Por que ela tinha que ser tão gracinha? Quem resiste? Oh inferno...
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Por que ela tinha que ser tão gracinha? Quem resiste? Oh inferno...
Roberta, sussurrando: Quer me morder de verdade? Atila: Quero. Roberta: Vamos sair daqui então.
Roubando uma freira do convento.
O convento era uma casa branca, simples e desgastada pelo mau tempo. O portão de ferro estava aberto permitindo que quem estivesse do lado de fora tivesse vislumbre de Roberta saindo pela porta da frente. Sentando-se nos primeiros degraus da varanda com os cabelos voando ao vento e os pés descalços, as lágrimas escorreriam por suas bochechas e pingavam no decote do vestido amarelo de babadinhos por um instante. O toque do celular a faz tirar o aparelho do bolso raso do vestido, ler a mensagem e erguer a cabeça a tempo de ver seus amigos ali, na porta do convento. Três cabeças das freirinhas surgiram na janela olhando para nós enquanto se levantava correndo, mesmo descalça, até eles. O sorriso deslumbrado se abriu em seus lábios e arremessou seu corpo com tudo em um abraço com Atila e Alizia juntos.
Atila sabia onde e como ela estaria. Com a mensagem enviada, voltou a por o celular no bolso e se aproximou do portão de ferro, abrindo um sorriso quando sua loirinha percebeu que realmente estavam ali. Era um sorriso bem largo e bonito, e não passou despercebido para ele as freirinhas que observavam da janela. Abraçou Roberta, encaixando Alizia junto e fecha os olhos com o aroma da garota de vestido amarelo, respirando fundo e balança a cabeça, abrindo os olhos. Se o coração batesse, ilustraria o que estava sentindo. Uma saudade e felicidade absurdas por estar com sua freira. — Oi, Robie. [...]
Homicide Squad.
fun days.
Homicide Squad
Atila: Ok, é oficial, a gente vai pegar a Roberta naquele convento. Quem vem?
Alizia: Não entendi porque a gente não foi, já matei metade das plantas na estufa.
Perla: Tô dentro.
Romeo: Atila, deixa a menina quieta.
Atila: A gente vai no anoitecer e... porra, Romeo, ela tá num caralho de convento.
Romeo: É onde ela quer tá, ué.
Alizia: O caralho.
Perla: Ela tá fora de si.
Atila: Enfim, anoitecer.
Alizia: Vou chamar o Mav.
Romeo: Não acredito que vou dizer isso... Eu dirijo.
AB & RA
[...]
Atila: Eu não quero mais te por nessa posição, Roberta, de ter que me escolher ou tudo que sempre quis
Roberta: O que quer dizer?
Atila: Quero dizer que podemos fazer um trato, o que você acha?
Roberta: Que tipo de trato?
Atila: Não quero ficar longe de você, mas já ficou óbvio que você acha que não sou o suficiente pra ser o seu "mais". Então podemos ser amigos.
Roberta: Podemos ser amigos. Eu acho.
Atila: Acha?
Roberta: Eu tenho sentimentos, Atila. Tenho que lidar com eles.
Atila: Eu também tenho sentimentos, Robie.
Roberta: Não como os meus
Atila: Puros? Talvez não. Mas seria bom se fossemos amigos
Roberta: Podemos tentar. Não gosto desse clima ruim que deixamos
Atila: Eu também não. Então podemos fazer uma coisa juntos pra acabar com esse clima.
Roberta: O que sugere?
Atila: Que tal Coney Island?
Roberta: Eu tô no México
Atila: Por que...?
Roberta: Voltei para o convento.
Quando a verdade vem à tona... Parte 1
A pressão era forte demais. Roberta conseguiria aguentar o maior defeito de Atila? Um defeito que sequer era de fábrica, mas tinha sido causado pela garota que mais bonita no mundo inteiro. A troca de mensagens com a garota que habitava seus pensamentos dia e noite foram o suficiente para colocá-lo em parafuso. Queria acreditar que Robie ficaria mesmo que ele fosse defeituoso demais. Então iria apostar.
Já estava lá embaixo, esperando por ela, andando de um lado para o outro, com os nervos a flor da pele. Além da sede que emergia em suas veias, ainda tinha o resto... Ele não era bom. Ele não merecia Roberta America. Mas queria merecer. Isso já não bastava? Não era o suficiente?
Ouve seus passos descendo as escadas devagar usando pantufas nos pés. Era fim de verão, então aquela noite Robie optou por usar um baby doll verde grama. Seus cabelos estavam soltos e desgrenhados, ainda mais com o vento no pátio. — Atila? — se aproxima devagar e o chama baixo.
Vira o corpo em sua direção e se aproxima na velocidade vampÃrica, segurando seu rosto entre as mãos e gruda a testa na dela, respirando forte enquanto a mantinha contra si por alguns segundos — Desculpa tirar você da cama. Mas é importante.
Roberta se arrepiou com o toque gelado, mas sentiu a urgência em cada centÃmetro dele. Com os olhos fechados segurando em suas vestes, puxa Atila para mais perto. — O que aconteceu? Você parece nervoso. — se preocupa.
Segura Roberta contra o corpo, embrenhando os dedos em seu cabelo e desce a outra mão em volta de sua cintura, segurando-a firme — Eu estou — diz baixinho e respira fundo — Eu... tenho que te falar uma coisa. — Era um fato que se o coração do vampiro batesse, estaria forte demais.
— Está me deixando preocupada, Atila. — disse com a voz trêmula segurando mais firme em sua roupa.
— Vem cá — ergue a garota nos braços que, pra ele, não pesava nada. Senta contra uma das muretinhas, encostando na parede e deixa Roberta entre as pernas. Não queria que ela se afastasse — Eu sei que você ainda não me aceitou e... sei que tô em fase de teste, por assim dizer.
Arfa em surpresa ao ser erguida e instintivamente prende as pernas em sua cintura, escutando com atenção, ainda sentindo o coração humano disparar no peito de nervosismo. Apenas assente devagar para o que ele falava.
— Então preciso falar a verdade... ou o máximo que posso. Ok? — afasta o rosto para olhar o dela, a respiração forte e... ah, se o coração batesse...
— Ok. É uma confissão? — pergunta em um sussurro.
— Não. É um fato. Ou alguns. — diz no mesmo tom.
— Certo. O que você quer falar?
Respira forte e afasta seu cabelo do rosto, olhando em seus olhos — Eu posso te dar tudo, Robie. Tudo o que você quiser. Mas tem uma coisa que não posso te dar, querida, e você tem que decidir se consegue viver com isso ou não.
— Uma coisa entre o resto do mundo? Não parece algo tão ruim, Atila. — Roberta dá uma risada leve abraçando ele mais apertado com as pernas.
— Mas é uma coisa importante. Sabe aquela coisa bonita que toda mocinha quer quando lê um romance clichê? Ou vê um filme onde o casal só fica junto por uma coisa?
Sorri largo assentindo com os olhos brilhando só de pensar nos chick lit que ama ler e nos filmes de romance perfeitos. — Claro. — assente — O que eu sempre quis achar. Amor, né?
Só concorda, sentindo sua garganta fechar e os olhos marejarem, mas não chora. Segura Roberta com mais força — Eu posso te dar tudo, Robie, só não posso te dar isso. É a única coisa que não vai dar e que eu nunca dei nem para o meu pai.
Deixa as mãos caÃrem no colo com o sorriso desmanchando. Por vários minutos apenas encarou ele com os olhos lacrimejando e e os lábios tremendo. — O que? — sussurra com as lágrimas escorrendo nas bochechas — Você nunca vai me amar? Nunca? — empurra Atila gentilmente para se afastar.
— Fica aqui, por favor — pede baixinho, sentindo-se quebrar e a segura mais firme, os olhos buscando os dela e respira forte — O problema não é você, Roberta, você é... tudo que tem de bom no mundo em uma pessoa só. O problema sou eu.
As lágrimas saÃam sem controle e era claro que sentia seu coração quebrando em pedacinhos. Nega, empurrando ele de novo quase sem força e funga pesado tentando falar, mas só sai um soluço doloroso e quebrado.
Traz a loirinha pra si, abraçando-a apertado e embrenha os dedos em seu cabelo, sentindo o próprio rosto ser lavado de lágrimas. Sentia-se muito pior do que quando detonou pela primeira vez com seu controle de merda — Eu sinto muito, Robie. E quero te contar um dia o motivo disso, mas... eu sinto muito.
O choro era de soluçar com o rosto escondido no peito dele por vários minutos. Estava quebrada e destruÃda. Atila Benite não era um prÃncipe encantado. Não o dela. — Me deixa ir, Atila. — pede em um sussurro sem força para empurrar ele de volta — Eu não sei porque achei que poderia me amar. Nem meus pais me amaram.
— Robie... — respira fundo e segura seu rosto, olhando-a nos olhos com a dor transbordando por ele também. Amor não servia pra nada. Só destruÃa tudo. — Eu adoro você, Roberta, andaria pelo fogo, cruzaria a porra do oceano inteiro. Ficar sem sexo é de longe a coisa menos difÃcil que já fiz. Quero você. Por favor, decida me querer também.
— Como eu posso viver sem amor? — sussurra olhando ele nos olhos, ou achava que estava olhando já que não enxergava bem com as lágrimas — Eu quero um conto de fadas, eu mereço um conto de fadas.
— Eu posso te dar tudo, Roberta — afirma, subindo as mãos para segurar seu rosto e gruda a testa na dela. Estava trêmulo como nunca estivera antes. Bom, duas vezes antes.
Chora audÃvel e fungando, a cabeça doÃa e o corpo tremendo. Por que tinha que ser daquela forma? Por que? — Você não pode me dar o principal. A única coisa que eu realmente quero. — passa a mão nos olhos para olhar ele melhor, diretamente em seu rosto — Você não vai me amar nunca? Nunca mesmo?
Atila estava visivelmente sofrendo tanto quanto, preso em seu passado e vivendo um impasse em seu presente, com um impacto que iria direto para seu futuro. Respira forte, dolorido, apertando-a tanto, mas não com força suficiente para marcar sua pele linda — Isso não vai acontecer, Robie. Eu não consigo.
Assente devagar encolhendo os ombros e limpa o rosto fungando algumas vezes. Engole em seco e respira fundo tentando juntar o que sobrou da pouca dignidade. — Eu espero que seja feliz. — sussurra realmente verdadeira e beijo a pontinha de seu nariz antes de descer a mureta devagar. — É melhor eu entrar. — diz de cabeça baixa, sem coragem de olhar para ele novamente.
— Isso nunca vai acontecer, Roberta — disse baixinho e a olha se levantar, sentindo um turbilhão dentro dele, o descontrole despontando e se segura com firmeza contra a mureta, encarando a garota com muita, muita dor. Limpa o rosto — Sei que gosta de estar comigo, sei o que sente quando está comigo, Robie. Leva isso em consideração, tá bom?
— Isso nunca vai ser suficiente para mim. — sussurra com a mão no peito como se pudesse proteger o próprio coração — Ainda podemos ser amigos, Atila. Você é uma boa pessoa. — coloca um sorriso bonito nos lábios e se vira voltando a chorar, mas dessa vez baixinho. É assim que retoma o caminho de volta para o quarto, de onde desejava não ter saÃdo.
Franze as sobrancelhas com sua fala e a olha se virar, sentindo as pontinhas dos cabelos roçarem em seu rosto e foi quando perdeu totalmente a noção, rugindo como um animal. Chutou um pedaço do murinho, abrindo um buraco ao gritar — NÃO VIRE AS COSTAS PRA MIM, PORRA!!!
Para assustada com o grito na entrada do corredor e seguro na parede olhando para trás. A expressão era de medo ao vê-lo daquela forma e se encolhe um pouco, olhando-o. — Atila? O que deu em você? — pergunta em um sussurro chegando mais perto.
Naquele ponto, já estava sentado de novo, com as mãos na cabeça e tremendo tanto que sequer conseguia falar alguma coisa. Os olhos estavam fechados e parecia perdido pra caramba. Muito perdido. Respirava devagar, tentando se recolher daquele chão imundo. — Prende o cabelo, Roberta. E senta aà — manda baixo, afundando os dedos nos próprios cabelos.
Não deveria obedecer uma ordem dele, mas quando se deu conta, Roberta já tinha feito um coque em seus cabelos longos e se sentou na mureta novamente com o olhar fixo no garoto que a tinha feito se apaixonar.
Respira forte, apertando as mãos contra si mesmo, ficando parado daquele jeito por longos minutos enquanto tentava apagar a imagem de Viviana. Enquanto tentava apagar a noite toda de sua mente.
[...]
AB & RA
Atila: Robie?
Roberta: Oi, meu bem
Atila: O que tá fazendo acordada, linda?
Roberta: Tô sem sono. Contar carneirinhos não tá funcionando.
Atila: Posso ir te ver?
Roberta: Claro. Quer vir no dormitório? Ou te encontro em outro lugar?
Atila: Na verdade eu preciso de um pouco de ar. O pátio?
Roberta: Ok, tô descendo.
Beber o sangue é uma atividade muito mais Ãntima do que beijar.
AB & RB
Romeo: O que exatamente aconteceu entre vocês?
Atila: *áudio explicando*
Romeo: Você surtou com ela?
Atila: Ela virou as costas, Romeo.
Romeo: Ela não é a Viviana.
Atila: Eu não estava no pátio, eu estava... você sabe onde.
AB & RB
Romeo: Atila. Gael acabou de me avisar que você tá em casa. O que tá acontecendo?
Atila: Acabou, Romeo.
Romeo: O que você fez?
Atila: Disse os fatos
Romeo: Contou a verdade pra ela?
Atila: O suficiente. E ela não me quis. Você tinha razão. Eu não sou suficiente
Romeo: Neném... Não é assim. Eu tô indo pra casa. Vou ficar com você.
Atila: É assim, sim. Apostei e perdi
AB & RB
Atila: Roberta e Ilyanna se conheceram hoje.
Romeo: Sério?? Como foi isso?
Atila: Eu estava falando da Robie com a Ali, aà a Ilyanna chegou perguntando o que estava rolando, de repente a Roberta sobe e tentei não derreter o cérebro ali mesmo, mas óbvio que fiquei do lado da Roberta o tempo todo, de mãozinha dada. Ela parecia nervosa.
Romeo: E como elas reagiram?
Atila: Robie parece que ficou nervosa e tentou me soltar e a Ilyanna... acho que ficou normal. Tapa na cara.
Romeo: E como você se sentiu, neném?
Atila: Nervoso. Não queria que a Roberta recuasse só por causa da Ilyanna. E a Ana ainda deve ter achado que eu estava fazendo besteira pq a Ali ficou chamando a Robie de freira.
Romeo: Ela não tá errada. Você tá sim fazendo besteira
Atila: Você não pode me apoiar nesse caralho?
Romeo: Apoiar quebrar uma garota inocente? Nunca.
Atila: Eu não vou quebrar ninguém, Romeo
Romeo: Você vai e você sabe.
Atila: Que fé do caralho que vc tem.
Romeo: Eu mais do que ninguém quero que você seja feliz e que realmente AME alguém, Atila.
Atila: Isso *NÃO* existe, Romeo
Romeo: Então não me peça para ter fé em você
Atila: Ok.
Romeo: Não machuque a Dálmata.
[...]
AB & RB
Atila: Não vou quebrar o coração dela, porra
Romeo: Neném... quando você vai entender que ela precisa de alguém que diga que a ama? Você não é essa pessoa. Você vai quebrar o coração dela.
Atila: Não, eu não vou. E você não sabe se é disso que ela precisa. Vai que ela me entende?
Romeo: Vai dizer as palavras? Vai senti-las? Ai Atila
Atila: É muito novo pra por esse peso nas costas dela
Romeo: Por favor
Atila: É, sim! Contou alguma coisa pra japonesa por acaso ou ta mais ocupado enfiado no meio das pernas dela?
Romeo: Você sabe que eu não vou contar nada
Atila: Então você tá tão fodido quanto eu.