Feliz daquele que no livro d’alma não tem folhas escritas. E nem saudade amarga, arrependida, nem lágrimas malditas.
Álvares de Azevedo.
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PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH
cherry valley forever

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I'd rather be in outer space 🛸

blake kathryn
let's talk about Bridgerton tea, my ask is open

#extradirty

Love Begins

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JVL

★
d e v o n

if i look back, i am lost
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Game of Thrones Daily

Janaina Medeiros
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@tonitruante
Feliz daquele que no livro d’alma não tem folhas escritas. E nem saudade amarga, arrependida, nem lágrimas malditas.
Álvares de Azevedo.
E bareamos.
No cair da noite, sempiterno e fluvial, corrente de certezas, correnteza. Castiguei um sorriso severo, mas lá no canto uma loura de batom carmim. Você diz que ama-me, mas ama-me, assim? "As batatas daqui não são nada de tão mau", sou vegetariana, distorcida, uma película na capa do seu olhar. Anti-álcool, quando estou acompanhada da tua alma, sem ela, alcoólatra. Minhas medidas de atualização estão comprimidas, sou sem swing, sem swag, sem ginga. Vim no bar contar poesia, contar história, porque eu mesma sou insossa demais para estar aqui. Sem lourisse, sem batom carmim, sem a captura de atenção alheia. Vestidinho atado estilo sereia. E eu aqui, perdida em um jeans roto, um jeito nada maroto de contar meus porquês. Ganhas e perdas, apostas e fichas e no final, a vossa mercê. Vim barear, contar meu pessimismo, meus grilos, devassicalidades, neologismos recém-criados, e um pesar bem mal citado. Tenho culpa de tentar beijar as estrelas nas pontas dos pés e cair na beira do abismo azul? Vamos meu amor, um passaporte para dois, direto para Istambul. Quero fugir da rotina, desse bar de esquina, daquele velho tabu. Hoje sou mais que menina, sou criança crescida, e a minha língua é suave e fina, e por que tu? Porque bareamos, meu bem, e você e mais ninguém, têm o papo que eu procuro, come with me, eu seguro-te. Eu asseguro-te. Tentaremos. Estou só, lidando com meus pensamentos turvos, no meu calcanhar de Aquiles têm um spot só seu. Tem a medida certa dos teus lábios, e o convidativo para um só beijo. Sê é que você contenta-se com um. Não compliquemos, nem vamos jogar muita conversa fora. Quero jogar conversa dentro, infesta meu coração de verdades. Acelero exatamente pois não confio, se confiasse iríamos bem devagar. Quero ver onde este gostar pode ir dar. Atinge meus pulmões, quero ouvir a tua respiração romper a minha. Atinge minhas batidas, quero ouvir fazê-las mais fortes. Atinge meu ofegar, quero ouvir roubá-lo de mim. Não levemos ao casual anymore. Quero alguém para estar by my side. Os beatles gostariam de ainda tocar todos os dias no rádio: "Oh darling, please believe me, i'll never do you no harm. Believe me when i tell you, i'll never do you no harm." E eu gostaria disto também. Algum lance de sorte? Meu coração gentilmente lateja e chora. Eu gostaria que fosse tu, e não outra afora. Minha alma tão jovem agora arredonda para os trinta, sinto necessidade de acomodar meus sentimentos, não dê-me distúrbio, dê-me alento. Quero assentar-me contigo. Não vê? Uma carta, uma pizza, uma tevê. Bareamos e bailamos, meu amor, temos uma vida para explicar-nos. E está declaração é simples e tola, e este futuro nem próximo está. Estou aqui sentada ainda naquele bar. A loura carmim piscou para você, mas você veio para mim. Porque te almejei, minha energia te doei, e esta declaração escrevi, roguei a mim mesma por ti. Pode dar tudo errado, mas questionar-me para quê? Quero uma chance, um arrisco, com você. Ama-me agora, lança-me assim, naquele abismo azul. Os seus braços envolvem-me para largar esta caneta. Não morri, apenas algumas histórias precisam ser vividas para ter continua__ (...) (Di Carnieri.)
enversiar:
há alguma coisa errada comigo além da melancolia.
posta foto sua?
Vêm logado, talvez eu poste.
Mas se ela voltar, se ela voltar Que coisa linda, que coisa louca Pois há menos peixinhos a nadar no mar Do que os beijinhos que eu darei Na sua boca.
Tom Jobim
o desejo só vive quando algo lhe carece amar o que ainda não está a mão carência motiva o desejo é o motivo dos lábios da mentira beijar a verdade, e sentir de verdade.
ciume
Pierrot dorme sobre a relva junto ao lago. Os cisnes junto d’ele passam sede, não o acordem ao beber. Uma andorinha travessa, linda como todas, voa brincando rente à relva e beija ao passar o nariz de Pierrot. Ele acorda e a andorinha, fugindo a muito, olha de medo atrás, não venha o Pierrot de zangado persegui-lá pelos campos. E a andorinha perdia-se nos montes, mas, porque ele se cai, de novo volta em zig-zags travessos e gorjeia, muito alto, por cima d’ele. Pierrot já se adormecia, e a andorinha em descida que faz calafrios pousou-lhe no peito duas cerejas bicadas, e fugiu de novo. De contente, ergueu-se sorrindo e de joelhos, braços erguidos, seus olhos foram tão longe, tão longe como a andorinha fugida nos montes. De repente viu-se cego—os dedos finíssimos da Colombina brincavam com ele. Desceu-lhe os dedos aos lábios e trocou com beijos o aroma das palmas perfumadas. Depois dependurou-lhe de cada orelha uma cereja, à laia de brincos com joias de carmim. Rolaram-se na relva e uniram as bocas, e já se esqueciam de que as tinham juntas…
— Sabes? Uma andorinha…
E foram de enfiada as graças da ave toda paixão. Pierrot contava entusiasmado, olhando os montes ainda em busca da andorinha, e Colombina torceu o corpo numa dor calada e tomou-lhe as mãos. Havia na relva uma máscara branca de dor, e a lua tinha nos olhos claros um olhar triste que dizia: Morreu Colombina!
José de Alamada-Negreiros
A beleza dolorida é dos mais patéticos espetáculos que a natureza e a fortuna podem oferecer à contemplação humana. Helena torcia-se no leito como se todos os ventos do infortúnio se houvessem desencadeado sobre ela. Em vão tentava abafar os soluços, cravando os dentes no travesseiro. Gemia, entrecortava o pranto com exclamações soltas, enrolava no pescoço os cabelos deslaçados pela violência da aflição, buscando na morte o mais pronto dos remédios. Colérica, rompeu com as mãos o corpinho do vestido; e o jovem seio, livre de sua casta prisão, pôde à larga desafogar-se dos suspiros que o enchiam. Chorou muito, chorou todas as lágrimas poupadas durante aqueles meses plácidos e felizes, leite da alma com que fez calar a pouco e pouco os vagidos de sua dor. Calar somente, não adormecê-la, porque ela ali lhe ficou, companheira daquela noite cruel, para valerem ambas. Quando os olhos cansaram, e foram mais intervalados os soluços, Helena jazeu imóvel no leito, com o rosto sobre o travesseiro, fugindo com a vista à realidade exterior. Uma hora esteve assim, muda, prostrada, quase morta, uma hora longa, longa, longa, como só as tem o relógio da aflição e da esperança.
Machado de Assis, Helena.
O que é o homem? É a escuma que ferve hoje na torrente e amanhã desmaia, alguma coisa de louco e movediço como a vaga, de fatal como o sepulcro! O que é a existência? Na mocidade é o caleidoscópio das ilusões, vive-se então da seiva do futuro. Depois envelhecemos: quando chegamos aos trinta anos e o suor das agonias nos grisalhou os cabelos antes do tempo e murcharam, como nossas faces, as nossas esperanças, oscilamos entre o passado visionário e este amanhã do velho, gelado e ermo – despido como um cadáver que se banha antes de dar à sepultura! Miséria! Loucura!
Trecho da obra “Noite na Taverna” de Álvares de Azevedo
Morro do que há no mundo: do que vi, do que ouvi. Morro do que vivi. Morro comigo, apenas: com lembranças amadas, porém desesperadas. Morro cheia de assombro por não sentir em mim nem princípio nem fim. Morro: e a circunferência fica, em redor, fechada. Dentro sou tudo e nada.
(Cecília Meireles)
acho tão bonito quando você diz a verdade assim… sem medo
Verseto.
Passione, Tentei rever as linhas do tempo que nos dispersaram, que nos fizeram ir além do que do que a gente poderia imaginar (…) A gente voltou tarde demais, dei por conta de mim, do quanto a confiança que pairava sobre nós era medíocre e singela. A gente sempre se perdeu juntos, passione. Larissa L.
Infinito particular
Você entrou em mim Nos meus armários Cheirou minhas roupas Abriu minhas janelas Para o sol entrar Você entrou em mim Debaixo do meu chuveiro Vendeu meus riscos Se fez poesia No meu infinito particular Descortinar
quando lhe vejo meu coração sai pela boca, que verborragia, que coisa louca. Se eu morrer de amor, não se preocupe, eu vou pro céu.