Color Me Curious

oozey mess

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RMH
"I'm Dorothy Gale from Kansas"
ojovivo

Product Placement
let's talk about Bridgerton tea, my ask is open

if i look back, i am lost
untitled
Fai_Ryy
occasionally subtle
Claire Keane
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EXPECTATIONS
d e v o n
Monterey Bay Aquarium
The Stonewall Inn
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH

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@tuapoeta-blog
Aos 18 todo mundo quer ser um artista.
Lapso do tempo. (via delator)
Sou só uma perturbada de espírito encontrando paz nas drogas e no amor de alguém tão perdido quanto eu. Atrás de um baseado, fumando dos maus becks e cheirando pó fraco sonhando em ser artista, mas a depressão faz com que eu não saia nem da cama. Uma tatuagem de lua que fiz enquanto chapada do lado de cicatrizes de cortes de desespero. E por falar em desespero, eu tô sempre desesperada, sempre querendo fugir pra algum lugar do mundo que me caiba, será que existe? Talvez o mar seja esse lugar, mas se pra lá for, seus olhos não vejo outra vez, ainda não sei se estou pronta para fumar meu último cigarro, por isso me arrasto pelos dias sendo chamada de louca. Isso tá tudo acabado, eu mesma vi de perto e já perdi as esperanças, tô aqui ainda porque vai que...né? Se você cai na pilha da felicidade só porque ando falando apaixonadamente das coisas, você não viu atrás da máscara, eu sou apenas uma perturbada, mais uma no mundo. Vamos apenas continuar nossos brindes sem razão, colocar um salto, um batom e uma vodka escolhida pelo teor de álcool, o importante é adormecer. Logo mais esqueço isso, o chá tá preparado.
Carolina Galvão
Estar em um processo de me constituir enquanto mulher, dona de mim mesma, me faz repensar em várias e várias coisas. Lá se foram duas décadas com todos os passos que me fazem chegar aqui, a maioria, sob tutela e quem sabe ainda estou? As questões que me atravessam dizem de um ponto e de um rumo. Aqui estou, o que fazer? Tenho repensado meus hábitos, meus vícios e manias, tenho repensado minha alimentação, meu corpo, minha saúde física e mental. Tenho deixado bandas pra lá, roupas que não me cabem, amigos que não acrescentam. Repenso minhas relações enquanto filha, aluna, namorada, irmã, amiga, repenso bastante na Carol que suporto todos os dias dentro de mim e o que tenho me feito, tento chegar a cada dia na mulher em que sonho ser, todos os dias encosto nela e todos os dias ela me escapa, me desfaço e refaço numa dança doce e sedutora de rodopiar atrás de mim. Eu brigo e me corrijo, nessa linda e árdua tarefa de cuidar de mim. É sempre necessário atenção, parar e se ouvir. Preciso ouvir onde meu coração quer ir, o que minha fome quer comer, o que meus olhos querem ver, o que meu corpo inteiro diz, sempre no cuidado para não me trair, ouvir o que meus desejos gritam, ouvir o que meus medos sussurram. Me encontro e me perco em mim mesma numa tentativa de me constituir na mulher dos meus sonhos e tenho falhado em querer limitar, em querer fechar, enrijecer. A mulher que há em mim tem diversos desejos que mudam a cada momento, sou cheia de sonhos, de gosto, de cores e melodias, como eu poderia querer me achar e me fechar em mim mesma? Pois então sou isso e também sou o que há de ser , sou as possibilidades, sou os mistérios e é disso que me movo
Se você sentisse o veneno que escorre dos lábios que você julga beijos tão doces, você beijaria mais intensamente, pois é no insano que a gente se encontra, nossos abismos são parecidos, nascemos pra batalha, mas não sabemos o que fazer quando se ganha a coroa. A graça tá no caminho, a graça tá em gastar. Eu aprecio o movimento como quem vê salvação para os próprios demônios e nunca me peça para permanecer, eu vivo os dias esquecendo tudo que fiz, tudo que sou, e o que sou? Eu escorrego pela vida submersa num mundo que nunca sei se é real ou se vale a pena saber
Carolina Galvão
A astrologia já explicaria um encaixe tão perfeito, acho que algum registro por aí sobre o funcionamento do universo também consta sobre nós. Eu sonhei com você e te senti antes mesmo de você chegar, eu sonhei com nosso beijo, eu estive sintonizada antes de poder te tocar. Era você e a cada dia tem sido sempre mais. Eu te vejo, me vejo, te beijo e desapareço e só reapareço em nós. É sempre impossível controlar minha dose de você porque também sou eu, isso diz sobre você também. Seu beijo, seu toque, seu corpo que nunca é tão seu e nada é tão meu nessa necessidade profunda de ser uma coisa só, uma coisa que se produz, que só se torna possível no encontro. O resultado não é nas metades, não é uma coisa ou outra, nem um pouco de cada coisa, ela é em si, em ser e sem dúvida nós somos "nós" e isso é sempre melhor do que quando eu era apenas eu. Fomos atraídos todo esse tempo como estrelas voltando pra casa, te fiz meu lar. Quero morar no seu sorriso entre os beijos, quero morar nas suas pintinhas, quero morar no seu olhar, nos teus carinhos, quero morar no seu peito onde sempre deito e descanso, quero acordar com o som das batidas do seu coração que é sempre tão acelerado quando somos nós, quero ouvir sua voz antes de piscar meus olhos pela última vez antes de dormir e ao acordar quero admirar sua carinha de sono com um sorriso de canto mostrando que as palavras não são necessárias para que se perceba como tudo isso é tão certo. Completamos as frases, sabemos ler nossos olhares, reconhecemos nossos corpos. O que dizer desse encontro senão espiritual? Como posso negar quando você insiste tanto em ser meu e eu sua? Se a gente embala no mesmo ritmo, canta as mesmas canções e consegue ser a cura. Como posso tentar resistir quando você deita no meu colo com um cheirinho tão seu? Como posso não me encantar quando você diz da vida de um jeito naturalmente lindo? Como quando me fala sobre sentimentos bons que nem sabe o nome, mas que transcende na sua forma de existir. Eu não resisto. Eu nem tento. Eu me rendo a essa delicadeza da sua existência. Eu me rendo porque você me desarma, porque segura minha mão e a cada dia me mostra suas certezas, porque você não tem medo, porque mergulha e faz planos de ir embora comigo mesmo sem saber pra onde, e por acaso precisamos saber? Amanheci.
Carolina Galvão
Eu gostaria de lhe agradecer pelas inúmeras vezes que você me enxergou melhor do que eu sou. Pela sua capacidade de me olhar devagar, já que nessa vida muita gente já me olhou depressa demais.
Desconhecido. (via orquestrando)
É numa dessas que eu ainda vou e não volto.
Carolina Galvão
Eu não sou o tipo que precisa de delicadeza ao chegar Me invada Me penetra Me toma pra si. Eu fui atravessada por uma lança e agora arde como brasa. Eu só quero sentir o toque como de quem toca uma seda, mas me queima, rompe os meus tecidos e chega até a alma. Me sinta Ouça minha respiração ofegante Tire a minha roupa Tire a sua roupa que eu quero tocar seu corpo com o meu corpo Me sinta. Me faça sentir. Sentimos, eu sei. Irresistível energia de atração.
Mas nem é isso que incomoda, o foda é ver as promessas quebradas, mais uma vez
Carolina Galvão