Já pedi verbalmente desculpas sobre isso, poxa. Eu estou olhando para você. É difícil não olhar, eu só não olharia se meus olhos fossem arrancados e abduzidos por extraterrestres. Uh, essa foi péssima. Aquiles é um enrustido que estraga vestidos alheios, não tem nada de amor nisso! Foi um tempo muito bem gasto se eu conseguir ganhar aquele sorriso que só você sabe dar. Ah, princesa, a única pessoa encantadora aqui é você. Podemos! – A loira concordou e começou a andar em passos lentos para Terra a acompanhar. Do canto do olho, observava-a que olhava para frente. Céus! Como ela queria agarrar a morena naquele instante. Talvez não agarrar, não precisava apressar as coisas, mas desejava pelo menos andar de mãos dadas. Contenha-se, vocês não são um casal, advertiu-se mentalmente. Ao chegar na fraternidade, abriu a porta e deixou a outra ir primeiro. Então a conduziu até a escada que dava para o telhado. – Sabe, o que estamos fazendo não é exatamente legal, então faça silêncio. – Pediu baixinho e subiu os degraus na frente. Ninguém ia lá desde um ano antes da entrada de Scarlet na faculdade pois, naquele ano, uma garota havia pulado lá de cima. Entretanto, a loira não tinha nenhum desejo suicida e não via mal algum em fazer do telhado seu refúgio depois de ter descoberto uma chave reserva. Claro, tivera que limpar o lugar elevar várias coisas para sou conforto. – Bem vinda ao meu cantinho. – Do seu decote, tirou a chave da porta e abriu-a. Dando espaço para que Terra entrasse. Havia uma mesa com duas cadeiras e alguns objetos, um telescópio mais além e, no cantinho, um colchão com algumas almoçadas e uma rosa no meio. Scarlet sentou-se na cama improvisada, pegou a flor e ergueu em direção da outra. – Pode ser nosso, se quiser.
As desculpas só serão realmente aceitas depois da surpresa, enquanto isso, vou continuar implicando. E eu não me importo que você olhe, pode olhar o quanto quiser, quer dizer, eu olhei bastante para você também. Aquele lance do pole dance foi incrível, aliás. Isso porque Aquiles provavelmente estava bêbado quando o fez, oras. Você pode ter meu sorriso quando quiser, Scar, e sabe disso. -- Talvez as palavras fossem efeito dos poucos copos de álcool que Terra havia ingerido, afinal, mesmo que quisesse dizê-las, não era de seu feitio fazê-lo. Gostava de se sentir livre o suficiente para dizer o que quisesse a Scar, pelo menos durante a festa. Começou a segui-la, imitando os passos da loira até chegarem no prédio. Entrou e esperou que a mais alta fosse na frente e apenas assentiu quanto ao silêncio, começando-o desde já. O lugar era incrível. Não menos do que incrível. Desde a pequena organização, que parecia tão bem pensada, até o fato de ser proibido entrar, todos os detalhes tornavam aquilo melhor. E Terra realmente achou que não poderia melhorar, até Scarlet sentar-se na cama, até a rosa ser apontada em sua direção. Por alguns segundos, não fez nada, só abriu um sorriso. Grande, sincero, o sorriso que só direcionada a Scarlet. -- Você está falando sério? -- Perguntou, quase sussurrante. E o sorriso se intensificou antes da Urness abaixar-se e envolver seus braços ao redor do pescoço da Pratt, deixando que todo o seu peso fosse para frente, para poder derrubá-la na cama improvisada. Tocou o nariz da outra com a ponta do seu e deu-lhe um pequeno beijo no canto da boca antes de se deixar cair ao seu lado, deitada no colchão. -- Você não passa um dia sem me surpreender, Scar. Adoro isso, sabia?