Christian Grey - Facial Appreciation
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Christian Grey - Facial Appreciation
Ander não era do tipo que caminhava de noite. Na maior parte das vezes estava trabalhando quando a lua atingia o céu, mas decidira não fazê-lo naquele dia. Estava uma noite fresca e muito agradável, portanto respirava o ar puro calmamente enquanto seus pés, cobertos por perfeitamente brilhantes coturnos de couro negro, não faziam barulho algum pela calçada. O homem estava tão distraído com o silêncio do centro residencial da cidade que se assustou com corpo se chocando contra o seu. Por um momento ficou atordoado, mas logo identificou a criatura. Estava desorientado, bêbado, talvez. O demônio lhe lançou um sorriso, segurando o braço alheio para que o rapaz não viesse ao chão - Posso te ajudar? - perguntou calmamente, seus olhos percorrendo o corpo do menino a procura de algum ferimento. Nunca se sabia o que era possível encontrar em Silvermoon.
Ansel olhou o rapaz dos pés a cabeça e mesmo se quisesse, não conseguiria reconhece-lo, a droga estava começando a fazer efeito. -- Tem algum lugar mais calmo aqui por perto? -- O rapaz falou com a voz falha, sentindo sua testa pingar em suor, sentindo suas pernas fraquejarem brevemente, tendo que se apoiar rapidamente no rapaz a sua frente. -- Eu preciso sair daqui. E rápido. -- Ansel disse enquanto enfiava o dedo indicador e o polegar na ferida do braço e retirando de la, um pedaço de da madeira. -- Eles estão cada vez piores de mira. -- O rapaz disse com um tom de humor e em seguida jogou a madeira no chão, mas ainda sentia que havia lascas dentro da ferida.
O barulho forte de passos, galhos se quebrando e respirações descompassados era tudo o que Vasily conseguia ouvir. Graças à audição aprimorada, ele sabia exatamente de onde aqueles ruídos vinham e movido pela curiosidade, espreitava na floresta pelas árvores para saber o que estava exatamente acontecendo. Foi quando conseguiu avistar ao longe um homem - lobisomem, pelo cheiro peculiar - correndo desesperadamente de um grupo de caçadores. Não demorou muito para ir atrás dele também, tomando cuidado para ocultar sua presença o tempo todo e não acabar virando a isca. Já na cidade, ainda estava atrás do desconhecido, propositalmente trombando com o mesmo para chamar sua atenção sem parecer suspeito. — Ei, você está bem? — perguntou, encarando-o.
O coração de Ansel estava consideravelmente acelerado, levando em conta que poderia ter morrido minutos atrás se não fosse mais rápido que os lobisomens convencionais. Ansel nunca apreciou tanto o fato de ser um alfa. Ele podia sentir o veneno entrar em sua corrente sanguínea aos poucos e antes que pudesse dizer qualquer coisa ao homem com quem havia trombado no caminho, Ansel puxou um tiro de bala do braço machucado e analisou o artefato com atenção. Normalmente, as balas e armas de clãs de caçadores eram marcados com algum tipo de identificação, mas ali não havia nada além de wolfsbane. -- Estou bem. -- Disse ao rapaz que logo de cara, Ansel sabia que não era humano. Podia estar machucado, mas sabia identificar um ser sobrenatural quando via um. -- Quem é você? Ou o que é você?
Ansel corria apressado em meio as árvores, vez ou outra barroando em algumas. Estava bastante desorientado por conta dos sedativos que haviam atirado contra ele e a única forma que havia encontrado para fugir, foi ir para o centro da cidade, afinal, nenhum caçador ousaria colocar a vida de outros inocentes em perigo. Ansel atravessou a rua correndo, fazendo carros pararem no cruzamento e buzinarem repetidamente. O rapaz chegou na calçada e não avisa mais ninguém atras de si. Estava prestes a continuar a fugir quando, ao virar, barroou em um desconhecido.
Podemos ir para outro lugar, então. O parquinho só é divertido pelas crianças caindo e as mães desesperadas.
Ansel riu fraco, mas ainda estava desconfiado, assim como estava no dia em que chegou na cidade. Não conhecia ninguém, muito menos o lugar que estava fadado a passar vários e vários dias. Seus olhos percorreram o parquinho, confirmando o que a garota dizia: só é divertido pelas crianças caindo e mães desesperadas. -- Tudo bem, então. Para onde você deseja ir, senhorita? -- Ele perguntou olhando diretamente para ela e arqueou uma sobrancelha em seguida. -- Aliás, eu acho que nem mesmo sei o seu nome.
Mas não deixam de ser pirralhos. Adoro eles, sabia? São tão fofos. Olha aquela garotinha!
Bem, acho que somente você os acha fofos. Meu Deus, olhe bem para aquilo. São todos uns pestinhas que só sabem correr e gritas. Eu não aguento mais todo esse barulho.
Eu já disse pra você, isso aqui não é nada comparado aos pirralhos que vivam nas redondezas da minha casa. Sorte que saíram todos de lá.
ANSEL MAGGOT. 27 YEARS. WEREWOLF. JAMIE DORNAN. TAKEN. OC.
I’m alone yeah I don’t know if I can face the night. Enough’s enough, I’ve suffered and I’ve seen the light.
LIFE FOR YOU IS S H A D E S OF GREY
Ansel fazia parte uma true family, na qual, todos eram lobisomens por laços sanguíneo. E aquilo realmente era motivo pelo o qual todos se orgulhavam, afinal, já não era mais tão comum achar famílias de sangue puro, por assim dizer. Samantha, irmã mais nova de Ansel, era sua única confidente, a qual ele sabia que sempre poderia contar, afinal, irmãos são justamente para essas coisas, não é mesmo?! Mas, por ser mais próximo da irmã, não queria dizer que também não chegado ao restante da família. Como era mais velho, carregava nas costas o fardo de ser o exemplo para o restante dos irmãos. Sete no total. Sua mãe era uma mulher maravilhosa, tanto por fora, quanto por dentro. Tinha uma beleza interior de encantar qualquer um e essa era a única resposta que Ansel tinha quando se perguntava o porque de ela se casar com seu pai, um homem amargo e que sempre seguiu as regras.
Ansel tinha 19 anos quando, enquanto caçava pela floresta em dia de lua cheia, encontrou uma mulher com nome de Safira em meio as árvores. Ela era deslumbrante, com os cabelos da cor de fogo e sardas nas bochechas. Seus olhos eram claros, assim como sua pele, que fazia questão de brilhar ainda mais sob a luz da lua que entrava em meio as folhas das árvores mais altas. Felizmente, Ansel treinava sua transformação desde os sete anos de idade e controlar sua sede por sangue já não era algo tão difícil. A mulher parecia assustada quando Ansel tomou forma humana novamente, mas aquilo não a impediu de se aproximar do rapaz e iniciar uma conversa. Não demorou muito para que Ansel descobrisse que a moça era uma bruxa que viva pela floresta, completamente sozinha e sem ninguém nem ao menos para conversar. Aquilo fazia Ansel ficar intrigado, levando em conta que a maioria das bruxas que viviam por ali, faziam parte de algum clã ou algo do tipo, mas nunca questionou sobre com a garota.
Havia se passado por volta de um mês e não era segredo que Ansel encontrava-se completamente apaixonado pela mulher que havia encontrado pela floresta. Mas sabia que não seria algo tão fácil assim. Seu pai, por ser tão orgulhoso em ter uma família de sangue puro, não aceitaria de forma alguma que o rapaz se envolvesse com alguém que não fosse também um lobisomem, ainda mais se esse alguém fosse uma bruxa, seres que eles sempre repudiou. A reação da família não foi algo diferente do esperado. Seu pai, em poucas palavras, disse que não aceitaria o relacionamento e que Ansel teria que escolher entre a jovem bruxa pela qual era apaixonado ou a família que o criava e dava-lhe amor. Samantha foi a única que apoiou Ansel, dizendo que estaria ao lado dele, não importava qual fosse sua decisão.
Ao voltar para a floresta em uma noite fria de inverno, o rapaz encontrou Safira perto do lago. A moça estava contente por vê-lo, mas seu semblante logo mudou quando Ansel disse que não poderiam ficar juntos pois sua família nunca os aceitariam. Safira ficou indignada, fazendo com que o clima mudasse drasticamente. Aquilo fez com que Ansel se arrepiasse e seu coração acelerasse. Ele sabia que a garota era uma bruxa, só não sabia do que ela era capaz. “Pela lua que mostra o seu verdadeiro eu, você irá perder todos que realmente ama e de suas mãos jorrará sangue pelas folhas secas da floresta. Para sempre sozinho ficará e essa profecia, ninguém há de quebrar.” Safira disse e não demorou muito para que Ansel sentisse um forte impacto no peito, derrubando-o no chão e logo ele havia desmaiado.
O rapaz acordou ainda no mesmo lugar, em cima de uma grande pedra perto do lago. Ele suava frio e estava atordoado. A única sorte que ele tinha era que havia entendido a profecia que Safira havia jogado nele e mesmo que não acreditasse que ela realmente havia feito aquilo, não queria subestimar os poderes da garota novamente. Ansel correu para casa como nunca havia feito antes, precisava avisar a todos que eles tinham que fugir para os mais longe possível, pois ele os mataria. Seu pai riu de sua história, mas sua mãe ficou aflita. Ansel implorou para que eles deixassem a cidade por um tempo, ao menos até que ele descobrisse uma maneira de tirar aquele feitiço. Samantha foi a única que deu ouvidos ao irmão e mesmo que não quisesse fugir e deixar os pais sozinhos, juntos com os outros irmãos, Ansel fez questão de deixa-la em um local afastado, dizendo para que ela continuasse a andar, sem olhar para trás uma vez sequer, ou ele a acharia e a mataria. E assim a garotinha fez, tomou seu rumo, deixando tudo e todos para trás, mas sabendo que Ansel a encontraria algum dia, não importando se esse dia demoraria a chegar ou não.
A lua cheia estava quase ao ápice e aquilo fazia com que Ansel suasse frio. Sua transformação estava começando e mesmo que ele treinasse o controle sobre ela desde pequeno, estava tudo maior. Sua audição, visão, ofato e sede por sangue. Mas a raiva que ele tinha misturava-se com a vontade de matar sua família e a raiva de si mesmo, por deixar que aquilo acontecesse. Ansel estava parado em frente a sua casa na floresta, tentando com todas as forças segurar sua transformação, mas já não havia mais como. O rapaz transformou-se em um lobo gigante ao que seu pai apareceu na frente de sua casa, seguido de sua mãe. Ele já não sentia mais raiva de si, somente de sua família. Não conseguia pensar em mais nada, apenas na sede de sangue que sentia naquele momento. Só conseguia pensar que queria matar todos de sua família, até mesmo sua pobre e doce Samantha.
Iniciou-se uma grande luta, rosnados e uivos poderiam ser ouvidos a quilômetros de distância e embora Ansel estivesse bastante machucado, por lutar sozinho contra toda uma matilha, inclusive o alfa, seu pai, ele não tinha a intenção de parar até que todos os corpos estivessem jogados no chão. Não demorou muito para que todos os seus outros irmãos saíssem da casa e juntassem na luta. Mas devido ao feitiço jogado contra Ansel, ele estava três vezes mais forte, não demorando muito para que todos os seus irmãos, exceto Samantha que havia fugido, estivessem mortos. Logo, só restavam sua mãe e seu pai. Eles lutaram durante horas e sua mãe era brava e forte, tentando, acima de tudo, sobreviver, já que não tinha mais os filhos para proteger, já que Ansel tinha matado-os.
O rapaz arrancou o coração da mãe com as próprias mãos sem sentir nenhum remorso e jogou o órgão longe do corpo da mulher que já não estava mais transformada, agora seu corpo branco estava estirado sobre as folhas secas. Só restava seu pai e embora ele fosse um alfa, Ansel sabia que não demoraria muito para mata-lo também, ele estava muito machucado. O rapaz derrubou seu pai no chão em determinado momento e sem pensar duas vezes, cravou fundo suas garras no peito do homem, puxando para fora o coração ensanguentado. Logo, Ansel sentiu-se ainda mais poderoso, seus olhos foram tomados por uma cor avermelhada. Ele havia tomado o poder de um alfa.
Embora sua mãos já estivesse sujas de sangue da família, sua raiva não havia passado e o único instinto que teve foi de ir para a parte mais escura da floresta. Ansel corria rapidamente pela floresta sem nem ao menos se cansar dessa vez e não demorou muito para chegar até a cabana de Safira. Ele respirava ofegante, sentindo o vento frio passar por todos os seus pelos, mas aquilo não o afetava. Ele deu a volta na cabana, checando se Safira estava ali dentro e sem pestanejar, ele pulou a janela, estilhaçando-a. Safira acordou em um pulo, mas antes que pudesse fazer alguma coisa, Ansel pulou em cima dela, prendendo-a entre suas patas e o chão. A bruxa o olhava assustada e não tinha nem a reação de fazer algum feitiço de proteção. Ansel estava prestes a ataca-la de vez quando, graças a sua audição, ouviu mais de uma batida de coração vindo de Safira. Seu focinho percorreu todo o corpo da mulher até chegar em sua barriga e o rapaz constatou que Safira carregava um filho seu. Ansel o amou assim que soube, mas o amou por pouco tempo. O rapaz atacou a ruiva, matando também o filho que ela carregava. Ele a amava.
I ASKED YOU WHY PEOPLE D I E, YOU SAID WE ALL HAVE A DESIGN
Ansel nem ao menos tinha dado-se conta de que uma guerra havia começado. Depois de matar toda sua família, inclusive a mulher que amava e seu filho que ela carregava em seu ventre, tudo o que o rapaz fazia era ficar em uma cabana perto do lago, onde só assim, tinha paz consigo. Como já não tinha matilha, completamente sozinho, Ansel não encontrava razões para lutar por tal causa, então resolveu que ficaria na floresta e não atacaria ninguém, mas que se defenderia se preciso. Não demorou muito para que isso ocorresse, vampiros invadiram sua cabana, e uma luta sanguinária havia começado. Ansel lutou bravamente e embora tivesse conseguido matar por volta de sete vampiros, parecia que chegavam cada vez mais em sua cabana. E mesmo sendo um alfa, Ansel foi abatido por um dos vampiros, que enfiou a mão dentro do rapaz, puxando seu coração para fora de seu corpo, da mesma forma que ele havia matado seu pai. Assim, Ansel foi jogado no chão e seu corpo ficou lá, decompondo-se, pois não tinha ninguém para acha-lo.
PURGE THE PAST, LEAVE NO TRACE B E H I N D
Ansel poderia ter escolhido viver na cidade, mas pelo fato de ser um lobisomem, optou por voltar a morar na floresta. Construiu uma cabana longe do lago, por haver muitos humanos naquela redondeza e tinha medo de que em dia de lua cheia, perdesse o controle, como no dia em que matou sua família. Por conta da proferia jogada sobre si, ansel não se permite se apaixonar por ninguém, afinal não sabe se a profecia valeria somente para aquela lua cheia ou para todas durante sua vida. E por esse motivo, o rapaz continuava a viver sozinho na floresta. Longe de qualquer contato humano ou sobrenatural, mas isso não queria dizer que ele deixava de ir na cidade vez ou outra para causar discórdia.
Ansel havia se dado conta de que precisava encontrar outros lobisomens e coloca-los em sua matilha, pois sabia que nenhum lobisomem sobrevive sozinho por muito tempo. E querendo ou não, ele era um lobisomem forte, tendo em conta que tomou os poderes do pai e pensava ainda ter a profecia jogada sobre si.
I L O O K FOR YOU BY THE UNDERPASS
Por medo de machucar mais alguém, Ansel é sozinho, afastado de tudo e de todos. Demonstra um ar de superioridade por ser um alfa e ter que mostrar confiança em si mesmo. Mas na verdade, Ansel deixou de acreditar em si mesmo há muito tempo. Mesmo preferindo ser sozinho, Ansel não podia conter os seus desejos de homem. Por ser atraente, o rapaz nunca teve dificuldade de encontrar alguma mulher que não quisesse ao menos ter uma noite ao seu lado. Afinal, todos sabiam dos boatos de lobisomens serem bons amantes, devido ao alto índice de procriação. Mesmo as vezes transparecendo ser um pouco arrogante ou rude, Ansel tem dentro de si, uma forte vontade de se apaixonar novamente, construir uma família, mas por ter medo de ainda conter a profecia, Ansel não se envolve profundamente com mulheres, por medo de acabar amando-as e por fim, matando mais alguém.