carrego em meu âmago o inexorável Fardo da culpa! Ai, esta dor execrável Que me tortura! Sou aquela que bebe Do copo da angústia, o ser que recebe
Da sórdida mente a vulgar ideia De que devo morrer! Eis a odisseia De um ser atormentado!... Sobrevivo Com dogmas corrompidos: o incisivo
Corte que queima a minha ignóbil alma E o asco estado de decomposição Do meu antro são de uma vil abjeção
Tosca e grosseira! Tanto que a calma É a rara vertente de sentido Deste meu intrínseco pervertido!...
- Vigilius Pluto