As coisas não estavam saindo tanto como Rebecca gostaria que saíssem, afinal, agora Magnus estava com seu braço destro extremamente fodido, a careta na face de Rebecca foi certeira assim que vira o estado do amigo, correndo em direção até o mesmo ao ver o sangue jorrando pelo braço de Magnus, sentiu que precisava fazer alguma coisa para ajudá-lo, afinal quanto mais ele sangrasse pior seria a situação deles. — Precisamos estancar isso.— comentou Rebecca um pouco desesperada ao ver a situação em que ambos estavam ali. Escutou a Hidra marchando em direção deles o chiado de raiva dela. Merda, mesmo lenta ela ainda era maior e mais forte que eles dois.
Ao menos a cabeça do meio já podia ver-se um corte, mesmo que superficial, e era exatamente ali que Rebecca precisava focar, não poderia deixar a atenção da Hidra em Magnus.— Vou chamar a atenção dela enquanto você vê uma forma de estancar isso, uma boa é usar a sua camisa. — disse enquanto afastava para ir de encontro com a Hidra. — Posso cuidar do nosso problemão ali enquanto você dá um jeito nisso aí. — falou antes de ir totalmente em direção a Hidra. — Ei, lindona! Aqui! — assobiou Becca, e o chiado em direção da filha de Hécate poderia ser quilometros de distância. Inspirou e expirou, criando coragem de fazer o que faria agora.
Quando viu a Hidra aproximando-se, Becca preparou-se para correr no segundo certo para acertar a barriga da criatura, mas errou seu golpe desequilibrando-se (dado 5) e no mesmo segundo a Hidra investiu contra Rebecca, tentando lhe abocanhar enquanto a semideusa encontrava-se em baixo do monstro, um ar quente percorreu pelo corpo de Rebecca ao que ela viu que a Hidra soltara um jato de fogo em sua direção (dado 6). — Filha da pu… — os olhos da filha de Hécate arderam ao fogo, ótimo, pensou Becca, lutar contra uma Hidra de forma cega vai ser ótimo. Mas não se entregaria tão fácil a criatura horrenda, apesar de não conseguir abrir um dos olhos por causa do fogo o outro já conseguia ter visão.
Então Rebecca respirou fundo mais uma vez e preparou-se para atacar, desviando-se do rabo da criatura, a semideusa brandiu Noturna em mãos, com toda força que conseguia e percorreu toda a extensão da barriga da Hidra abrindo um corte gigantesco ali do rabo até quase o pescoço da criatura (dado 15) podendo ouvir o urro de dor quase lhe surdear os ouvidos. O sangue quente da Hidra agora encharcava as roupas e a espada de Becca, enquanto a filha de Hécate saía de baixo da criatura para observar com certo orgulho no olhar o seu feito. A Hidra até tentou dar mais um golpe em Rebecca mas pela fraqueza que agora a criatura sentia com todo aquele sangue jorrando para todos os lados, o monstro não chegou nem perto de machucar Becca (dado 5).
Que tal um pouco mais de dorzinha, hein dona Hidra? — falou a semideusa novamente indo de encontro a sua inimiga mirando na cabeça do meio. Sua espada Noturna chegou bem perto, contribuindo ao corte que Magnus já havia feito, fazendo a Hidra novamente chiar altamente de dor ao que a espada de Becca passou pelo rasgando um dos pescoços da cabeça do meio dela (dado 9). Novamente, pela dor que sentia e a fraqueza dos golpes da filha de Hécate contra a Hidra, o revide das outras cabeças da criatura passou de raspão em Becca (dado 3), com o fogo apenas iluminando a área.— Magnus! — gritou Becca em direção ao amigo. — Ótima hora para encerrar isso, não acha? — o sorriso de vitória já começava a aparecer no rosto de Rebecca ao que indicava para o filho de Júpiter finalizar o golpe na Hidra, já que sua espada Noturna encontrava-se do outro lado, longe da semideusa.
⚡ Magnus fez um sinal com a mão, como se estivesse dizendo para ela deixar aquilo de lado, que ele estava bem e não precisava se preocupar — algo típico dele, afinal, era policial e dizer que precisava de ajuda não era uma coisa que fazia com frequência — e virou os olhos azuis quando Rebecca disse que ele deveria dar um jeito naquilo. Sabia daquilo, mas era orgulhoso suficiente para não deixar transparecer que estava preocupado — Eu sei, eu sei — foi tudo o que respondeu, usando um dos chankras para poder rasgar uma parte da camisa social e amarrar com força ao redor do ferimento no braço.
Os olhos voltaram-se para a hidra, observando o que Rebecca estava fazendo e sentiu um arrepio percorrer o corpo todo — não por pena da hidra, mas pela situação em si, afinal, não iria negar que era nojento. E ainda que fosse delegado, devendo estar basicamente “acostumado” com coisas daquele jeito, sempre se sentia enjoado quando tinha que ver uma cena que tivesse sangue demais — mas naquele momento, estava precisando focar em derrotar aquela hidra para que pudesse finalmente cuidar do ferimento que tinha no braço.
O braço bom de Magnus segurou com força o chankra, erguendo-o para atirar quando a hidra ainda que estivesse ferida, parecia não estar muito disposta a desistir tão rapidamente, e viu quando uma daquelas enormes bocas veio em sua direção, pronta para lhe abocanhar e conseguindo pegar sua perna em cheio (d12), aqueles dentes longos perfurando a pele — Puta que pariu — soltou o palavrão em português, mas aproveitou que o monstro havia baixado para tatear a lateral da cintura, buscando a arma.
A mão puxou rapidamente a arma do coldre, apontando-a para a cabeça que ainda prendia sua perna e destravou a arma rapidamente para que então apontasse da maneira como conseguia e apertava o gatilho (d15). O estampido do tiro foi alto o bastante e o sangue do monstro praticamente o encharcou, mas acabou voltando sua atenção para a cabeça do meio, respirando fundo antes de lançar o chankra na direção desta e rezando a Júpiter que desse certo e assim que a arma cortou a cabeça do meio perfeitamente (d12), fazendo-a rolar para longe do corpo. — Finalmente… Você está bem, Rebecca? — perguntou ao deixar o corpo cair no chão, a perna gravemente machucada e a camisa que usara para estancar o ferimento encharcada de sangue.