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'Cause all my life I felt this way, But I could never find the words to say | Dylemma
Apenas algumas semanas separavam os alunos do sĂ©timo ano do momento mais decisivo de suas vidas acadĂȘmicas, diferente de muitos, Emma jĂĄ tinha decidido seu futuro hĂĄ anos e nĂŁo era segredo para ninguĂ©m no castelo o que a esperava depois que deixasse Hogwarts. Quadribol era a Ășnica coisa que ela tinha para se focar e apoiar naquele momento e ainda assim estava cometendo erros amadores durante o processo, mas nĂŁo era algo aleatĂłrio e ocasional, nĂŁo, as causas de seus problemas tinha nome e sobrenome, Dylan Mulciber. Em sua mente, a morena tentava refazer todo seu histĂłrico com o garoto, no passado quando passavam boas horas de conversas filosĂłficas depois do toque de recolher, atĂ© o momento atual, em que mal podiam ficar no mesmo ambiente sem que uma chuva de insultos acontecesse. Era desgastante e o incomodo que a presença de Dylan causava em Emma era quase viseral, chegando a se sentir doente na presença dele, do que ele havia se tornado para ele. Muito mais que uma implicĂąncia gratuita, eram as reaçÔes que ele causava nela, a admiração mĂștua que sentiam um pelo outro se transformara em um aparente desprezo. Aparente era a palavra, pois as açÔes dos dois jovens eram apenas para acobertar o que realmente estava no fundo de toda essa complicada histĂłria. Emma jĂĄ havia desvendado as origens dos seus sentimentos conflitantes em relação a Mulciber, mesmo que jamais tivesse qualquer intenção de anunciĂĄ-los em voz alta. Mas Mulciber sequer tinha alguma razĂŁo obscura para toda aquela guerra gratuita que começara contra Vanity? NĂŁo saberia dizer a resposta.
As rondas noturnas se tornaram suas favoritas, o silĂȘncio era colhedor, um dos poucos momentos em que Emma se sentia verdadeiramente em paz, sem a constante presença de outros alunos e suas vozes para inundar sua mente. Caminhando pelos corredores vazios, a escola atĂ© parecia um grande castelo abandonado, apenas os fantasmas, vez ou outra, apareciam em suas marchas noturnas. Curiosamente, Emma acabou no mesmo corredor de anos atrĂĄs, aquele mesmo local em que tivera uma interessante e complexa discussĂŁo com Mulciber sobre Maquiavel, sobre o ser temido ou amado. Como se seus pĂ©s tomassem vida, a jovem caminhou atĂ© a sala vazia, deixando certo saudosismo tomar conta de seu corpo, entrou na mesma, obervando o local engolido pelas sombras. Antes que pudesse deixar o local, algo se mexeu nas sombras e Emma soltou um longo e cansado suspiro, jĂĄ preparava seu habitual discurso para o aluno que arriscara quebrar o toque de recolher, mas parou antes que qualquer palavra saĂsse da sua boca. Ficou apenas parada fitando a imagem no escuro, nĂŁo precisava de muita luz para saber de quem se tratava, era ele. Que tipo estranho de coincidĂȘncia o trouxera era, justamente aquela sala, no meio da noite? A curiosidade pinicava na mente de Emma, mas ela era orgulhosa demais para perguntar, nĂŁo iria ceder a necessidade de saber se ele estava ali pelas mesmas razĂ”es que ela, nĂŁo poderia dar isso a ele. â VocĂȘ quebrou o toque de recolher. â Limitou-se a dizer, sem muita emoção na voz. Pela primeira vez em muito tempo, seu tom nĂŁo era irritado ao falar com ele, muito menos com desprezo, era atĂ© algo prĂłximo de calma, mas na verdade, era puro cansaço. Daquela estĂșpida guerra entre eles, de tudo o que eles haviam se tornado um para o outro, de todos os sentimentos que nĂŁo seriam proferidos, ainda que fossem latentes e queimassem por dentro.
A Midnight Talk | Emma&Evan
A monitoria provavelmente era a segunda atividade que Emma mais apreciava no castelo, claro que quadribol sempre viria em primeiro lugar, contudo o poder que tinha em mĂŁos como monitora era algo bem atrativo, a permissividade de caminhar pelos corredores do colĂ©gio tarde da noite, alĂ©m do fato de poder distribuir puniçÔes a alunos indesejĂĄveis, como nĂŁo apreciar algo assim?! Outro fator era poder ficar sozinha pelos corredores, sem nenhuma voz para perturbĂĄ-la, podendo refletir sobre os acontecimentos dos Ășltimos meses e atĂ© relaxar, pois a convivĂȘncia no castelo era exaustiva. Aturar crianças e adolescentes cheios de vontade e com sentimento de grandeza era uma tarefa ĂĄrdua, nĂŁo tinha tempo ou paciĂȘncia para aguentar pessoas egocĂȘntricas, jĂĄ tinha o prĂłprio ego para lidar e nĂŁo sobrava espaço para mais ninguĂ©m.
Depois de caminhar exaustivamente pelos mais diversos corredores do castelo, Emma jĂĄ estava pronta para traçar seu caminho de volta para as masmorras, mas uma movimentação prĂłxima ao corujal acabou chamando sua atenção. A jovem hesitou alguns instantes antes de ir verificar a situação, podia muito bem fazer vista grossa e ninguĂ©m saberia desse pequeno deslize, mas a intuição acabou falando mais alto e seguiu atenta atĂ© o local, com a varinha em mĂŁos, atenta a menor movimentação. Quando chegou ao local, acabou por abordar um jovem de sua casa. â Seriously, Evan? Estou no meu limite de abonar seus deslizes. Sua sorte Ă© que preciso da sua presença no time de quadribol. â Indagou, medindo o garoto com os olhos, estudando suas reaçÔes, enquanto girava a varinha entre os dedos da mĂŁo direita.
- Qual a desculpa dessa vez? Espera, tem alguma menina envolvida? Se tiver nĂŁo quero saber. â Completou, esboçando seu habitual sorriso debochado, nem sabia se iria de fato dedurĂĄ-lo, jĂĄ que o processo tomaria certo tempo e realmente estava ansiando por sua cama, tivera um dia cheio, aulas exaustivas, um treino puxado e uma ronda extensa, nĂŁo era como se estivesse ansiando por mais alguns minutos perdidos dando explicaçÔes a Filch ou ao Professor Slughorn. Sem falar, claro, que Evan era uma peça essencial no seu time e se ele estivesse de detenção o time da casa ficaria desfalcado. â E entĂŁo? Pensou em sua defesa? E seja mais inteligente e menos criativo dessa vez. â Ergueu a sobrancelha em sinal de desafio, ainda mantendo o sorriso nos lĂĄbios, esperando que ele reagisse a seu suave ataque, Emma nĂŁo esperava nada menos que alguma resposta atravessada, afinal a casa tinha certa fama e era difĂcil fugir dela.
You're queen of cliches | Vanity&Bellanova | March 78
Hogwarts costumava ser um refugio, nĂŁo mais. A vida na escola estava cada vez mais fatigante e sem propĂłsito. O que antes era um sinĂŽnimo de libertação, comparado ao cenĂĄrio e prisĂŁo da prĂłpria casa, aos poucos ia perdendo seu sentido, as paredes da escola pareciam diminuir com o passar dos dias, as vozes os alunos eram sufocantes, cercando-a por todos os lados. O cenĂĄrio nĂŁo era nada promissor, mas talvez nĂŁo fosse sĂł ela que se sentisse assim, desde os atentados no Feriado dos Fundadores, os Ăąnimos no castelo estavam alterados, ainda que em sua casa uma aura diferente tomasse conta dos alunos. O medo era o sentimento dominante, alias, deveria ser, mas pela postura de alguns colegas, era fĂĄcil determinar que nĂŁo era exatamente isso que percorria em suas veias. Era tĂŁo Ăłbvio para Emma, somente um tolo nĂŁo veria as verdadeiras intençÔes de alguns ali, nĂŁo que muitos fizessem questĂŁo de escondĂȘ-las, a bola jĂĄ havia sido cantada anos antes, construĂda pouco a pouco no imaginĂĄrio de muitos, o que era certo, o que era aceito. Antes, Emma pensava que apenas o seu mundo iria desmoronar ao terminar Hogwarts, mas agora conseguia ver muito alĂ©m de si mesma, conseguia ver, mas nĂŁo se importar, de fato. Seus planos continuavam sendo traçados e o mundo iria ruir as suas costas, nĂŁo iria ficar para ver a ascensĂŁo ou destruição de ninguĂ©m. NinguĂ©m.
Mas Vanity ainda tinha um Ășltimo recurso em Hogwarts, era clichĂȘ e era Ăłbvio, contudo o quadribol era a Ășnica coisa que lhe trazia certa liberdade. Ficar suspensa metros de distĂąncia do chĂŁo, sentindo o vento cortante no rosto, com nada, nem ninguĂ©m querendo controlar seus gestos e açÔes. Apenas com um objetivo a ser executado, vencer a partida. E ela era boa, sua tĂ©cnica agressiva poderia ser questionĂĄvel, mas Emma Vanity era uma excelente estrategista e jogadora de quadribol, ninguĂ©m poderia tirar isso dela. A vontade era se dedicar exclusivamente ao esporte nesses seus Ășltimos meses em Hogwarts, porĂ©m tinha que cumprir seu papel no teatrinho que inicia desde do seu primeiro ano na escola, tinha suas obrigaçÔes e como sempre, as cumpria com louvor. Seu estado de espĂrito refletia em suas tarefas e quanto mais se sentia dominada e presa no castelo, transparecia isso no exercĂcio de suas atividades, fosse como treinadora de quadribol, fosse como monitora. A monitoria era sempre mais desafiadora, afinal nĂŁo era sĂł ela que sofria os reflexos da mudança de Ăąnimos atual, contudo Emma nĂŁo era nem um pouco complacente aos problemas dos companheiros, muito pelo contrĂĄrio, estava mais dura e mĂŁo de ferro do que nunca. NĂŁo foi com surpresa quando pegou uma companheira de quarto fumando dentro do dormitĂłrio, o que era expressamente proibido pelas normas do castelo. â Really Bellanova? VocĂȘ estĂĄ fazendo isso ser fĂĄcil demais pra mim. â Exclamou com o deboche claro em sua voz, nĂŁo tinha qualquer problema especifico com a menina, mas nĂŁo era de hoje que sabia do desgosta dela com a sua existĂȘncia.
Retirou um bloco de notas da capa e rabiscou alguns detalhes, arrancou o pedaço de papel e caminhou atĂ© Selina, colocando o mesmo em um dos bolsos dela. â Detenção, sĂĄbado as 06, ouvi dizer que vocĂȘ gosta de acordar cedo. â Deu as costas e voltou a caminhar pelo quarto. â Tenho certeza que a Professora Sprout vai fazer bom uso da sua companhia. Aproveite. â O desdĂ©m continuava claro na voz de Emma, como tambĂ©m sua indiferença quanto Ă s motivaçÔes de Selina, afinal, era quase se a outra estivesse pedindo por aquilo. Â
[pov | PT part I/II]Â the world is falling apart but i honestly don't care
E finalmente chegara o dia do tĂŁo falado e esperado Banquete Anual de Salazar Slytherin, os alunos receberam dispensa por alguns dias para que pudessem se reunir com a famĂlia para as festividades do Dia dos Fundadores, contudo a famĂlia Vanity ignorava todas as outras comemoraçÔes, dando importĂąncia unicamente ao banquete, como naturalmente faziam outras famĂlias que compartilhavam de ideias semelhantes a famĂlia de Emma. Obviamente, a morena acabava por estar no meio de toda aquele agitação ao qual nĂŁo compartilhava tamanha animação, mas pelas crises ressentes sofridas pela famĂlia, fora obrigada a baixar a cabeça e acatar a ordem do pai para comparecer ao jantar e mais, ter uma presença excepcional no mesmo. E Emma sabia quais seriam as consequĂȘncias caso sua atuação no evento fosse insatisfatĂłria, jĂĄ sentira na pele o que as pesadas mĂŁos do pai eram capazes de fazer, alĂ©m da constante ameaça de ter seus preciosos planos de fuga frustrados por ele.
Engolindo o orgulho e se entorpecendo com o ĂĄlcool as imagens da mĂŁe para suportar tantas coisas desagradĂĄveis, a jovem Vanity iniciou seu processo de preparação para o banquete. Como estava sobre vigilĂąncia ferrenha nĂŁo apenas do pai, mas da tirĂąnica avĂł, nem ao menos teve chance de escolher a prĂłpria roupa, sendo relegada a ela um vestido negro, como era costume entre a elite. A peça nĂŁo tinha nada de chamativa, mas Emma nĂŁo estava tĂŁo disposta a ser submissa quanto esperavam e deu seu toque para que o traje ficasse ao seu gosto e estilo, clĂĄssica e levemente provocativa, elegante e sensual.  Em meio ao drama famĂlia, Emma atĂ© mesmo aproximou-se da mĂŁe o quanto ela deixou, compadecendo-se da situação a qual ela vivia, nĂŁo conseguia entender como ela suportara tantos anos naquele lar sufocante. JĂĄ pronta, adentrou no quarto da mĂŁe que tinha problemas em arrumar as mechas negras e em um gesto raro de afeição, a jovem aproximou-se da figura materna e completou o penteado.
- Emma, eu sinto tanto. â Margery disse em um fio de voz, era notĂĄvel seu sofrimento e angustia, mas ambas sabiam que nada tinha a ser feito, as coisas eram daquele jeito. Margery selara seu destino anos atrĂĄs e agora suas chances de escapar de tal desprezar eram praticamente nulas e ver que a filha seguia um caminho semelhante ao seu era doloroso demais para se presenciar e mais do que nunca, a bebida veio entorpecer seus sentidos e percepção as coisas a sua volta, sĂł assim conseguiria suportar tamanho peso. â Vamos, nĂŁo podemos deixĂĄ-los perder o melhor da festa. âBradou em seu habitual tom de debocha, arrancando um fraco sorriso dos lĂĄbios da mĂŁe. Usando uma chave de portal cedida pelos anfitriĂ”es, a famĂlia nĂŁo tardou a chegar Ă MansĂŁo dos Mulciber e Emma mal colocara os pĂ©s no lugar e aquela incomoda sensação no estomago voltou a aparecer. Era fato que existia uma estranha relação entre ela e o primogĂȘnito dos Mulciber, uma tensĂŁo crescente e avassalador que chegada a assustar.
Caminhou imponente pelo salĂŁo ornamentado, fazendo breves mesuras com a cabeça a cada figura que encontrava, o sorriso nos lĂĄbios era apenas uma fachada, uma bela e sexy fachada, por dentro a jovem estava uma bagunça, sentimentos de frustração e inquietação a inundavam, alĂ©m da instigante necessidade de esbarrar casualmente com um dos donos da casa, nĂŁo qualquer um, mas aquele especĂfico. Que para sua sorte e irritação, nĂŁo se encontrava em local algum. Emma entĂŁo se serviu com uma taça de hidromel e caminhou atĂ© uma das grandes varandas no salĂŁo, olhando para os jardins suntuosos da MansĂŁo. Manteve a postura esperada pelos pais no decorrer da noite,apenas aguentando as conversas forçada por estar se entorpecendo de ĂĄlcool a todo momento. Quando chegou o momento do jantar, os movimentos de Emma eram todos mecĂąnicos, fazendo o possĂvel para nĂŁo derrubar o copo ou algum talher no chĂŁo. Sobre a vigilĂąncia constante do pai, a jovem esboçava um sorriso debochada e virava mais um taça de champanhe, nĂŁo chegava a estar totalmente bĂȘbada, mas suas feiçÔes jĂĄ nĂŁo eram tĂŁo tensas e os olhos demonstravam um leve brilho que nĂŁo lhe era caracterĂstico. Quando o jantar finalmente terminou, Emma nĂŁo se sentia mais tĂŁo sufocada quanto antes, mas tampouco passava uma imagem extremamente lĂșcida e sĂłbria. Mas era sĂł dar uma olhada ao redor, nĂŁo era a Ășnica que se encontrava dessa maneira, entĂŁo apenas deu de ombros. Seu pai estava muito ocupado com qualquer conversa estĂșpida e sua mĂŁe, bem, aquela ali conseguia estar pior do que a prĂłpria filha.
Ao longe, Emma viu a figura de Mulciber, rodeado por pessoas, o que era esperado de um anfitriĂŁo, Trocaram olhares por meros segundos, mas fora o suficiente para Emma sentir tamanho incomodo que a fizera deixar o salĂŁo principal e se dirigir atĂ© a varanda. Tomou um pouco e ar fresco no rosto, apenas o suficiente para recobrar a ordem dos pensamentos. Assim que retorou ao salĂŁo, foi de imediato a procura da mĂŁe, apenas para anunciar que estava voltando para casa, fizera a sua parte. Comparecera ao evento e nĂŁo fizera nenhum papelĂŁo, nĂŁo precisava mais do que isso e tampouco queria correr o risco de esbarrar com Mulciber o resto da noite. Deu um beijo na mĂŁe e caminhou atĂ© a entrada da casa para poder aparatar, fora apenas no dia seguinte, quando se juntara a famĂlia para o cafĂ© da manhĂŁ que recebera a notĂcia dos acontecimentos da Ășltima nota. Teve que conter um leve sorriso que teimava em aparecer em seus lĂĄbios, que trĂĄgico seria se o prĂłprio pai fosse a vitima da noite, nĂŁo? Mas teria tal sorte, apenas deu de ombros quando ficou sabendo da morte, simplesmente nĂŁo dava a mĂnima, principalmente se fosse a vida de algum dos que propagavam pensamentos estĂșpido de um lunĂĄtico. â TrĂĄgico. - Foi o que conseguiu comentar, sem deixar de lado grande deboche na voz, recebendo um olhar de repreensĂŁo do pai, mas no mais, era sĂł mais uma manhĂŁ comum na MansĂŁo dos Vanity. O mundo ao redor nĂŁo tinha importĂąncia, nĂŁo para Emma, seus planos seguiriam o mesmo, com ou sem uma guerra prestes a iniciar.
youngbreakoutactresses:
I am⊠stubborn, and I admit it, so itâs OK.
{flashback} Because I'm doing this for the thrill of it, killin'Â it | Melanie & Emma
m-fdeutsch:
Melanie costumava gostar dos jantares que seus avĂłs davam, mas a medida que foi crescendo todas aquelas festas eram menos motivo de diversĂŁo e sim de mais responsabilidades. Ela sempre tinha que entrar na personagem de si prĂłpria que ela criou para sua famĂlia e aquilo era cansativo. Bancar a neta perfeita nĂŁo era fĂĄcil, ser usada como exemplo quando claramente nĂŁo se Ă© exemplo de nada, era algo que ela nĂŁo havia aprendido a lidar com os anos. A famĂlia Flint por mais que nĂŁo fosse realmente a parte que geralmente usava a sonserina como fantoche, ainda era complicada. Sua avĂł sempre lhe usava como exemplo e que todas as netas tinham que ser mais como ela, uma dama, alguĂ©m obediente, que sabe exatamente quais sĂŁo suas obrigaçÔes na sociedade bruxa. Mel nunca soube de nada disso, talvez quando era menor e acreditava que aquele era o Ășnico jeito de levar a vida, mas agoraâŠEla nĂŁo estava certa se queria continuar sendo apenas uma boneca, deixando que os outros tomassem decisĂ”es em sua vida. Era irĂŽnico o quanto ela pagava de ser uma pessoa livre, que nĂŁo se importava com as opiniĂ”es alheias quando estava dentro de Hogwarts, quando na verdade, do lado de fora, ela estava acorrentada a sua famĂlia.Â
E lĂĄ estava ela mais uma vez com seu enorme vestido, se comportando como uma dama e usando seu melhor sorriso no rosto. Sendo educada com todos e sem poder beber mais do que um ou dois copos de qualquer coisa alcoolica, atĂ© porque uma dama apenas pode beber socialmente. Os olhos corriam sobre o grande salĂŁo da mansĂŁo Flint a procura de sua prima, ela sĂł queria que Emma chegasse logo. Assim elas poderiam ficar por perto e assim enfrentar aquela festa entendiante juntas. Quando viu a morena encostada em um dos pilares, ela deu um sorriso amarelo para uma velha amiga de sua mĂŁe que conversava animadamente sobre como a garota havia crescido e estava linda, assim como estava feliz por ter ouvido falar sobre seu noivado com Dolohov. Educadamente concordou com a cabeça e se desculpou, se afastando da mulher e indo na direção da prima. â Por que mesmo que ainda faço o que eles mandam? Meia hora aqui e eu jĂĄ quero me matar. Ter que ouvir a Avery falando sobre o quĂŁo feliz ela estĂĄ com a notĂcia do meu noivado me fez sentir naĂșseas.Â
As festas familiares eram a parte mais excruciante do calendĂĄrio social de Emma, evitava o tanto que podia, mas vez ou outra tinha que ceder, quando seus pais nĂŁo tinham mais desculpas para dar sobre suas ausĂȘncias. Tinha a impressĂŁo de que eles nĂŁo faziam tanta questĂŁo de sua presença, uma vez que ninguĂ©m ficava exatamente confortĂĄvel com as tantas crĂticas â nada veladas â que a sua avĂł fazia a seu  nĂŁo sĂł respeito, mas como de todos os membros da famĂlia. NĂŁo era segredo que seu pai era um viciado em jogos e bebida e que pouco a pouco ia levando a famĂlia Vanity a ruĂna, se nĂŁo fosse o certo fechado que a parte Flint da famĂlia fazia, Archibald jĂĄ teria levado mais que a sanidade de todos a sua volta. Mas como mandava o figurinho, todos eles fingiam, fingiam que era uma famĂlia bem estruturada, fingiam que pertenciam ao cĂrculo, fingiam que se interessavam uns pelos outros. Era assim que Emma se sentiam quando estava nesses eventos, como uma marionete, controlada, sempre com frases feitas e de efeito, as opiniĂ”es pessoais nunca eram realmente manifestadas. Quando era mais nova cometera o erro de dar uma opiniĂŁo, apenas para levar um tapa da avĂł e ser colocada em seu lugar, ninguĂ©m queria saber a opiniĂŁo de uma criança petulante, alias, ninguĂ©m gostava de garotas cheias de opiniĂŁo, afinal a função da mulher na sociedade era acenar graciosamente enquanto os homens tratavam do que era importante.
NĂŁo precisava dizer o quanto Emma nĂŁo se encaixava nesse lugar, os insultos e provocaçÔes da avĂł foram calejando a jovem ao longo dos anos e passara a nĂŁo se importar mais, comparecia as festas, bebia e voltava para casa. Vez ou outra fazia alguma pequena coisa apenas para deixar claro que ninguĂ©m ali a controlava totalmente. Ela seguia as regras? Parcialmente, mas nĂŁo ia baixar a cabeça e ser sĂł mais uma esposa trofĂ©u, contudo ainda nĂŁo tinha autonomia financeira o suficiente para arcar com uma possĂvel deserção da famĂlia. Tinha que continuar com o jogo social entĂŁo. O vestido escolhido para a noite em questĂŁo era vermelho, com uma enorme fenda das pernas, sabia que a avĂł iria reprovar instantaneamente e era justamente por isso que estava usando-o. Com uma taça de champanhe nas mĂŁos, mantinha-se distantes das rodinhas, como se contasse as horas para poder livrar-se da obrigação quando Melanie veio a seu socorro. â A outra opção Ă© escolher nĂŁo seguir as regras e se tornar a ovelha da famĂlia, como eu. â Replicou, erguendo a taça no ar como se brindasse a algo, antes de sorver boa parte do liquido. â VocĂȘ sabe que nĂŁo tem condiçÔes de aguentar essa festa sĂłbria, nĂŁo sei porque ainda insiste com isso, Mel. â Olhou em simpatia para a prima, Mel escolhera dançar conforme a mĂșsica e nĂŁo julgava a prima, ela sabia como a avĂł poderia ser uma verdadeira megera aqueles que iam contra as suas vontades. â Falando nisso, jĂĄ tem data para a sua boda? â Tentou ao mĂĄximo nĂŁo soltar uma gargalhada com a frase, era quase cĂŽmico a ideia da prima casando com alguĂ©m em um desses arranjos tradicionais, Mel podia atuar para o resto da famĂlia, mas Emma conhecia a prima de verdade. âNĂŁo sei o que faço com vocĂȘ, sĂ©rio. â Completou, balançando a cabeça, esboçando um sorriso genuĂno para a loira. De uma forma ou outra, todos estavam entrelaçados com as vontades da dos Flint.
trentavery:
Mas- Eu- VocĂȘ- NĂŁo- Ok, desisto.Â
Eu nĂŁo estou fazendo corpo mole! Eu sĂł nĂŁo sei porque sĂł eu tenho que treinar amanhĂŁ sendo que⊠Ăs cinco?! Emma!
Por que vocĂȘ tĂĄ me contestando mesmo? Quem Ă© a capitĂŁ do time, eu ou vocĂȘ? Ah bom. Sim, as cinco. Grow some balls, Avery. Francamente. Parece um bebĂȘ chorĂŁo. E aqui vocĂȘ nĂŁo tem seu namorado pra te defender, nĂŁo quero ver o Mulciber nem perto do meu campo.
Entendidos?
Emma, you canât be serious!
Por que sĂł eu tenho um treino extra amanhĂŁ?
VocĂȘ entrou no meio da temporada, Avery. NĂŁo me importo se vocĂȘ tem alguma qualidade em campo, vocĂȘ tem que trabalhar tĂŁo ou mais duro que os atuais jogadores. Se vocĂȘ quer moleza vai lĂĄ pedir uma vaga pro Branwell uma vaga no time dele. Tenho certeza que vĂŁo te receber com cupcakes e abraços. No meu time nĂŁo quero ninguĂ©m fazendo corpo mole.
E Ă© bom vocĂȘ nĂŁo se atrasar. Esteja as 5 no campo.
VocĂȘ recebeu a carta dela tambĂ©m, nĂŁo recebeu? Claro que recebeu, vocĂȘ Ă© a favorita da Senhora Flint. Eu estou saturada desses bailes, nĂŁo estou afim de ouvir como quadribol anda me deixando masculinizada e que estĂĄ passando da hora de eu me comportar como a dama que sou. Ou supostamente deveria ser. Mas me diga que vai ou eu irei cometer um crime naquela casa.
dylan-mulciber:
Oh, how I wish I could be around to watch real world crush your fairytale dreams. But youâre right, Iâm gonna be too busy to enjoy small pleasures like this.Â
Different. Just different. No wedding, no ambitious plans, no pathetic affairs with mudbloods.But Iâm not one to grow attached to âwhat ifsâ. Yeah, you should do that. Sounds lovely.
Why do you say that? I donât have big dreams, just play quidditch, have my own money, my own house. I donât dream with greatness, Dylan.  I just want to be free. This is the difference between us.
You stil didnât get over this, did you? Câmon, donât let this ruin our beautiful friendship. Yeah, what is done is done, life just go on.
 dylan-mulciber:
Sim, sĂł o que resta.
Donât flatter yourself. I said I couldnât let go of the past, I didnât know you were part of my past⊠maybe someone obliviated me because I canât seem to remember that. Couldâve been different, though. Couldâve, wouldâve⊠wasnât. Aw, itâs cute how youâre so concerned about what she may think. Who would have thought that your âtoughâ fuck-this-shit attitude wasnât above that?
Maybe not yet, but soon enough i'll be. I'll finish with this school and finally can go everywhere i want. Try to not miss me so much. I know it can be busy kissing other people ass but maybe you can find time for this.
Different how?  Well, iâm known for being a person very concerned about other people feelings. I just want her to have a very good look in all the fairytale that she is going to live. Or i can just stay here, drinking, and watching all the misery she is about to experience. Laughing and enjoying.
dylan-mulciber:
E eu achando que sua habilidade pra detectar subtexto era consideravelmente maior.Â
Faça, por favor. NĂŁo hĂĄ propaganda melhor do que propaganda boca a boca. Yeah, Iâm not so sure about that, you see. But I admire your confidence. Oh no, love, I canât let go of the past that easiy, I suck at quitting bad habits as you can attest to. Here I am, talking to you, after all. Even though itâs the last thing Iâd do if I were thinking straight.
Não posso atestar sobre o que não tenho conhecimento e sabe como é, não confio em opiniÔes de terceiros. Então entende o meu empasse, então só me restar supor e questionar suas tais habilidades.
NĂŁo que vocĂȘ precise de mim para difundir qualquer propagando nĂŁo Ă© mesmo?! You donât have to be shy, i know you are keen of my tough ... attitude. It make you think about every other thing that i can be good at. Well, you can blame it to alcohol. Nobody will remember this tomorrow. Good to know that you just canât let me go. What would your wife-to-be think about that, uh?
dylan-mulciber:
Talvez minha resistĂȘncia pra muita coisa esteja baixa no momento. Well, Vanity, I have amazing skills with tongues, you see. And I can be an avid reader when the subject appeals to me.
Good to know, itâs a relief, phew. Iâve been losing my sleep over  that. But now that you assured me everythingâs just fine I can finally move on and get a new hobby. Maybe dedicate more time to some old ones. And yes, thanks for asking. These last couple of weeks have been awfully productive.
Ah Ă©? Tipo o que? AlĂ©m do ĂĄlcool, claro. Ă mesmo? Nunca te vi perdendo horas na biblioteca? Ou estamos falando de outras habilidades com a lĂngua? Talvez deva fazer uma enquete no dormitĂłrio feminino, pra conseguir uma resposta mais acertada.
Oh don't worry, sweetie. The team is just fine, they have a great leader, you know. Like hooking up with every walking pure blood girl? I thought this would stay in the past now you are an almost married man. But i think old habits die hard.
dylan-mulciber:
Do ĂĄlcool talvez. Porque podia jurar que ouvi vocĂȘ dizer âitâs not a mysteryâ, when thatâs precisely the word Iâd use. I must have misheard you.
Howâs the team anyway? Did you get in trouble because of the broom you damaged or only my actions were detention-worthy?
E eu achando que sua resistĂȘncia para o ĂĄlcool fosse consideravelmente maior. Itâs not a mystery, i'm an open book. Well, most of the time.You just have to know how to read it.
Way better without you if is this your concern. Avery is a good player i have to admit. Nops, eu encomendei uma vassoura nova e ninguĂ©m nunca comentou sobre, ninguĂ©m mais queria perder a posição no time. Mas e aĂ, curtiu as semanas de detenção? Devo dizer que os dias dentro do castelo limpando livros fizeram bem pra sua pele.