Eu falei pra mim mesmo: “Amanhã eu mudo!”
Vou parar de sofrer por algo que nem faz mais sentido.
Eu jurava que tinha dado um ponto final no último final de semana...
Mas depois daquelas garrafas de vinho, percebi o quanto o ser humano (eu) não está pronto pra uma nova oportunidade.
A sensação era de sangramento.
Como uma espada cravada no peito.
O amor... ele cura e destrói.
O amor que cura chega sem você perceber, como uma flor que floresce no quintal de um desconhecido.
É incrível. Simples. Inesperado.
Já o que destrói é como uma praga em madeira: age em silêncio, aos poucos... e quando você vê, já está tudo ruindo.
É pesado demais fugir do tempo.
A necessidade de ter.
O peso do “teve”.
E a ferida do “quase”.
Independente da perda, você precisa assimilar o que realmente vale a pena lutar.
Se é o amor que cura... ou o que destrói.
Existem tantos jardins pelo mundo que, infelizmente, você nem viu.
Nem cuidou.
Nem reparou se crescia.
Você não nasceu pra viver no raso.
Seu lugar é nas profundezas de um oceano que te transborda.
Mesmo quando você boia sem se preocupar com os tubarões, o próprio oceano te leva pra nadar com os golfinhos mais dóceis.
A dúvida é grande.
Mas a direção é concreta.
Acredite no teu potencial.
Seja no amor, na vida profissional ou até mesmo na escrita você merece ainda mais, criatura rara.
Um conto literal, formado por siglas da alma, determina a forma de pensar e escrever.
Não importa o que foi... ou com quem foi.
O que importa são as lembranças que vocês deixaram.
E agora me diz:
Quem é você nesse texto?
Alguém que correu do amor...
Ou quem vai fazer o amor ficar











