Xapas Lounge foi o epicentro de uma tempestade visceral provocada pelos Chat GRP e MДQUIИД. | Reportagem completa
João e Halison dos MДQUIИД. | mais fotos clicar aqui Na noite de 6 de junho, o Xapas Lounge, em Paredes de Coura, foi palco de uma tempestade elétrica e emocional. O pequeno espaço transformou-se numa caixa-de-ressonância onde cada acorde, cada grito e cada gota de suor encontrou eco num público que não arredou pé. A sala, cheia até aos cantos, pulsava com a mesma intensidade que saía dos amplificadores.
A abrir, Chat GRP entregaram um espetáculo cru e direto — não há poses ou artifícios, apenas quatro amigos, três deles engenheiros de formação, a libertarem uma energia quase primal. O som, uma mistura de riffs ruidosos, vozes em libertação e ritmos instáveis, parecia sempre à beira do colapso — mas nunca caía. Era o caos com bússola. E no meio desse caos, encontrava-se algo raro: autenticidade pura. Havia cumplicidade visível entre os músicos, nas expressões partilhadas, nos sorrisos trocados, até nos momentos de improviso. O público captou isso e respondeu com presença — ninguém parecia alheio ao que estava a acontecer.
Chat GRP em palco | mais fotos clicar aqui Chat GRP é uma banda jovem, forjada na cumplicidade entre amigos — três engenheiros entre os quatro membros — e essa ligação sente-se em cada segundo em palco. Há uma energia crua e espontânea que transborda da música para o público. Estes quatro amigos são o Francisco Almeida (bateria), Francisco Cabrita (voz), Pedro Campos (guitarra, voz) e Zé Rego (baixo, voz).
A sonoridade é uma descarga de riffs intensos, gritos libertadores e um caos sempre à beira do colapso, mas maravilhosamente controlado. É precisamente nessa imprevisibilidade que reside o encanto: uma performance viva, orgânica, sem filtros.
A química entre os membros é palpável — olhares cúmplices, sorrisos partilhados e uma entrega total à música e ao momento. Mais do que um concerto, foi um espetáculo honesto, onde a amizade entre os músicos é parte essencial da experiência.
Interação do vocalista dos Chat GRP com o público | mais fotos clicar aqui Nesta mesma noite o Xapas Lounge foi mais do que um palco: foi um epicentro. MДQUIИД. também subiram àquele pequeno altar de betão e suor em Paredes de Coura e, desde o primeiro acorde, o ar tornou-se denso de tensão elétrica. A bateria pulsava como um coração fora do peito, a guitarra gritava raiva e libertação, e o público... O público não era só audiência, era parte deste ritual pregado por Halison na bateria, por João na guitarra e Tomás no baixo.
Há bandas que se ouvem. MДQUIИД. sente-se no peito. No estômago. Nos ossos. Desde os primeiros segundos, algo se acende — um impulso primitivo, quase físico, que te arranca da apatia e te atira para o centro de uma tempestade sonora.
MДQUIИД. com a sua habitual carga elétrica | mais fotos clicar aqui A bateria bate como se viesse das entranhas da terra. O baixo vibra dentro do teu corpo. As guitarras cortam o ar como lâminas em distorção perfeita. Não há espaço para distrações — só movimento, ruído, suor. MДQUIИД. não tocam canções, MДQUIИД. abrem portais.
A atmosfera no Xapas Lounge é única. Escura, íntima, quase clandestina — parece que o som salta das paredes e nos atravessa. A luz crua, recortada em feixes, desenhava silhuetas em movimento, cabelos ao alto, olhos cerrados, punhos erguidos. Era impossível estar ali e não sentir o corpo a responder — fosse a dançar, a gritar ou simplesmente a resistir ao impacto.
MДQUIИД. e público em união | mais fotos clicar aqui E quando se pensava que não havia mais para dar, veio a catarse final: o público invadiu o palco, como se a barreira entre banda e audiência nunca tivesse existido. Artistas e ouvintes misturaram-se numa massa viva, barulhenta, delirante. Um caos bonito. Um momento em que todos se tornaram MДQUIИД..
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Halison e Tomás dos MДQUIИД. | mais fotos clicar aqui Fotografia: Ricardo Costa @ ricardojosecosta (Instagram) Texto: Ricardo Costa













